Ciência perde R$ 500 mil por hora no Brasil

tesoura

Compartilho aqui a matéria recentemente publicada no Jornal Estado de São Paulo, por Herton Escobar e que foi publicada no dia 22/06/2017 cuja referencia da fonte se encontra no final da matéria.

Cálculo foi feito por economista da UFRJ para o Tesourômetro, painel que vai mostrar em tempo real o prejuízo imposto aos institutos de pesquisa e universidades brasileiras pelos cortes orçamentários do governo federal

Meio milhão de reais por hora. Esse é o valor que a ciência brasileira está deixando de receber por conta dos cortes orçamentários aplicados ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e às universidades federais neste ano.

O cálculo é do economista Carlos Frederico Leão Rocha, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mentor matemático do “Tesourômetro”, um contador público de quanto a Ciência e o Ensino Superior no Brasil estão deixando de receber em razão dos cortes federais – comparado ao que estava previsto na Lei Orçamentária Anual. Segundo ele, esse prejuízo é de R$ 8 mil por minuto; R$ 480 mil por hora; ou R$ 11,5 milhões por dia, aproximadamente. O déficit acumulado só neste ano deve chegar a R$ 4,3 bilhões.

Um painel eletrônico mostrando a contabilidade desse prejuízo em tempo real foi inaugurado hoje de manhã no campus da UFRJ na Praia Vermelha, zona sul do Rio, para marcar o lançamento da campanha Conhecimento Sem Cortes, um movimento contra a redução dos investimentos em ciência e o “desmonte” das universidades e institutos de pesquisa federais – onde grande parte da ciência brasileira é produzida; sem falar na formação de recursos humanos (pesquisadores, professores, engenheiros, etc).

O Tesourômetro também pode ser visto neste site: conhecimentosemcortes.com.br. Ele mostra o valor acumulado dos cortes desde janeiro de 2015, quando o orçamento desses setores começou a encolher de forma significativa. No momento da inauguração, o tamanho da facada já passava de R$ 11 bilhões.

“Isso é o quanto nós perdemos em relação ao desembolso que estava originalmente previsto”, explicou Leão Rocha, em entrevista ao Estado. O cálculo leva em conta apenas verbas de custeio e investimento, não incluindo salários. Só o orçamento do MCTIC, que já era baixo, sofreu corte de 44% este ano, retrocedendo o poder de compra da pasta em pelo menos uma década.

Um evento público de lançamento da campanha está previsto para hoje à noite, na Casa da Ciência, com a participação de várias lideranças científicas, que vão apresentar casos reais de impacto da crise orçamentária em suas instituições. A lista de participantes inclui Tatiana Roque, presidente da Associação dos Docente da UFRJ (ADUFRJ-SSind); Helena Nader, presidente da SBPC; Roberto Leher, reitor da UFRJ; Nisia Trindade, presidente da Fiocruz; e Jerson Lima Silva, diretor da Faperj.

Fonte: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/ciencia-perde-r-500-mil-por-hora-no-brasil/

Population Explorer: um mapa com dados da população de qualquer lugar do mundo

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Quem somos e quantos somos? Já que vivemos na era do imediatismo (as fotos não são mais reveladas; as matérias não são mais esperadas para os jornais de amanhã, leem-se em tempo quase que real; cartas não são mais escritas, mandam-se mensagens instantâneas: e assim por diante).

Dessa forma, para que IBGE ou similar? O Population Explorer é um software on-line que pode estimar informações sobre a população qualquer região do mundo, usando como base o Landscan, um “banco de dados de alta precisão sobre populações produzido pelo Oak Ridge National Laboratory”, dos Estados Unidos. 

De acordo com os desenvolvedores, “a ferramenta é a primeira e única aplicação do tipo, e apresenta instantaneamente contagens de população e densidade em uma área flexível selecionada pelo usuário, permitindo criar e salvar cenários com base nesses dados.”

Atualmente, é possível usar a plataforma para saber quantas pessoas vivem em determinada região, quantas mulheres e homens vivem em uma dada área, qual a pirâmide etária de determinada população, quão densamente povoado é um território, entre outras aplicações, sendo de grande utilidade para autoridades municipais e governamentais de todo o mundo. 

Para ter acesso a estas aplicações, é necessário realizar o registro, no entanto, mesmo sem este, a ferramenta permite fazer várias buscas (como por exemplo, o cálculo de área e perímetro de um determinado polígono desenhado no mapa pelo usuário) e há, inclusive, tutoriais de como utilizar o Population Explorer em toda a sua potencialidade. Com as ferramentas no menu direito, é possível personalizar mapas, medir distâncias e selecionar regiões.

Acesse o Population Explorer e faça suas próprias buscas, aqui

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/873488/population-explorer-um-mapa-com-dados-da-populacao-de-qualquer-lugar-do-mundo?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil; Population Explorer

As 25 cidades mais bem preparadas para o futuro

cidade do amanha

Dentro da série “CIDADES e seus problemas cotidianos“, publicadas regularmente aqui nesse blog, iremos discutir hoje a questão daquela utopia que sonhamos para a nossa URBE: Quais as cidades mais bem preparadas para o amanhã?

Infelizmente, nessa relação, nenhuma cidade latino americana ou africana. Por que será?

Nos próximos 30 anos, 2/3 da população mundial viverão em áreas urbanas, portanto, para acomodar esse afluxo de pessoas que trocarão o campo pela cidade, é importante que os centros urbanos estejam preparados com melhorias na infraestrutura, inovações tecnológicas, políticas inclusivas, medidas de proteção ambiental e outras estratégias para garantir o bem estar de seus habitantes.

Um relatório da consultora AT Kearney elencou 128 cidades com base em como estão se preparando para o futuro. O estudo leva em consideração diferentes dados relacionados ao desempenho ambiental, receptividade em relação à indústria criativa e qualidade de vida.

A pontuação das cidades foi dividida em quatro categorias: bem-estar pessoal, economia, inovação e governo.

Veja, a seguir, as 25 cidades mais bem preparadas para o futuro.

1. San Francisco, EUA
2. Nova Iorque, EUA
3. Paris, França
4. Londres, Reino Unido
5. Boston, EUA
6. Melbourne, Austrália
7. Munique, Alemanha
8. Houston, EUA
9. Estocolmo, Suécia
10. Moscou, Rússia
11. Singapura
12. Zurique, Suíça
13. Sydney, Austrália
14. Genebra, Suíça
15. Chicago, EUA
16. Amsterdã, Países Baixos
17. Atlanta, EUA
18. Berlim, Alemanha
19. Washington D.C., EUA
20. Toronto, Canadá
21. Copenhague, Dinamarca
22. Düsseldorf, Alemanha
23. Tóquio, Japão
24. Vancouver, Canadá
25. Los Angeles, EUA

Leia o relatório completo da AT Kearney aqui

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/873071/as-25-cidades-mais-bem-preparadas-para-o-futuro-segundo-a-at-kearney?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil

Catálogo online disponibiliza imagens das primeiras décadas da fotografia – Europeana Photography

foto antiga

A matéria compartilhada hoje nos remota aos primórdios da fotografia. Nada digital! Mas toda uma bruma que envolvia desde a posição até a chegada do material revelado. Algo que poderia durar até meses entre o click e a sua visualização.

Uma plataforma lançada recentemente reúne imagens das primeiras décadas da fotografia. Intitulado Europeana Photography, o website disponibiliza imagens provenientes de arquivos fotográficos, agências e coleções de museus de toda a Europa, muitas das quais já estão em domínio público e podem ser baixadas e usadas livremente.

O catálogo online conta com uma ferramenta de busca que permite filtrar os resultados por palavras-chave, país, instituição e tipo de licença de uso. Dentre as obras disponíveis no site, estão fotografias de Julia Margaret Cameron, Eadweard Muybridge e Louis Daguerre, um dos responsáveis pelo advento do processo fotográfico.

O site apresenta fotografias de países de fora da Europa e uma rápida busca com a palavra “arquitetura” (em português) revela imagens antigas de São Paulo, Brasília e outras cidades brasileiras. Atualmente o Europeana Photography conta com mais de  2,2 milhões de imagens, o que faz deste um importante catálogo para pesquisadores e entusiastas da fotografia.

Europeana Photography pode ser explorado também em português, basta clicar aqui.

Fontehttp://www.archdaily.com.br/br/872397/catalogo-online-disponibiliza-imagens-das-primeiras-decadas-da-fotografia?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil; Ricardo Hage; 

 

Google oferece bolsas para pesquisadores brasileiros; veja como se inscrever

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O Google vai destinar US$ 600 mil aos selecionados, que receberão valores mensais por um ano, com possibilidade de renovação de mais um ano para estudantes do mestrado e de três anos para alunos do doutorado.

Para participarem do programa, os projetos devem estar enquadrados nos seguintes campos de pesquisa:

  • Geo/Maps;
  • Interação entre humanos e computadores;
  • Recuperação, extração e organização de informações;
  • Internet das Coisas (incluindo cidades inteligentes);
  • Machine learning (aprendizado de máquinas) e data mining (mineração de dados);
  • Dispositivos móveis;
  • Processamento natural de línguas;
  • Interfaces físicas e experiências imersivas;
  • Privacidade;
  • Outros tópicos relacionados a pesquisas na web.

O resultado será divulgado em agosto. Para saber mais e se inscrever, clique aqui.

Fonte: https://olhardigital.uol.com.br/pro/noticia/google-oferece-bolsas-para-pesquisadores-brasileiros-veja-como-se-inscrever/68516

10 países onde as pessoas estão mais satisfeitas com seus empregos

10 empregos

Temos, ao longo dessas publicações, envolvido os leitores com temas ligados à área urbana. Seja violência, acessibilidade, conforto, qualidade, entre outros indicadores. E, procurando dar continuidade, hoje compartilho uma matéria publicada pela Revista Forbes quando elenca os 10 países onde as pessoas estão mais satisfeitas com seus empregos. E você?

Reclamar do emprego é uma prática corriqueira que, em alguns momentos, passa a ideia de insatisfação com o trabalho atual. Entretanto, a Randstad, empresa holandesa de soluções em recursos humanos, divulgou com exclusividade a FORBES (www.forbes.com) um estudo que mostra um cenário diferente. De acordo com a Randstad WorkMonitor, pesquisa realizada no primeiro trimestre de 2017 sobre o nível de satisfação dos funcionários com as empresas nas quais trabalham, 74% dos brasileiros entrevistados estão satisfeitos com o atual emprego, posicionando o Brasil em 15º lugar no ranking dos 33 países em que o levantamento foi feito.

“Quando se fala em satisfação, temos que ter em mente que os números são uma visão geral. Não significa que o colaborador esteja 100% feliz com o seu emprego – em algum aspecto ele pode não estar”, explica Sócrates Melo, gerente regional da Randstad Professionals. Melo informa que a pesquisa levou em consideração os seguintes fatores para apontar a percepção dos colaboradores com os empregos atuais: motivação, remuneração e qualidade de vida.

O estudo também indica que 88% das demissões em todo o mundo são em virtude do relacionamento ruim com os gestores. “Há líderes despreparados para o cargo”, afirma o especialista ao explicar que a chegada ao cargo de gerência é, atualmente, rápida, muitas vezes sem a experiência necessária para a posição.

Além disso, outro fator de descontentamento é a exigência de resultados no curto prazo. No caso brasileiro, a crise econômica e a incerteza política estão levando as empresas a focarem em resultados em detrimento da promoção de políticas de desenvolvimento nos recursos humanos.

A seguir, veja os 10 países com maior índice de satisfação dos colaboradores em seus atuais empregos.

1. México: Satisfeitos: 85%; Neutros: 9%; Insatisfeitos: 5%

2. Estados Unidos: Satisfeitos: 84%; Neutros: 10%; Insatisfeitos: 6%

3. Índia: Satisfeitos: 82%; Neutros: 14%; Insatisfeitos: 4%

4. Noruega: Satisfeitos: 80%; Neutros: 15%; Insatisfeitos: 5%

5. Dinamarca: Satisfeitos: 79%; Neutros: 15%; Insatisfeitos: 5%

6. Suíça: Satisfeitos: 78%; Neutros: 14%; Insatisfeitos: 6%

7. Holanda: Satisfeitos: 77%; Neutros: 17%; Insatisfeitos: 5%

8. Portugal: Satisfeitos: 77%; Neutros: 13%; Insatisfeitos: 9%

9. Luxemburgo: Satisfeitos: 76%; Neutros: 15%; Insatisfeitos: 8%

10. Áustria: Satisfeitos: 76%; Neutros: 19%; Insatisfeitos: 4%

Como é feita a avaliação quadrienal da Capes

Capes

A avaliação dos programas de pós-graduação brasileiros é realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) desde 1976. Desde então, foram diversas evoluções.

A mais recente modificação ocorreu em 2014, quando a avaliação dos cursos de mestrado e doutorado passou a ser realizada quadrienalmente, modificando o sistema trienal que acontecia desde 1998. Assim, o período da atual avaliação da Capes corresponde aos anos entre 2013 a 2016.

Mas essa não foi a única alteração. De acordo com a professora Rita Barata, diretora de avaliação da Capes, as avaliações serão mais voltadas para a boa formação de alunos. Por isso, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social que atua com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), irá cruzar os dados dos titulados em universidades entre 1996 e 2014 com a Relação Anual de Informações (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para avaliar indicadores como índice de empregabilidade e a área de atuação correspondente à da formação universitária, entre outros.

Outra diferença nesta avaliação quadrienal da Capes é que, neste período de análise, a internacionalização dos programas terá um destaque especial – apesar de ainda não se configurar como um dos cinco pilares de avaliação. Esse item faz parte do Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020 e visa a expandir o intercâmbio de alunos estrangeiros em universidades brasileiras e a participação de pesquisadores e estudantes brasileiros em eventos e estudos em outros países.

Fonte: http://site.stelaexperta.com.br/avaliacao-quadrienal-da-capes/?utm_campaign=fluxo_manual_maio_-_como_e_feita_a_avaliacao_quadrienal_da_capes&utm_medium=email&utm_source=RD+Station