Qual o impacto da primeira Rua Completa em São Paulo?

cidade

Primeiro necessitamos buscar entender o conceito do que significa RUA COMPLETA de alguma área urbana. Essa é a palavra chave que deve balizar essa leitura.

O conceito de Ruas Completas ganhou visibilidade nos últimos anos e chegou ao Brasil trazendo a visão de que ruas devem ser planejadas, projetadas, operadas e mantidas para permitir deslocamentos seguros, convenientes e confortáveis para todos os usuários, independente de sua idade, habilidades ou meio de transporte.

Dentro do programa da Rede Nacional para a Mobilidade de Baixo Carbono , a cidade de São Paulo foi a primeira das onze cidades a receber um projeto de Rua Completa na Rua Joel Carlos Borges. A intervenção é fruto da parceria entre WRI Brasil e Frente Nacional de Prefeitos (FNP), com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS), e teve início em 2014 com o lançamento do Concurso 3 Estações, organizado pelo WRI Brasil em parceria com o USP Cidades, que convidou arquitetos e urbanistas a desenvolverem ideias para qualificar o entorno de três estações de trem de São Paulo: Berrini, Vila Olímpia e Santo Amaro. A proposta vencedora para o entorno da Berrini foi desenvolvida pela Urb-i e parte dela foi implementada em 2017 como parte do programa, que visa disseminar boas práticas em mobilidade urbana.

A primeira fase do projeto de intervenção contemplou o redesenho da via para aumentar a segurança de quem caminha: o espaço destinado para a circulação de pedestres foi ampliado através da pintura de faixas verdes no leito carroçável e contou com a instalação de balizadores, sinalização e redução do limite máximo de velocidade dos veículos motorizados.

Dado o caráter inédito da iniciativa de Rua Completa em São Paulo, foram coletados diversos dados do antes e depois da intervenção para avaliação do impacto das ações implementadas e definição de diretrizes de projeto para futuras ações na Rua Joel Carlos Borges e em outras vias a serem requalificadas pelo Brasil dentro do programa. Em abril de 2014, foi realizado um levantamento de dados base da Rua Joel Carlos Borges e da Rua Sansão Alves dos Santos (entorno próximo) e, após a implementação parcial do projeto em 2017, a Cidade Ativa foi convidada a elaborar uma nova pesquisa. Foram realizadas medições de fluxo de pedestres e veículos, mapeamento das atividades de permanência de pedestres (que revela como os usuários se apropriam do espaço) e avaliação de critérios sensoriais relativos à experiência do pedestre.

A comparação dos dados base com os atuais permite compreender, de maneira geral, se a intervenção teve algum impacto no fluxo de pedestres e veículos. Os gráficos com a comparação entre esses dois cenários revelam que não houveram grandes mudanças nos fluxos da Rua Joel Carlos Borges, mantendo-se uma proporção bem maior de pedestres em relação a veículos, cerca de 20 vezes.

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/896600/qual-o-impacto-da-primeira-rua-completa-em-sao-paulo?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil&kth=830,995

 

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NOSSA JUVENTUDE

atlas da violencia

Hoje o Blog abre espaço para o relato do professor e amigo Ricardo Mariz, da Esquina do Pensamento. Ele é leitor do meu blog e eu, ouvinte do vlog dele. Vale a pena refletir sobre esse tema e números que ele trás sobre a nossa juventude.

E a nossa juventude? Vamos prosear um pouco sobre esse assunto? (https://www.youtube.com/watch?v=R_QV3suy8Pw)

Na Esquina do Pensamento de hoje quero conversar com você sobre a nossa juventude. Parece-me que podemos enveredar, pelo menos, por dois caminhos nessa prosa. Conversar da nossa fase da juventude, ou seja, da juventude que mora em nós e conversar sobre a juventude atual.

Sobre o primeiro rumo possível dessa prosa, lembro-me de uma conversa que tive um amigo no mês passado. Recordávamos os fatos que cercaram o assassinato do Padre Josimo Tavares, ligado à Comissão Pastoral da Terra, que atuava na região do Bico do Papagaio. Isso aconteceu em 1986 e foi marcante para nossa formação da juventude. No final da semana passada, conheci um professor de São Paulo que também comentava sobre as suas experiências da juventude e como elas se fazem presentes no seu dia-a-dia, na forma que ele percebe sua docência e seus compromissos. Na juventude, além de viver o que temos para viver, vamos de alguma forma moldando um jeito de viver a vida, quando adultos.

Isso me remete ao outro rumo dessa prosa. A nossa juventude de hoje. Nos últimos dias formam divulgados os dados do IPEA sobre o Atlas da Violência. Nos últimos 10 anos nós assassinamos no Brasil 324.967 jovens. Sobre esses jovens aniquilamos literalmente as possibilidades de futuro. Fazendo um cálculo com médias, assassinamos 32.497 jovens por ano no Brasil, 2.708 jovens por mês e 90 jovens por dia. Ou seja, hoje o país irá assassinar aproximadamente 90 dos seus jovens. Vale a pena acessar o relatório do Atlas (http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=33410:atlas-da-violencia-2018&catid=406:relatorio-institucional&directory=1). Nele você irá verificar que esses assassinatos têm cara, cor, gênero e endereço.

Quando unimos esses dados com algumas informações apresentadas pelo MEC em março deste ano, verificamos que estamos construindo uma espécie de bomba relógio: segundo o MEC, 791 mil jovens foram reprovados ou abandonaram a escola da primeira para segunda série no final de 2016. Possivelmente parte desses jovens também não foram absolvidos pelo mercado e, mais grave ainda, parte deles já estão compondo a lista dos 90 assassinados em média por dia.

Vamos ter uma conversa aqui entre adultos e adultas: o que nós estamos fazendo? Que oportunidades estamos construindo para jovens e como os jovens conseguem experimentar a juventude, como uma oportunidade de intervenção efetiva na sociedade e como um passo importante da sua formação da vida adulta.

Numa outra ponta dessa preocupação convivemos com um número crescente de suicídios de jovens que estão nas escolas ou nas universidades.  Que mensagens ou apelos moram nesses fatos?

Olha, todos nós temos vários desafios cotidianos. Em alguns momentos ficar em pé na roda da vida já parece muito, mas precisamos escutar as mensagens do nosso tempo e essas mensagens não estão possivelmente entre as dezenas que você recebe no seu celular, ao menos não estão ali, objetivamente colocadas. Nós não podemos resolver, mas podemos fazer muita coisa.

Lembro-me de uma história do galo que acordava cedo, cantava e o sol nascia. Com o tempo ele passou a acreditar que o canto dele fazia o sol nascer. Num dia ele acabou acordando mais tarde e verificou que o sol já havia nascido. Uma grande decepção! Resolveu não cantar mais. Se o canto dele não fazia o sol nascer, não valeria a pena cantar. O galo depressivo, não queria fazer nada. Depois de muita terapia, alguma medicação, o galo foi se dando conta que o canto dele não fazia o sol nascer, mas ficava mais bonito quando o sol nascia ladeado pelo seu canto. Pois bem, nós não fazemos o sol nascer. Nós não podemos tudo, mas podemos muito. A juventude que mora dentro de cada um de nós e a juventude do nosso país merece nada menos do que o melhor de cada um de nós.

Abração e até a próxima Esquina.

25 razões para estudar fora do Brasil

25 motivos

Eu tinha 16 anos quando decidi verificar se, de fato, esse planeta terra era ou não uma “grande tribo” e resolvi pegar estrada. Não me arrependo de nenhuma viagem feita ou dos possíveis percalços que encontrei. Todos eles serviram para o meu processo formativo. Para compor o meu curriculo cultural.

Morar fora é um experiência que transforma a vida pessoal e profissional de qualquer pessoa. Ao contrário de uma viagem de curta duração, é uma oportunidade para conhecer realmente o destino e muitas pessoas diferentes, que podem acabar transformando-se em laços para toda a vida.

Mas a mudança mais importante está no crescimento pessoal. O amadurecimento é inevitável: as pessoas que passam por vivências como essa ganham independência e autoconfiança. Ao se encontrar sozinho em um ambiente completamente novo, o aluno é obrigado a assumir todas as responsabilidades e resolver qualquer situação ao estudar fora. A experiência, é claro, também fica muito bem no currículo, e pode ajudar na busca por bons empregos.

Veja um levantamento do site de educação superior TopUniversities com 25 razões para estudar fora:

1) Incrementar o currículoÉ muito vantajoso poder explorar um país enquanto ganha habilidades internacionais para conseguir um bom emprego depois dos estudos.

2) Melhorar o idiomaA viagem é uma excelente oportunidade para aprimorar ou aprender um idioma.

3) Viver em um país estrangeiro é completamente diferente de passar as fériasAo contrário de uma viagem de curta duração, você terá a oportunidade de conhecer, de verdade, o destino, adquirindo conhecimentos locais, como onde encontrar o melhor café, como fugir de lugares lotados de turistas e como aproveitar melhor a cidade.

4) Conhecer uma grande variedade de pessoasVocê vai conhecer um número grande de pessoas diferentes, o que fará bem às suas habilidades sociais – um aspecto muito importante para a carreira.

5) Fazer amigos para toda a vidaVocê pode até não gostar de todos que vai conhecer, mas é muito provável que mantenha laços com alguém pelo resto da vida depois de voltar. Esta é uma excelente oportunidade para conhecer pessoas incríveis, e que não fariam parte da sua vida se você não estudasse fora.

6) Descobrir novas comidasVocê vai se surpreender com as cozinhas locais e com a quantidade de comidas diferentes que terá a oportunidade de experimentar.

7) Estudar e aprender de maneira diferente : Aqueles que estudam fora, muitas vezes, vivenciam uma experiência de aprendizagem completamente diferente. Isso pode ser desafiador, mas, com certeza, abre a mente para novas formas de adquirir conhecimento.

8) Ganhar independênciaVocê se tornará uma pessoa muito mais independente, pois terá muitas responsabilidades e situações para resolver sozinho. Pode ser difícil, mas é um processo muito importante para o crescimento pessoal.

9) Adquirir autoconfiançaMorar fora é o maior teste de autoconfiança pelo qual alguém pode passar. Quando você retornar, é provável que dependa menos dos outros e assuma mais responsabilidades.

10) Expandir o conhecimento sobre diferentes culturasUm dos melhores ganhos da viagem será o conhecimento de culturas diferentes da sua, o que acabará transformando a sua visão e compreensão do mundo.

11) Ver sua própria cultura com outros olhosÉ muito fácil aceitar a sua cultura como absoluta, mas morar em outro país pode ajudá-lo a mudar o seu ponto de vista sobre ela, permitindo que você forme sua própria opinião em vez de aceitar o que é definido de acordo com o seu lugar de origem.

12) Aprender mais sobre si mesmoEntrar em um ambiente completamente novo ajuda a descobrir mais sobre a sua personalidade, desejos e talentos.

13) Tornar-se adultoO amadurecimento é inevitável. Você será responsável por si mesmo, terá de comprar as suas próprias refeições e lavar roupa. Mas todo o esforço valerá a pena.

14) Ganhar experiência de vidaUma das principais razões para estudar fora é adquirir experiência de vida. Você aprenderá a organizar a sua vida e a colocá-la em uma mala de viagem, a lidar com situações inesperadas e a ser independente.

15) Ser espontâneo e aventureiroQuando você está a milhares de quilômetros de casa, a espontaneidade e o espírito aventureiro são seus melhores amigos. Abra a sua mente para novas experiências e a diversão será garantida.

16) Aprender a valorizar as pequenas coisasEstudar fora significa, normalmente, possuir menos do que um estudante comum, e estar longe de casa pode levá-lo a sentir falta dos confortos familiares que você não valorizava. Por isso, você provavelmente começará a apreciar tudo com mais intensidade, desde a comida preparada pelos seus pais a ter mais de dois pares de sapato para usar.

17) Ganhar uma mentalidade globalSeja na vida profissional ou social, você estará apto a usar a sua mentalidade global para sustentar argumentos, informar crenças e conduzir seu futuro.

18) Desfrutar dos descontosMuitos lugares, como museus e lojas, oferecem descontos para estudantes internacionais.

19) Lembrar para sempreMesmo que seus amigos e familiares se cansem de ouvir sobre a sua viagem, a experiência ficará na sua memória a vida toda.

20) Apreciar mais a sua casa e famíliaQualquer memória de brigas ou discussões desaparecerá para dar lugar às lembranças do quanto a sua família é incrível. Quando você retornar, o relacionamento com os seus familiares estará muito mais forte.

21) Não é tão difícil quanto pareceEstudar fora está mais fácil à medida que aumenta o número de instituições e órgãos do governo que oferecem bolsas de estudo para estudantes internacionais. É só fazer uma boa pesquisa.

22) O investimento compensaÉ claro que isso depende de onde você pretende estudar, mas é possível estudar em muitas instituições de prestígio na Europa, Ásia e América Latina por um bom preço.

23) Usar seu tempo livre para explorarAproveite o tempo entre as aulas e sessões de estudo para explorar a cidade, outras regiões do país e, até mesmo, países vizinhos. Não deixe de conhecer os pontos turísticos, experimentar novas comidas e visitar feiras locais.

24) Aumentar a possibilidade de conseguir um emprego em outro paísMuitos estudantes escolhem ficar no destino depois do curso para conseguir um emprego. Mesmo para aqueles que decidem voltar para casa, a experiência internacional será muito bem vista pelos recrutadores.

25) Mudar é importanteMudanças e novas experiências são o que fazem a vida valer a pena. Portanto, não tenha medo de arriscar: estude fora.

Fonte da matéria: https://a.msn.com/r/2/AAvYv8J?m=pt-br&a=1

Fonte da imagem: https://www.google.com.br/search?q=25+raz%C3%B5es+para+estudar+fora+do+Brasil&rlz=1C1ASUT_pt-BRBR492BR492&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwi74ojj4M7bAhWDgJAKHXWODVUQ_AUIDSgE&biw=1366&bih=588#imgrc=2UdeDXS_SJm6bM:

‘Enigma do trem’ fará você questionar a racionalidade de suas decisões

A BBC (British Broadcasting Corporation) em língua portuguesa  (https://www.bbc.com/portuguese) veio com essa maravilhosa “pérola” do qual compartilho. Aos meus olhos, um dos melhores post já compartilhado. Trata-se de um clássico dilema entre a filosofia e a sociologia mas que pode (e deve) ser aplicada em diferentes áreas.

trem

A situação é a complicada: um trem avança sem freios e está prestes a atropelar cinco pessoas que estão sobre a linha férrea. Você está ao lado da estrada, em frente a uma alavanca que, caso seja puxada, consegue desviar o trajeto da composição. No entanto, se você acionar o equipamento, o trem vai atropelar outra pessoa na linha ao lado.

Você tem dez segundos para tomar uma decisão. Se não fizer nada, cinco pessoas morrem. Se você puxar a alavanca, elas serão salvas, mas, como consequência, outra pessoa vai morrer. O que fazer?

Esse experimento, conhecido como “o dilema do trem”, é um cenário clássico entre filósofos e sociólogos – ele é usado para estudar o modo como tomamos decisões e para confrontar diferentes perspectivas sobre uma mesma situação.

Conflito ético

Por um lado, há quem acredite que o correto seria causar o menor dano possível, ou seja, a melhor opção seria puxar a alavanca para salvar mais vidas, mesmo que uma pessoa acabe morrendo.

Do outro lado, alguns argumentam que seria imoral intervir na situação, causando um dano que não ocorreria sem a interferência, mesmo que as intenções sejam boas.

A espiral de perguntas poderia ser infinita: salvar cinco pessoas é melhor que salvar apenas uma? É correto salvar cinco pessoas, mas matar uma que não estava correndo risco? Quem escolheu não puxar a alavanca, mudaria de opinião se fossem 100 pessoas a morrer e não apenas cinco?

Na prática

“Esse dilema é sobre o bem-estar do indivíduo em contraponto ao bem-estar de um grupo”, diz o sociólogo Dries Bostyn, da Universidade de Gante, na Bélgica.

Bostyn liderou uma equipe de pesquisadores que tentou aplicar na prática o dilema hipotético. Eles usaram um caso diferente, mas que segue a mesma lógica.

Para seu experimento, Bostyn reuniu um grupo de 300 voluntários que se dispuseram a enfrentar o problema.

Ele perguntou para uma parte deles: em uma jaula há cinco ratos e em outra apenas um. Com uma contagem regressiva de 20 segundos, caso o voluntário não faça nada, os cinco ratos vão sofrer um choque elétrico que causará dor. Se antes do tempo acabar, a pessoa apertar um botão, apenas um rato, que está em outra jaula, levará o choque.

Segundo o sociólogo, 66% dos voluntários disseram que apertariam o botão para que o rato solitário recebesse o choque, o que evitaria que o grupo de cinco sofresse. Outros 34% disseram que não fariam nada e, consequentemente, os cinco ratos receberiam a descarga.

Depois, os pesquisadores colocaram outro grupo de voluntários diante da situação real. O resultado foi divergente. Eles ficaram diante da gaiola com cinco roedores e da outra, com apenas um.

Entre as caixas, havia o botão para aplicar o choque (na realidade, ele não produzia choque elétrico de fato, mas os participantes foram levados a acreditar que sim). O cronômetro começava a avançar e as pessoas tinham que decidir o que fazer, rapidamente.

Neste caso, 84% dos voluntários apertaram o botão para salvar os cinco ratos. Somente 16% não fizeram nada para evitar o possível efeito – resultado diferente de quando o teste é aplicado apenas na teoria.

Mudança

Para Bostyn, esse resultado sugere que “o que as pessoas pensam não corresponde ao o que elas fazem na prática”.

Um dos resultados mais interessantes do teste, segundo os pesquisadores, foi o sentimento contraditório experimentado pelos participantes.

“Foi fascinante ver as pessoas que acharam ter tomado uma boa decisão e depois pediram desculpas por sua escolha’, diz Bostyn. “É uma questão muito interessante para estudar no futuro.”

O experimento de Bostyn ainda tem várias limitações, pois é difícil comparar a morte de um rato com a de um ser humano.

No futuro, o pesquisador pretende fazer um teste em que a mesma pessoa responde ao caso hipotético e, depois, é submetida à experiência real.

Voltando ao trem, você mudou de opinião?

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-44148808

ISRAEL – VOCÊ TEM UMA OPÇÃO DE BOLSA DE ESTUDOS

Gimi

Aproveito o tempo de hoje para transcrever um email que pessoalmente recebi do Diretor de Programas Internacionais, do Instituto Galileia, em Israel, e quero compartilhar com todos os que pensam estudar em Israel, assim como eu tive essa oportunidade.
O Galilee International Management Institute (GIMI), localizado em Israel, desenvolve cursos avançados de capacitação para profissionais de todo o mundo.
Fundado em 1987, mais de 18.000 profissionais oriundos de 170 países, se formaram em nossos programas, conferindo ao Instituto uma reputação global.
Você pode obter uma Bolsa de Estudos concedida ao GIMI pela OEA – Organização dos Estados Americanos e participar de um programa ainda em 2018.
Veja detalhes sobre os nossos programas, realizados em Israel, voltados ao público brasileiro e ministrados em português.
Para maiores informações mantenha contato com Sr. TSUR BUNIM – Agente Comercial do Galilee International Management Institute (GIMI) para o Brasil.
Celular / WhatsApp: (11) 99606-5051
Esperamos te ver em um dos nossos programas. Se preferir, estou a disposição na sede do GIMI.
Um cordial Shalom!
Gabriel Eigner
Diretor de Programas Internacionais
+972 4 642 8888
Galilee International Management Institute

Artigo: SAÚDE E DIREITO À INFORMAÇÃO: O PROBLEMA DOS AGROTÓXICOS NOS ALIMENTOS

agrotoxico blog

Hoje tenho a honra e a alegria de compartilhar um artigo de um grande amigo, Tarcisio Miguel Teixeira, publicado na conceituada Revista da USP (Revista de Direito Sanitário), e que trata de um importantíssimo tema referente às discussões de uso / restrição, ampliação / proibição, causas e consequencias dos agrotóxicos nos alimentos que consumimos.

Logo no resumo, vemos que o artigo analisa o problema atual da presença de agrotóxicos nos alimentos sob a vertente da falta de informação a respeito dos produtos aplicados nos alimentos para sua produção. Estabelece como pressuposto a relação diretamente proporcional entre saúde e alimentação saudável e o direito fundamental de ser informado sobre a qualidade dos alimentos. Conclui com hipóteses e discussão sobre as razões da falta dessa informação nos produtos alimentícios comercializados in natura.

Quem desejar saber mais sobre, acesse o artigo clicando em http://www.revistas.usp.br/rdisan/article/view/127782

Fonte da imagem: https://www.google.com.br/search?q=O+PROBLEMA+DOS+AGROT%C3%93XICOS+NOS+ALIMENTOS&rlz=1C1ASUT_pt-BRBR492BR492&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwioiazDrrvbAhVDD5AKHb52AHoQ_AUICigB&biw=1366&bih=637#imgrc=IxSXO8yQz8W2eM:

Há algo mais rápido do que a velocidade da luz?

lub blog

“A velocidade máxima para tudo no nosso Universo tem um valor: 300 mil quilômetros por segundo”, disse o físico teórico britânico Jim Al-Khalili ao programa de rádio da BBC Os Casos Curiosos de Rutherford e Fry, quando consultado sobre a possibilidade de que algo possa viajar mais rápido que a luz.

“Nada pode ir mais rápido, porque essa é a velocidade do próprio tecido do espaço-tempo. E a luz viaja a essa velocidade. Não é que a luz seja especial nesse sentido, é a própria velocidade que é especial em nosso Universo. Pode haver outros universos nos quais a velocidade máxima seja diferente.”

Mas por que há limite de velocidade?

“Isso nos leva à Teoria da Relatividade Especial de Albert Einstein, de 1905, que diz que a velocidade da luz é o que conecta o tempo e o espaço”, explica.

No século 17, o físico britânico Isaac Newton disse que o tempo e o espaço eram independentes. Einstein afirmou que, na verdade, o tempo e o espaço estão intimamente conectados, e o que os une – e que nos permite observar isso – é a velocidade da luz.

“Se você viaja a uma velocidade o mais próxima possível da luz, coisas estranhas acontecem”, afirma Al-Khalili.

Alongamento do espaço e do tempo

Para entender essas coisas estranhas, o cosmólogo Andrew Pontzen sugere um experimento imaginário em uma viagem de trem.

“Imagine que você está viajando em um trem e joga uma bola dentro do vagão. Você observa o movimento dela e, para você, parece que ela vai na mesma velocidade todas as vezes em que você a joga. Mas suponha que alguém esteja parado fora do trem, na plataforma de uma estação, e essa pessoa também vê a bola”, descreve.

“Essa pessoa verá a bola se movendo não na velocidade na qual você a jogou, mas na velocidade em que o trem viaja combinada à velocidade que você atirou a bola, porque obviamente os dois movimentos estão ocorrendo ao mesmo tempo.”

Tudo isso já pode soar normal para quem conhece a Teoria da Relatividade. Mas os problemas começam quando você aumenta a velocidade do trem.

Quando mais você se aproxima da velocidade da luz, menos a bola deixa de rolar na velocidade combinada. É como se algo a impedisse de ir mais rápido.

“Mesmo que o trem esteja um pouco mais lento que a velocidade da luz, o que é mais realista, e você joga a bola, você não vai mais ter a combinação da velocidade em que a jogou com a velocidade do trem. Fica cada vez mais difícil para a bola acelerar na medida em que o trem se aproxima da velocidade da luz”, afirma Pontzen.

“É um efeito muito estranho, que está ligado ao alongamento do espaço e do tempo.”

E o mais estranho é que, na medida em que você se aproxima da velocidade da luz, o trem começa a ficar meio… mole.

“Para quem está de fora, o trem viajando na velocidade da luz pareceria estar sendo esmagado e ficando menor na direção para onde ele está se movendo. Ao mesmo tempo, parecerá que sua massa está aumentando mais e mais”, explica Ponzen.

“Este é outro motivo pelo qual você não pode andar mais rápido que a velocidade da luz. Se você tentar, parece que sua massa aumenta. Isso faz com que seja mais difícil, por exemplo, que o nosso trem se mova mais rápido.”

Segundo o cosmólogo, isso se deve à extensão da famosa equação de Einstein E = mc² (Energia é igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado).

Na verdade, a equação completa é E²=(mc²)²+(pc)². A parte final é a que descreve como a massa do objeto muda quando há movimento envolvido, segundo Ponzen.

Mais estranho ainda é o que ocorre com o tempo. Se você pudesse viajar na velocidade da luz, experimentaria toda a história do Universo em um instante. Isso por que todas as leis de causa e efeito se quebrariam, e as noções de passado e de futuro não teriam mais sentido.

Mas, para isso, seria preciso ter massa e energia infinitas. É por isso que o limite universal de velocidade é uma espécie de fundamento da Física.

A luz não tem massa. Por isso, consegue viajar neste limite de velocidade cósmico.

Alarme falso

Até onde sabemos, não há nada que possa viajar mais rápido que a velocidade da luz. Mas, por um breve momento, acreditou-se que sim.

Em 2011, foi anunciada uma descoberta que ameaçou anular tudo o que sabemos sobre a velocidade da luz, a Teoria da Relatividade e toda a física moderna.

Na Suíça, físicos europeus conduziam um experimento chamado Oscillation Project with Emulsion-tRacking Apparatus (Opera, na sigla em inglês), para estudar o fenômeno da oscilação de neutrinos.

Diferentemente das partículas de luz, os neutrinos são partículas que possuem uma pequena quantidade de massa. Por isso, segundo a Teoria da Relatividade Especial de Einstein, deveriam viajar a uma velocidade menor que a da luz.

No entanto, naquele ano, o projeto chamou a atenção de toda a comunidade internacional quando anunciou a detecção de neutrinos se movimentando em uma velocidade superior à da luz.

“Os pesquisadores que realizaram esse experimento com neutrinos na Suíça e na Itália publicaram os resultados, e todos ficaram muito emocionados: isso ia revolucionar a Física”, relembra Jim Al-Khalili.

“Mas eles conseguiram aquele resultado por causa de um cabo frouxo de um relógio digital em um computador num laboratório italiano. Quando alguém percebeu e o conectou corretamente, tudo voltou à normalidade e ficou comprovado que os neutrinos estavam viajando a uma velocidade mais baixa que a da luz.”

Toda a Física moderna foi questionada, portanto, por causa de um cabo de fibra ótica solto, que fez com que a passagem do tempo fosse registrada de maneira incorreta.

Mas isso foi justamente uma amostra da ciência funcionando como deve funcionar.

“A ciência é cometer erros e aprender com eles. É preciso ter provas muito fortes para derrubar um século de Física, mas isso não significa dizer que nunca acontecerá”, afirma Al-Khalili.

“Desde que Einstein formulou sua teoria tentamos provar que ela está errada e não conseguimos, mas nunca devemos deixar de tentar.”

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-44020392