Catálogo online disponibiliza imagens das primeiras décadas da fotografia – Europeana Photography

foto antiga

A matéria compartilhada hoje nos remota aos primórdios da fotografia. Nada digital! Mas toda uma bruma que envolvia desde a posição até a chegada do material revelado. Algo que poderia durar até meses entre o click e a sua visualização.

Uma plataforma lançada recentemente reúne imagens das primeiras décadas da fotografia. Intitulado Europeana Photography, o website disponibiliza imagens provenientes de arquivos fotográficos, agências e coleções de museus de toda a Europa, muitas das quais já estão em domínio público e podem ser baixadas e usadas livremente.

O catálogo online conta com uma ferramenta de busca que permite filtrar os resultados por palavras-chave, país, instituição e tipo de licença de uso. Dentre as obras disponíveis no site, estão fotografias de Julia Margaret Cameron, Eadweard Muybridge e Louis Daguerre, um dos responsáveis pelo advento do processo fotográfico.

O site apresenta fotografias de países de fora da Europa e uma rápida busca com a palavra “arquitetura” (em português) revela imagens antigas de São Paulo, Brasília e outras cidades brasileiras. Atualmente o Europeana Photography conta com mais de  2,2 milhões de imagens, o que faz deste um importante catálogo para pesquisadores e entusiastas da fotografia.

Europeana Photography pode ser explorado também em português, basta clicar aqui.

Fontehttp://www.archdaily.com.br/br/872397/catalogo-online-disponibiliza-imagens-das-primeiras-decadas-da-fotografia?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil; Ricardo Hage; 

 

43 das 50 cidades mais violentas do mundo estão na América Latina. Por quê?

cidade

Essa pergunta, título da presente matéria, sempre me inquietou. Por que as cidades mais violentas do mundo, sem conflitos declarados, estão na América Latina? (veja no final da matéria a relação das 50+ ou, de repente, as 50-).

Ou, em outras palavras, por que quando se viaja para outros lugares não observamos tamanho conflito? Ou ainda, por que achamos ou transferimos para a “África” os piores lugares para se viver?

Com exceção daquelas cidades que enfrentam conflitos bélicos, as cidades mais violentas do mundo estão na América Latiba e Caribe, onde vive apenas 8% da população mundial, porém, onde se concentram 33% de todos os homicídios. O Instituto Igarapé, do Brasil, conta com seu Observatório de Homicídios e adverte que quatorze dos vinte países com as maiores taxas de homicídio se localizam na América Latina e Caribe. Paralelamente, o relatório anual do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal (CCSPJP), do México, sobre as cidades mais perigosas do mundo, apresenta outro dado impressionante: 43 das 50 cidades mais perigosas do mundo estão em nosso continente. O que pode ser feito para mudar isso?

O instituto Insight Crime apresenta cinco dinâmicas criminais: aumento dos mercados locais de drogas; fragmentação do crime organizado; países que movimentam a droga se tornam centros de delinquência; o legado de guerras civis em grupos criminosos; e a corrupção e criminalização do governo fiscal. No entanto, as cidades têm algo a dizer sobre isso.

Robert Muggah, Diretor de Pesquisas do Instituto Igarapé, e Ilona Szabo de Carvalho, Diretora Executiva do mesmo instituto, apresentaram no Foro Econômico Mundial a ideia de que algumas cidades latino-americanas sofrem de “periferização”, isto é, são fragmentadas, segregadas e elitistas. A pobreza é reduzida, a economia crescer, porém, a violência aumenta. Por que? Muggah afirma que as cidades latino-americanas são “as mais desiguais do planeta”: aproximadamente 111 dos 588 milhões de habitantes vivem em bairros pobres. Embora as elites nacionais cresçam economicamente, grandes porcentagens da população não têm acesso à água potável, eletricidade e rede de esgoto.

Muggah afirma que as rápidas taxas de urbanização das América Latina estão repercutindo na segurança das cidades que mais crescem, não necessariamente nas mais populosas. Ele recomenda seguir o exemplo dos casos bem sucedidos onde os programas de segurança pública se baseiam em dados; onde os esforços se concentram em zonas urbanas específicas (50% dos homicídios nas cidades acontecem em menos de 2% das ruas); onde a coesão social e as condições sociais e econômicas são fortalecidas. Muggah aponta para a necessidade de que estas regiões contem com sistemas de transporte eficiente, melhorias na qualidade das habitações e que seja eliminada a prática de relocação de comunidades. 

No relatório anual do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal (CCSPJP), as cidades mais perigosas do mundo são:

50. Durban, África do Sul (34,43 homicídios para cada 100.000 habitantes)

49. Curitiba, Brasil (34,92)

48. Cúcuta, Colômbia (37)

47. Vitória, Brasil (37,54)

46. Manaus, Brasil (38.25)

45. Macapá, Brasil (30,25)

44. Armenia, Colômbia (38,54)

43. Nelson Mandela Bay, África do Sul (39,19)

42. Goiânia e Aparecida de Goiânia, Brasil (39,48)

41. Ciudad Obregón, México (40,95)

40. Chihuahua, México (42,02)

39. Cuiabá, Brasil (42,61)

38. Teresina, Brasil (42,84)

37. Ciudad Juárez, México (43,63)

36. Detroit, Estados Unidos (44,60)

35. Fortaleza, Brasil (44,98)

34. New Orleans, Estados Unidos (45,17)

33. São Luís, Brasil (45,41)

32. Kingston, Jamaica (45,43)

31. Palmira, Colômbia (46,30)

30. Gran Barcelona, Venezuela (46,86)

29. João Pessoa, Brasil (47,57)

28. Recife, Brasil (47,89)

27. Mazatlán, México (48,75)

26. Baltimore, Estados Unidos (51,14)

25. Maceió, Brasil (51,78)

24. Culiacán, México (51,81)

23. Ciudad de Guatemala, Guatemala (52,73)

22. Tijuana, México (53,06)

21. Cali, Colômbia (54)

20. Salvador, Brasil (54,71)

19. Campos dos Goytacazes, Brasil (56,45)

18. Cumaná, Venezuela (59,31)

17. Barquisimeto, Venezuela (59,38)

16. Vitória da Conquista, Brasil (60,10)

15. Feira de Santana, Brasil (60,23)

14. St. Louis, Estados Unidos (60,37)

13. Ciudad del Cabo, África do Sul (60,77)

12. Aracajú, Brasil (62,76)

11. Belém, Brasil  (67,41)

10. Natal, Brasil (69,56)

9. Valencia, Venezuela (72,02)

8. Ciudad Guayana, Venezuela (82,84)

7. San Salvador, El Salvador (83,39)

6. Maturín, Venezuela (84,21)

5. Ciudad Victoria, México (84,67)

4. Distrito Central, Honduras (85,09)

3. San Pedro Sula, Honduras (112,09)

2. Acapulco, México (113,24)

1. Caracas, Venezuela (130,35)

Faça o download do relatório completo do CCSPJP aqui.

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/871089/43-das-50-cidades-mais-violentas-do-mundo-estao-na-america-latina-por-que?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil

Museu Guggenheim de Nova York disponibiliza mais de 200 livros e catálogos para download

museu

Seguindo a série e proposta de baixar legalmente livros, compartilhamos no blog de hoje o que o Museu Guggenheim de Nova York acaba de viabilizar.

Você provavelmente já deve ter ouvido falar do Arquivo da Internet, um acervo online com milhões de livros, softwares, filmes, músicas e outros documentos disponíveis gratuitamente. Há algum tempo, museus do mundo todo começaram a digitalizar seus acervos, tornando-os acessíveis ao público através da página do Arquivo (archive.org), e dentre estes está o Museu Solomon R. Guggenheim de Nova York, que recentemente disponibilizou mais de 200 catálogos de exposições e outros livros de arte.

Estão disponíveis livros do próprio museu, como Guggenheim Museum A to ZHandbook, the Guggenheim Museum collection, 1900-1980, ou ainda Masterpieces from the Guggenheim collection : from Picasso to Pollock, além de obras dedicadas a artistas e movimentos de vanguarda, como Expressionism, a German Intuition 1905-1920From van Gogh to Picasso, from Kandinsky to PollockKenneth Noland : A Retrospective Point and Line to Plane do pintor Wassily Kandinsky.

Explore a coleção de mais de 200 livros e catálogos aqui: archive.org/details/guggenheimmuseum

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/870426/museu-guggenheim-de-nova-iorque-disponibiliza-mais-de-200-livros-e-catalogos-para-download?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil

Como a vegetação urbana ajuda a economizar na conta de luz

Luz

Em meados de 1985/86 quando estudava em Israel, aprendi que a determinação naquele país era plantar e plantar árvores, quase que de forma incondicional. No Instituto Volcani aprendi que se utilizava água expelida do ar condicionado para irrigar mudas que viriam a ser futuras árvores. Todas essas com múltiplos objetivos mas, pela primeira vez ouvi a relação de árvores urbanas como forma de minimizar custo com energia.

Os anos se passaram e, quase 1/3 de século depois, voltamos à tona essa discussão, agora de forma global.

A importância das árvores ganha cada vez mais espaço na pauta das cidades. Além de essenciais para o combate às mudanças climáticas e para o visual do ambiente urbano, proporcionam conforto para as pessoas com suas sombras, amenizando o efeito das altas temperaturas. Ainda assim, há quem ache que cortá-las é o caminho para aumentar as áreas de construção e desenvolvimento.

Mas e se vantagens econômicas forem somadas às vantagens ambientais?

Os dados mostram que as casas dos Estados Unidos gastam estimados 10,18 bilhões de Btus, sendo 47,7% dessa energia proveniente de aquecedores e aparelhos de ar-condicionado. “Esse consumo de energia não apenas tem custos monetários substanciais para os residentes, mas também gera custos associados às emissões de poluentes atmosféricos provenientes da produção de energia”, diz o estudo.

Nesse sentido, não é surpreendente como as árvores podem ajudar na economia: produzem sombra, bloqueiam ventos e reduzem as temperaturas através da evaporação da água das folhas (transpiração e arrefecimento). Com isso, durante o verão, é reduzida a necessidade de condicionamento de ar. No entanto, durante o inverno, essa mesma sombra deixa o ambiente mais frio e incentiva as pessoas a ligarem os aquecedores.

Essa questão foi levada em conta pelos pesquisadores, que consideraram onde as árvores estavam localizadas em relação à luz do sol e à velocidade do vento, e o quanto de suas folhas caíam durante o outono e o inverno. Também foram combinados dados de campo com mapas locais para chegar a uma estimativa nacional.

O resultado estimado é que as árvores nos EUA ajudam a economizar cerca de US$ 7,8 bilhões ao reduzir os custos de energia a cada ano, e cerca de US$ 3,9 bilhões anuais com a redução de emissões. De acordo com a pesquisa, focar o plantio de árvores em áreas com maiores densidades populacionais, mesmo sendo apenas 3,6% de toda a área do país, já levaria a uma grande economia.

Ou seja, a solução não é sair plantando em qualquer lugar, mas pensar no tamanho, na espécie e na direção que a árvore vai ser colocada. Por exemplo, a pesquisa explica que “embora os resultados variem de acordo com a zona climática, em geral, grandes árvores no lado oeste dos edifícios fornecem a maior redução média no consumo de energia de refrigeração, enquanto grandes árvores no lado sul tendem a levar a um aumento ainda maior no uso de energia durante o inverno”.

Economia no transporte

Outra forma de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e gerar economia é investindo no transporte ativo, pensando no desenvolvimento das cidades de forma que o ambiente seja propício para deslocamentos a pé, por exemplo. E um dos oito princípios da calçada, defendidos pelo WRI Brasil Cidades Sustentáveis, é ter um espaço atraente, que pode ser aprimorado com a vegetação. A árvores que gera sombre e se mostrou eficiente para a economia na pesquisa americana, também proporciona conforto e protege os pedestres do tráfego de veículos, reduz o risco de inundações, valoriza as propriedades e cria estética positiva para o comércio .

Uma análise foi realizada na cidade de Maceió, Alagoas, com o objetivo de identificar a importância da vegetação na redução do consumo energético, e evidenciou o efeito amenizador da temperatura do ar proporcionado, reduzindo os valores sobretudo nos horários entre 9h e 15h. As áreas arborizadas também apresentaram um aquecimento mais lento.

As árvores, portanto, passam a contribuir com a saúde das pessoas tanto no aspecto físico, a partir de um ar mais puro e mais conforto para caminhadas, quanto no financeiro, ao contribuir para reduzir a conta de luz. Resta encontrar formas de melhorar a vegetação das áreas urbanas, incluindo essa preocupação desde o princípio do planejamento.

Via TheCityFix Brasil

Uma pesquisa realizada por cientistas do Serviço Florestal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA Forest Service) mostra que as árvores também ajudam a economizar o consumo de energia nos edifícios, o que reflete diretamente nas contas de luz.

Fonte (para texto em itálico): http://www.archdaily.com.br/br/868673/como-a-vegetacao-urbana-ajuda-a-economizar-na-conta-de-luz?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil

arqueólogos acham “Pensador” de quase 4 mil anos

pensador

Arqueólogos de Israel anunciaram a descoberta de uma pequena escultura que representa um homem pensativo, sentado sobre um vaso de cerâmica. Segundo a Autoridade Israelense sobre Antiguidades, o boneco foi esculpido ainda na Idade do Bronze, há pelo menos 3.800 anos.

A peça tem cerca de 18 centímetros de altura. O objeto foi encontrado perto de Tel Aviv, durante obras em um terreno onde serão construídas casas populares. Não só a idade avançada da peça impressionou os arqueólogos, mas também a qualidade com a qual foi esculpida. É possível notar, com clareza, que o boneco está sentado, com o queixo apoiado sobre uma das mãos. Ele exibe no rosto uma expressão pensativa e ainda leva um chapéu na cabeça.

A escultura também chama a atenção pela semelhança com a obra “O pensador”, criada pelo artista francês Auguste Rodin no século 20. Além do boneco pensativo, foram encontrados outros objetos nas escavações, como pontas de flechas, vasos funerários, peças menores de metal, partes de um machado e ainda ossos de ovelhas e macacos. Pelo estilo dos artigos encontrados, os arqueólogos acreditam que o local deve ter sido o mausoléu de um membro da nobreza desta comunidade, que habitou a região na Idade de Bronze.

Fonte: http://alefnews.com.br/israel-arqueologos-acham-pensador-de-quase-4-mil-anos/

Igreja Luterana da América adere ao desinvestimento

No dia 21/10/2016 compartilhei uma matéria da igreja católica  referente a questão ambiental (Sete instituições católicas em todo o mundo decidem retirar investimentos dos combustíveis fósseis – https://blogdoprofessorfred.wordpress.com/2016/10/21/sete-instituicoes-catolicas-em-todo-o-mundo-decidem-retirar-investimentos-dos-combustiveis-fosseis/).

Hoje, buscando esse equilíbrio religioso, apresento a mesma proposta sob a ótica da Igreja protestante Luterana.

Com decisão, U$7,5 bilhões deixarão de ser investidos em hidrocarbonetos e serão redirecionados às energias renováveis, num movimento de transição para um futuro mais sustentável

Cerca de 500 instituições em mais de 60 países no mundo todo já aderiram à chamada para o desinvestimento em combustíveis fósseis. Em agosto, o movimento global contou com mais uma adesão de peso: a Igreja Evangélica Luterana na América (ELCA), sétimo maior organismo religioso dos Estados Unidos, aprovou por maioria, durante a Assembleia de 2016, a suspensão de qualquer investimento em empresas do setor, e o redirecionamento de recursos para as energias renováveis. Dessa forma, as quase 10 mil congregações espalhadas pelos Estados Unidos, Porto Rico e Ilhas Virgens Americanas se unem ao movimento global rumo a uma economia de baixo carbono e um futuro mais sustentável para o planeta, deixando de investir US$7,5 bilhões de ativos nos hidrocarbonetos.

Com esta ação, a ELCA atende ao apelo feito em 2015 pelo Conselho da Federação Luterana Mundial às suas igrejas-membro para que não mais invistam em combustíveis fósseis, e para que apoiem a eficiência energética e empresas de energias renováveis, além de encorajar suas instituições e membros individuais a fazerem o mesmo. “A ética Luterana nos chama a cuidar dos mais vulneráveis e a pensar nas próximas gerações”, disse a reverenda Barbara Rossing, professora da Escola Luterana de Teologia de Chicago e líder de organizações luteranas de base.

A campanha que visa transferir investimentos no setor de combustíveis fósseis e aplicá-los em energias renováveis é liderada pela 350.org e pela Divest-Invest. O principal argumento da coalização Global Divest-Invest é que o investimento na indústria de petróleo, gás e carvão é um perigo tanto para o clima quanto para o capital dos investidores.

Mais de 500 instituições em diversos setores da sociedade, como o religioso, universitário e privado, que juntas representam cerca de US$ 3,4 trilhões em ativos, já se comprometeram a mudar a rota de seus investimentos.

“A 350.org defende o desinvestimento nos combustíveis fósseis como ação fundamental para conter as mudanças climáticas. Para construir o futuro que precisamos, temos que promover uma mudança radical no modo como produzimos e consumimos energia em todo o mundo. E isso não pode mais esperar. A decisão da Igreja Luterana é uma contribuição significativa para uma transição energética justa e sustentável”, defende Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org Brasil e América Latina, e coordenadora da COESUS.

Influência no Brasil

Segundo o pastor Werner Fuchs, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, parceira da ELCA, não há ainda nenhuma orientação a nível global sobre essa decisão. “Infelizmente essa ideia ainda não está consolidada no país, mas há pequenas iniciativas já em andamento. No Sínodo Paranapanema, por exemplo, que abrange a região do Sul do Paraná até Oeste de São Paulo, já temos um projeto pronto para a instalação de placas solares em diversas igrejas, e estamos em busca de parceiros para colocá-lo em prática”, afirmou.

Parceiro da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida, o pastor Fuchs já atua em campanhas contra as mudanças climáticas desde 2004. Membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), ele ajudou a aprovar, em novembro de 2015, durante a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar, uma moção contra o fracking e a exploração de areias betuminosas. “Sou a pessoa incômoda que levanta questões como o uso de combustíveis fósseis. Não adianta falar de agroecologia se o fracking chegar e destruir tudo. Precisamos sair do modelo petróleo-dependente e seguir o caminho do desenvolvimento sustentável”, defende Fuchs.

Por Nathália Clark

Foto: Pastor Werner Fuchs – COESUS/350Brasil
Coordenadora de Comunicação da 350.org Brasil e América Latina
Nathália Clark – (61) 9 8160-5551
nathalia@350.org

Assessoria de Imprensa da COESUS
Silvia Calciolari – Jornalista (MTB 2259) – 41-9967-3416
silvia@naofrackingbrasil.com.br

Considerações sobre o Museu Louis Jacques Brunet (um museu dentro de um colégio)

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Museu de História Natural Louis Jacques Brunet existe a mais de 150 anos e fica localizado dentro da Escola de Referencia em Ensino Médio Ginásio Pernambucano, na cidade de Recife (a atual gestora Profa. Valmira A. C. Cruz, sob a coordenação do Prof. Severino Ribeiro),  abriga coleções nas áreas de arqueologia, Botânica, Geologia e Zoologia, organizadas pelo naturalista e professor francês Louis Jacques Brunet, em 1861. Visitas por agendamento. Rua da Aurora, 703, Santo Amaro – Recife/PE. Fones (81) 3181-4777 ou (81) 3181-4778.

 

É o primeiro Museu de Ciências Naturais de Pernambuco e do Norte/Nordeste. Surgiu da iniciativa do cientista Louis Jacques Brunet (naturalista francês que veio ao Recife em 1852 para estudar a fauna e flora americana), o regedor do Ginásio (chamado de Ginásio Provincial naquela época), pelo governo imperial de D. Pedro II e o Governador da Província José Alexandre Barbosa Lima.

Hoje, o Museu Louis Jacques Brunet mantém um dos maiores acervos de história natural do Estado, decorrentes dos estudos do seu grande entusiasta com mais de seis mil peças. Dessas, cerca de 3 mil são de animais, esqueletos e insetos empalhados, e os outras 3 mil são peças de arqueologia, paleologia, coleção de plantas, moedas raras de 1753 até 1986 e outros materiais escavados no próprio terreno da unidade de ensino.

Conta com o apoio do Instituto de Co-responsabilidade pela Educação (ICE) e o Governo do Estado e ainda mantém parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Universidade de Pernambuco (UPE).

LOUIS JACQUES BRUNET: O FRANCÊS AVENTUREIRO EM SUAS EXPEDIÇÕES CIENTÍFICAS. (Considerações feitas por Clemildo Brunet)

Louis Jacques Brunet, o francês e médico naturalista da cidade de Moulins, quando aportou no Brasil em 1852, não era nenhum desconhecido na França, sua intenção inicial seria explorar a flora e a fauna dos países da América do Norte. Era uma viagem que pretendia fazer com um amigo na qual lhe custaria uma fortuna. De repente num lance de aventura resolveu embarcar no primeiro navio à vela com escala por Pernambuco.

Descendo em terra, deixou-se seduzir pela paisagem pernambucana, renunciando dessa forma outras regiões que pudesse conhecer.

O Museu de História Natural do Ginásio Pernambucano no Recife considerado um dos melhores no ensino secundário do Brasil, foi organizado por Louis Jacques Brunet, professor da 2ª cadeira de ciências naturais.

Durante os dois anos que precederam seu convite para participar do corpo docente do Ginásio (chamado à época de Ginásio Provincial), Brunet viajou pelo interior dos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, coletando amostras de espécimes nativas. Em outubro de 1855, Brunet foi nomeado como professor da 2ª cadeira de Ciências Naturais, ficando a seu cargo toda a estruturação desta disciplina, assim como a organização do gabinete de Ciências, fundado em 22 de outubro de 1855 (recebendo, a princípio, as próprias coleções coletadas pelo naturalista em suas expedições). Segundo o professor, o ensino das Ciências deveria ser composto de lições práticas e objetivas, no qual os alunos pudessem contemplar o objeto estudado.

Então, em um ofício de sete de abril de 1856, Brunet sugeriu uma mudança na grade de estudo (o 1º ano estudaria Zoologia, o 2º Botânica e o 3º Mineralogia e Geologia). Devido aos incentivos recebidos, tanto pelo regedor do Ginásio como pelo governo imperial de  D. Pedro II e o de Barbosa Lima (Grande entusiasta das ciências) é deste último que vai partir a ideia de se criar um Museu de Ciências Naturais, o primeiro de Pernambuco e do Norte /  Nordeste.

Visita para se colocar na agenda!