Programa seleciona projetos para estágio na Suécia

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Inscrições podem ser feitas até 11 de dezembro!

O Centro de Pesquisa e Inovação Sueco Brasileiro (CISB) abriu chamada pública para seleção de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, para participar do programa de Estágio Sênior no Exterior (ESN). As propostas devem ser enviadas para o e-mail projects@cisb.org.br até o dia 11 de dezembro.

O programa é destinado a doutores com vínculo empregatício com instituição brasileira de ensino ou pesquisa, e a pesquisadores, com histórico de colaboração com indústrias e/ou com a Suécia, assim como com bom índice de produtividade científica e tecnológica.

Serão priorizados projetos nas seguintes áreas: Conceito metodológico, Design e Análises Operacionais; Design geral e integração de sistemas; Redes de comunicação, C2 / ATM e Cyber Security; HMI e Sistema Autônomo; Tomada de decisão distribuída; Sensores – Sistema e Funções; Sistemas Intensivos de Software; Aeronautical Enginering and Vehicle Systems incl. Propulsão; Materiais, Design / Instalação de Estrutura, Técnica Estrutural e Fabricação; Suporte de manutenção e logística; e Gerenciamento e Desenvolvimento Integrado de Produto (Lean, PMP, etc.).

As propostas serão avaliadas por especialistas com experiência na indústria e na academia. O resultado será divulgado no dia 20 de janeiro.

A bolsa

O CISB pretende apoiar até três bolsas. O período de implementação da bolsa será de fevereiro a agosto de 2018, e a vigência será de um mês. Entre os benefícios, os bolsistas receberão mensalidade no valor de SEK 20.780,00; auxílio instalação; seguro assistência viagem; e auxílio deslocamento para aquisição de passagens aéreas.

Acesse a página da chamada pública.

Fonte: http://www.ifes.edu.br/noticias/17668-programa-seleciona-projetos-para-estagio-na-suica

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CNPq recebe inscrições para o Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica

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Estão abertas as inscrições para o Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Atribuído em três categorias Bolsista de Iniciação Científica, Bolsista de Iniciação Tecnológica, e Mérito Institucional, as submissões podem ser feitas até 09 de março de 2018.

O Prêmio é destinado aos bolsistas de Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq e às instituições participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic e Pibiti). O objetivo é reconhecer os bolsistas cujos relatórios finais se destacam pela relevância e qualidade, e as instituições que contribuíram para alcançar os objetivos do programa.

A inscrição é feita a partir das indicações das coordenações do Pibic e Pibiti das universidades e das instituições de pesquisa, feitas por e-mail, para concorrer à etapa nacional. Podem ser indicados até seis bolsistas de Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq (três por categoria, sendo um por cada grande área de conhecimento) que apresentaram os melhores relatórios, classificados ou premiados pelo comitê interno ou externo nas jornadas, salões ou seminários realizados nas instituições de ensino e pesquisa no 2º semestre de 2017.Podem participar bolsistas que desenvolveram projetos no período compreendido de 1º de agosto de 2016 a 31 de julho de 2017, independente da continuidade ou renovação da bolsa para o próximo período.

Os vencedores receberão R$ 7 mil em dinheiro, bolsas de mestrado ou doutorado, passagens aéreas e hospedagem para participar da próxima reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em julho de 2018.

Na categoria Mérito Institucional, podem concorrer os participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) que tenham bolsistas inscritos no Prêmio. A instituição agraciada receberá um troféu.

O resultado do prêmio será anunciado pelo CNPq até 18 de maio de 2018.

Saiba mais na página do Prêmio na internet.

Fonte: Coordenação de Comunicação Social do CNPq

Pesquisador mexicano cria cimento que gera luz

cimento luminoso

Durante a última década, o desenvolvimento de modelos inteligentes de construção, intimamente relacionados com a eficiência energética, tem implementado novos materiais que possuem uma ou mais propriedades modificadas, de maneira controlada e parcial, por estímulos externos como radiação, temperatura, pH, umidade, vento, entre outros fatores ambientais.

Como resposta aos novos modelos de construção, o Dr. em Ciências José Carlos Rubio Ávalos da UMSNH de Morelia, desenvolveu um cimento com a capacidade de absorver e irradiar a energia ilumínica, com o intuito de agregar uma maior funcionalidade e versatilidade ao concreto do ponto de vista da eficiência energética.

O novo ‘material inteligente’ desenvolvido por Rubio Ávalos foi conhecido em 20 de outubro de 2015, em um comunicado de imprensa oficial pela Agência Informativa Conacyt, na qual o pesquisador afirmou que as aplicações são muito amplas, dentro das quais as que mais se destacam são o mercado da arquitetura, fachadas, piscinas, banheiros, cozinhas, estacionamentos, entre outros. Além disso, é possível utilizá-lo na segurança viária e nas sinalizações, no setor de geração de energia, como plataformas de petróleo, e em qualquer lugar que se deseje iluminar ou marcar espaços que não tenham acesso a instalações elétricas, já que não requer um sistema de distribuição elétrica e se recarrega somente com a luz. A durabilidade do cimento emissor de luz é estimada em mais de 100 anos, por sua natureza inorgânica, sendo facilmente reciclável por seus componentes materiais.

Segundo esse mesmo comunicado, a característica essencial desse novo material é obtida mediante um processo de policondensação das matérias primas (sílica, areia de rio, resíduos industriais, álcalis e água). Esse processo, apontou o pesquisador, realiza-se na temperatura ambiente e não requer fornos ou altos consumos de energia, de modo que a poluição na sua fabricação é baixa, em comparação com outros cimentos, como Portland ou plásticos sintéticos.

“Buscamos que a luz penetre o material até certo nível. No caso do cimento convencional, o Portland, não há essa capacidade já que quando a luz chega à superfície, ela não penetra”, explicou Rubio Ávalos.

Carregar esse material com luz natural ou artificial busca oferecer novas funções ilumínicas e térmicas ao elemento construtivo mais utilizado no mundo, com o objetivo de diminuir o consumo energético gerado pelos sistemas ativos.

Espera-se que além de sua distribuição no México, investidores do Chile, Espanha, Argentina e Brasil comercializem o material em breve para sua implementação em rodovias e outros espaços urbanos.

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/802218/pesquisador-mexicano-cria-cimento-que-gera-luz

Menina de 11 anos vence prêmio com sensor que detecta chumbo na água

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Aqui está a importância de se investir em pesquisa o quanto antes e não apenas na universidade. Aliás, por falar nisso, os Institutos Federais são duramente criticados por pesquisas em Ensino Médio.

Assim, compartilho a matéria de uma menina que, com apenas 11 anos, nos brinda com algo tão relevante para quem trabalha com detectação de metais pesados, dentre eles, o chumbo.

Gitanjali Rao é uma menina de 11 anos de Colorado, cidade nos Estados Unidos, que se tornou a cientista mais jovem do país. Ela venceu o Discovery Education 3M Young Scientist Challenge por criar um dispositivo que detecta níveis de chumbo na água. A estudante da sétima série leva para casa o prêmio de US$ 25 mil (quase R$ 82 mil).

O projeto, segundo ela, foi inspirado na crise hídrica da cidade de Flint, em Michigan, entre 2014 e 2015, em que o sistema de água estava altamente contaminado por chumbo. Mais de 80 casos de contaminação foram detectados na população, principalmente em crianças, e 12 pessoas morreram.

Ela levou em consideração a quantidade de pessoas que tinham sido afetadas e que o problema não era apenas em Flint. Mais de 5.300 sistemas de águas nos Estados Unidos sofrem com isso, de acordo com dados de 2016.

“A ideia veio assim que meus pais fizeram o teste de chumbo na nossa água”, contou Gitanjali ao Business Insider. “Eu pensei: ‘bem, esse não é um processo confiável e eu tenho de fazer algo para mudar isso'”, disse.

Há dois métodos para descobrir se a água está contaminada: usar tiras de teste de chumbo – processo rápido, mas não muito preciso – ou enviar uma amostra da água para análise, que leva tempo e requer equipamentos caros. A menina queria uma solução mais efetiva.

Assim, trabalhando com cientistas da 3M (companhia de tecnologia que atua em diversas áreas), Gitanjali criou o dispositivo que usa nanotubos de carbono programados para detectar a presença de chumbo na água. O aparelho está conectado a um aplicativo de celular que mostra o status do líquido. O processo leva de 10 a 15 segundos, ela diz.

O dispositivo recebeu o nome de Tethys, deus grego da água, e demorou cinco meses para ficar pronto. Agora, ela pretende aprimorá-lo e, eventualmente, vendê-lo para qualquer pessoa que more em uma região que enfrenta o problema da contaminação.

Quando crescer, Gitanjali quer ser geneticista ou epidemiologista, áreas que podem trabalhar com casos assim. “Se você toma banho com água contaminada, pode ter irritação na pele e isso pode ser facilmente estudado por um epidemiologista. E se alguém bebe água com chumbo, os filhos dela podem ter complicações”, diz.

“Eu estudei um pouco desses temas desde que fiquei interessada na área e então vim com esse dispositivo para ajudar a salvar vidas”, declara a menina.

Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/menina-de-11-anos-vence-pr%C3%AAmio-com-sensor-que-detecta-chumbo-na-%C3%A1gua/ar-AAujMC6

British Library disponibiliza os manuscritos de Leonardo da Vinci online

vinci

Compartilho essa matéria juntos aos amantes da genialidade!

(To read in English, please, type http://www.bl.uk/turning-the-pages/?id=cb4c06b9-02f4-49af-80ce-540836464a46&type=book and/or http://www.bl.uk/onlinegallery/features/leonardo/ttp.html)

Pintor, escultor, arquiteto, matemático, engenheiro, botânico, historiador, músico… parece que a lista de aptidões de Leonardo da Vinci (1452-1519) é realmente universal – e talvez seja justamente por isso que ele seja um dos artistas mais famosos do mundo, dentro e fora dos círculos da arte.

Em vida, parte de suas ideias e reflexões foram registradas em seus cadernos de anotações. Alguns destes manuscritos foram perdidos com o passar dos séculos e os que restaram se tornaram objetos raríssimos acessados apenas por um seleto grupo de colecionadores e historiadores – até agora.

Uma colaboração entre a British Library e a Microsoft, intitulada Turning the Pages 2.0tornou 570 páginas do Codex Arundel de da Vinci disponíveis online e gratuitamente. Agora, qualquer pessoa pode navegar pelos escritos de uma das mentes mais inventivas do Renascimento. Nas centenas de páginas digitalizadas encontram-se ideias para aviões, helicópteros, paraquedas, submarinos e automóveis, séculos antes destes terem sido desenvolvidos e trazidos ao mundo.

O processo de digitalização teve início em 2007 hoje é possível “virar” as páginas do manuscrito de da Vinci como se fosse um livro real, porém, acompanhado de anotações da British Library.

Navegue pelos textos e desenhos de Leonardo da Vinci aqui, e para conhecer mais da vida e obra do inventor, clique aqui

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/877493/british-library-disponibiliza-os-manuscritos-de-leonardo-da-vinci-online?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil

BRASIL CONSTRÓI SUA 1ª CIDADE 100% INTELIGENTE E SUSTENTÁVEL (IDEALIZADA PARA A POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA)

Croatá

Parece uma notícia fake mas não é! o Jornal Comunicação e Informação da FAO, Número 204,  28 de Agosto a 01 de Setembro de 2017 (http://boaspraticas.org.br/index.php/pt/informativo-fao-brasil) nos brinda com essa boa matéria.

Ela está chegando e já tem até nome: Croatá Laguna EcoPark. Trata-se da primeira cidade 100% inteligente e sustentável a ser construída no Brasil, com apoio das companhias italianas Planeta Idea e SocialFare e da StarTAU, nome do Centro de Empreendedorismo da Universidade de Tel Aviv, em Israel.

As três empresas israelenses que participarão são Magos, fabricante de radares para segurança, GreenIQ​­, sistema que controla a irrigação com base na previsão do tempo, economizando até 50% de água, e Pixtier, plataforma em nuvem que fornece mapas em 3D, permitindo planejamento e gerenciamento eficientes das cidades.

A ideia da smart city social insere-se em um contexto internacional que identifica, sobretudo nos países emergentes, dois fenômenos: 1) os fluxos migratórios dos campos levarão a população que vive nas cidades dos atuais 50% a um percentual de 80% nos próximos 25 anos; 2) 27% da população mundial têm menos de 15 anos. Isso quer dizer que, nos próximos anos, essas pessoas entrarão para o mercado de trabalho e precisarão de casas e serviços. “Essa tipologia de cidade nasce para gerir de forma ordenada tais fluxos com serviços inovadores”, disse Gianni Savio, diretor geral da Planet Idea, à revista Comunità Italiana.

O empreendimento está sendo erguido no Ceará e deve se tornar referência para outros municípios do Brasil, assim que for inaugurado (ainda em 2017, segundo prometem os envolvidos no projeto).

Em sua primeira fase, a cidade contará com espaço residencial para 150 casas, além de um porto (que até 2025 deve ser o segundo maior do Brasil!) e áreas destinadas ao lazer, comércio, serviços públicos e indústria. Entre outros benefícios, o empreendimento terá: corredores verdes ao longo de toda a cidade, ciclovias de ponta a ponta do município, tratamento de águas residuais, aproveitamento de águas pluviais, coleta inteligente de resíduos, produção de energia solar e eólicapraças com equipamentos esportivos que geram energia por meio dos movimentos dos cidadãos; monitoramento da qualidade do ar e da água; redes inteligentes de eletricidade e água; iluminação pública inteligente; aplicativos para serviços de mobilidade compartilhada, como carros, motos e bikes; hortas compartilhadas espalhadas por toda a cidade; infraestrutura digital com wi-fi grátis para todos os moradores.

E mais: a população poderá saber tudo o que acontece na cidade, em tempo real, por meio de aplicativo, que funciona como uma espécie de painel de controle do Croatá Laguna EcoPark.

Uma casa por lá custará cerca de R$ 24.300, segundo os idealizadores, que podem ser pagos em até 120 vezes, exatamente para ser uma alternativa à população de baixa renda. 

FonteDébora Spitzcovsky / Mundo

Fontehttp://www.conib.org.br/noticias/3222/israelenses-ajudam-a-construir-no-cear-a-primeira-cidade-inteligente-para-populao-de-baixa-renda

USP produz plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria

Produto é barato, não compete com mercado de alimentos e contém antioxidantes, permitindo acondicionar hortifrútis.

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Pesquisas da USP em Ribeirão Preto avançam na busca de plástico 100% biodegradável e competitivo com o plástico comum. Testes que reúnem na fórmula resíduos agroindustriais resultaram num produto com qualidades técnicas e econômicas promissoras.

A boa nova saiu dos laboratórios do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. A química Bianca Chieregato Maniglia desenvolveu filmes plásticos biodegradáveis a partir de matrizes de amido presentes em resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum.

O fato do novo material ser totalmente desenvolvido a partir de descartes da agroindústria faz toda diferença. Ao mesmo tempo, recicla resíduos; é biodegradável; é produzido com fontes renováveis que não se esgotam como o petróleo (de onde sai o plástico comum) e cultivadas em qualquer lugar do mundo. Bianca lembra de mais predicados de seu produto: matéria-prima barata, que não compete com o mercado alimentício e ainda “contém composição interessante com a presença de ativos antioxidantes”.

Essa fórmula com compostos antioxidantes, lembra a pesquisadora, pode ser ainda mais interessante no desenvolvimento de “embalagens ativas”.

Os estudos parecem indicar o caminho certo para a obtenção de um plástico, ou pelo menos um filme plástico, totalmente biodegradável. Os pesquisadores da FFCLRP conseguiram produzir filmes plásticos com boa aparência, boas propriedades mecânicas, funcionais e ativas, o que os torna mais eficientes na conservação de hortifrútis. O grupo de pesquisa também tem trabalhado com a aplicação de aditivos como a palha de soja tratada, outro resíduo agroindustrial, para melhorar as propriedades destes filmes. A meta é o ganho de maior resistência mecânica e menor capacidade de absorver e reter água.

Bianca, porém, acredita que ainda demande mais pesquisa e teste para os 100% biodegradáveis chegarem ao mercado. Em perspectiva mais recente, comenta, “esse tipo de plástico deve atuar como alternativa ao comum”. Apesar de não substituir o tipo comum, pode ser aplicado a diversos tipos do produto, como já ocorre nas misturas de matérias-primas renováveis com polímeros não renováveis, formando as chamadas “blendas”. “Temos as boas propriedades dos plásticos comuns com parcial biodegradabilidade”, comenta.

Plásticos (não tão) “verdes”

O plástico comum, que é produzido com derivado do petróleo (matéria-prima não renovável, cuja composição não é metabolizada por microrganismos), leva até 500 anos para desaparecer.

Já o plástico biodegradável desenvolvido na USP é feito de material biológico, e por isso é atacado, na natureza, por outros agentes biológicos – bactérias, fungos e algas – e se transformam em água, CO2 e matéria orgânica. Ele se degrada em no máximo 120 dias.

Atualmente, existem no mercado outros tipos de plástico biodegradável. São feitos a partir de fontes renováveis – milho, mandioca, beterraba e cana-de-açúcar. Porém, estas fontes servem como matérias-primas para produzir um composto (ácido láctico) do qual se pode sintetizar o polímero (PLA – ácido polilático). “Devido ao fato destes plásticos não serem produzidos com polímeros naturais, como proteína e carboidratos, por exemplo, o material apresenta estrutura mais complexa e só se biodegrada corretamente em usinas de compostagem, onde há condições adequadas de luz, umidade e temperatura, além da quantidade correta de microrganismos”, lembra Bianca.

Além de caros, os plásticos produzidos por fontes renováveis hoje comercializados ainda deixam a desejar em relação a algumas propriedades mecânicas e funcionais se comparados aos plásticos produzidos com fontes não renováveis, e também demandam outros custos para não poluírem o meio ambiente.

Outro plástico muito divulgado na busca por maior sustentabilidade é o “plástico verde”. No entanto, a pesquisadora faz um alerta sobre este tipo de plástico. É feito de cana-de-açúcar, mas não é biodegradável. A partir da cana, é produzido o polietileno igual ao obtido do petróleo, assim o tempo de decomposição do plástico verde é o mesmo do plástico comum. “Vai continuar a causar problemas nas cidades e na natureza.”

Bianca defende que a aceitação e demanda por plásticos biodegradáveis dependam mais de consciência ambiental, legislação e vontade política que de fatores econômicos. Avalia que, em perspectiva global, quando se incluem custos indiretos, como geração de lixo, poluição e outros impactos à saúde e meio ambiente, “os biodegradáveis assumem posições economicamente mais favoráveis”.

Falando em economia, os custos de produção desses materiais podem ficar bem menores que os atuais. E isso se deve à utilização dos resíduos agroindustriais, como o produto agora desenvolvido na USP, cujos componentes não competem no mercado com a indústria de alimentos.

Os resultados desse estudo foram apresentados em março de 2017 à FFCLRP na tese de doutorado de Bianca, que trabalhou sob orientação da professora Delia Rita Tapia Blácido.


Fontes: Rita Stella e Paulo Henrique Moreno, do Jornal da USP //