Edital lança R$ 10 milhões para compostagem

compostagem

O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e o Fundo Socioambiental (FSA) da Caixa lançaram, nesta terça-feira (12/09), edital de apoio a projetos de compostagem em municípios ou consórcios públicos intermunicipais que atuem na gestão de resíduos sólidos. No total, serão R$ 10 milhões para projetos no valor mínimo R$ 500 mil e máximo de até R$ 1 milhão.

“Pela primeira vez, teremos um edital específico para os municípios tratarem a fração orgânica dos resíduos, alinhados com a Política Nacional de Resíduos Sólidos”, destacou o secretário-executivo do MMA, Marcelo Cruz. Segundo o secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do ministério, Jair Tannús, o principal parceiro do FNMA é o Fundo Socioambiental da Caixa. “O compromisso da Caixa com a sustentabilidade já rendeu investimentos de R$ 54 milhões em projetos ambientais com o MMA”, afirmou Osvaldo Bruno Cavalcante, diretor-executivo da Caixa.

As propostas poderão ser apresentadas, até o dia 11 de outubro, por municípios ou consórcios públicos intermunicipais em todo o território nacional que atuem na gestão de resíduos sólidos. Interessados podem participar de evento de capacitação de proponentes que será oferecido pela FSA da Caixa em parceria com o FNMA no dia 27 de setembro, das 9h às 18h. Poderão participar até dois representantes por instituição. Para se inscrever, basta enviar um e-mail para o endereço eletrônico fnma@mma.gov.br com o assunto: Capacitação Edital 01/2017. O curso será no Edifício Marie Prendi, na 505 Norte, em Brasília.

Compostagem – A compostagem é uma alternativa tecnológica de reciclagem de resíduos orgânicos ainda pouco explorada no Brasil. Por ser um processo relativamente simples e com vasta gama de aplicações, desde a escala domiciliar até a escala industrial, são diversas as possibilidades de políticas públicas que promovam esta prática e reduzam a quantidade de resíduos orgânicos enviados para disposição final.

A segregação na fonte dos resíduos em três frações (orgânicos, recicláveis secos e rejeitos) tem se mostrado uma prática de gestão muito eficiente e salutar para garantir a produção de composto de boa qualidade, boa aceitação por agricultores e baixíssimo risco de contaminação. A associação da prática de compostagem com a promoção do uso do composto, em projetos de agricultura urbana e periurbana ou de apoio à agricultura familiar, também é exemplo de sucesso na garantia da continuidade desta prática, fechando o ciclo da gestão dos resíduos orgânicos.

Fonte: MMA // http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2017/09/13/138668-edital-lanca-r-10-milhoes-para-compostagem.html

Anúncios

USP produz plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria

Produto é barato, não compete com mercado de alimentos e contém antioxidantes, permitindo acondicionar hortifrútis.

plástico

Pesquisas da USP em Ribeirão Preto avançam na busca de plástico 100% biodegradável e competitivo com o plástico comum. Testes que reúnem na fórmula resíduos agroindustriais resultaram num produto com qualidades técnicas e econômicas promissoras.

A boa nova saiu dos laboratórios do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. A química Bianca Chieregato Maniglia desenvolveu filmes plásticos biodegradáveis a partir de matrizes de amido presentes em resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum.

O fato do novo material ser totalmente desenvolvido a partir de descartes da agroindústria faz toda diferença. Ao mesmo tempo, recicla resíduos; é biodegradável; é produzido com fontes renováveis que não se esgotam como o petróleo (de onde sai o plástico comum) e cultivadas em qualquer lugar do mundo. Bianca lembra de mais predicados de seu produto: matéria-prima barata, que não compete com o mercado alimentício e ainda “contém composição interessante com a presença de ativos antioxidantes”.

Essa fórmula com compostos antioxidantes, lembra a pesquisadora, pode ser ainda mais interessante no desenvolvimento de “embalagens ativas”.

Os estudos parecem indicar o caminho certo para a obtenção de um plástico, ou pelo menos um filme plástico, totalmente biodegradável. Os pesquisadores da FFCLRP conseguiram produzir filmes plásticos com boa aparência, boas propriedades mecânicas, funcionais e ativas, o que os torna mais eficientes na conservação de hortifrútis. O grupo de pesquisa também tem trabalhado com a aplicação de aditivos como a palha de soja tratada, outro resíduo agroindustrial, para melhorar as propriedades destes filmes. A meta é o ganho de maior resistência mecânica e menor capacidade de absorver e reter água.

Bianca, porém, acredita que ainda demande mais pesquisa e teste para os 100% biodegradáveis chegarem ao mercado. Em perspectiva mais recente, comenta, “esse tipo de plástico deve atuar como alternativa ao comum”. Apesar de não substituir o tipo comum, pode ser aplicado a diversos tipos do produto, como já ocorre nas misturas de matérias-primas renováveis com polímeros não renováveis, formando as chamadas “blendas”. “Temos as boas propriedades dos plásticos comuns com parcial biodegradabilidade”, comenta.

Plásticos (não tão) “verdes”

O plástico comum, que é produzido com derivado do petróleo (matéria-prima não renovável, cuja composição não é metabolizada por microrganismos), leva até 500 anos para desaparecer.

Já o plástico biodegradável desenvolvido na USP é feito de material biológico, e por isso é atacado, na natureza, por outros agentes biológicos – bactérias, fungos e algas – e se transformam em água, CO2 e matéria orgânica. Ele se degrada em no máximo 120 dias.

Atualmente, existem no mercado outros tipos de plástico biodegradável. São feitos a partir de fontes renováveis – milho, mandioca, beterraba e cana-de-açúcar. Porém, estas fontes servem como matérias-primas para produzir um composto (ácido láctico) do qual se pode sintetizar o polímero (PLA – ácido polilático). “Devido ao fato destes plásticos não serem produzidos com polímeros naturais, como proteína e carboidratos, por exemplo, o material apresenta estrutura mais complexa e só se biodegrada corretamente em usinas de compostagem, onde há condições adequadas de luz, umidade e temperatura, além da quantidade correta de microrganismos”, lembra Bianca.

Além de caros, os plásticos produzidos por fontes renováveis hoje comercializados ainda deixam a desejar em relação a algumas propriedades mecânicas e funcionais se comparados aos plásticos produzidos com fontes não renováveis, e também demandam outros custos para não poluírem o meio ambiente.

Outro plástico muito divulgado na busca por maior sustentabilidade é o “plástico verde”. No entanto, a pesquisadora faz um alerta sobre este tipo de plástico. É feito de cana-de-açúcar, mas não é biodegradável. A partir da cana, é produzido o polietileno igual ao obtido do petróleo, assim o tempo de decomposição do plástico verde é o mesmo do plástico comum. “Vai continuar a causar problemas nas cidades e na natureza.”

Bianca defende que a aceitação e demanda por plásticos biodegradáveis dependam mais de consciência ambiental, legislação e vontade política que de fatores econômicos. Avalia que, em perspectiva global, quando se incluem custos indiretos, como geração de lixo, poluição e outros impactos à saúde e meio ambiente, “os biodegradáveis assumem posições economicamente mais favoráveis”.

Falando em economia, os custos de produção desses materiais podem ficar bem menores que os atuais. E isso se deve à utilização dos resíduos agroindustriais, como o produto agora desenvolvido na USP, cujos componentes não competem no mercado com a indústria de alimentos.

Os resultados desse estudo foram apresentados em março de 2017 à FFCLRP na tese de doutorado de Bianca, que trabalhou sob orientação da professora Delia Rita Tapia Blácido.


Fontes: Rita Stella e Paulo Henrique Moreno, do Jornal da USP // 

Em um ano, Brasil cai de 27 para 21 universidades no ranking das mil melhores do mundo

universidade ranking

Lista da Times Higher Education é liderada pela Universidade de Oxford. Entre as brasileiras, USP, Unicamp e Unifesp têm melhores avaliações.

Esse é o feito direto da falta de investimento para as universidades pelas quais sofrem as Instituições no Brasil, seja nos cortes em pesquisa, extensão, custeio,  …

No ranking das 1.000 melhores universidades do mundo, divulgado no dia 05/09/2017 pela Times Higher Education, o Brasil ocupa 21 posições. No ano passado, o desempenho das instituições do país foi melhor: eram 27 na lista. São avaliados os critérios de ensino, pesquisa, produção de conhecimento e reputação internacional.

Para compreender o ranking, é preciso saber que, após as 200 primeiras universidades, as demais são organizadas em blocos. A Universidade de São Paulo, por exemplo, foi a que mais se destacou entre as brasileiras: ficou no grupo da 251ª até 300ª. Em seguida, vieram a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre 401ª e 500ª, e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entre 501ª e 600ª.

Veja abaixo a posição das instituições de ensino brasileiras no ranking de 2017-2018: Posição das universidades brasileiras no ranking de mil melhores do mundo

Posição Universidade Estado
251-300 Universidade de São Paulo (USP) SP
401-500 Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) SP
501-600 Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) SP
601-800 Universidade Federal do ABC (UFABC) SP
601-800 Universidade Federal de Itajubá (Unifei) MG
601-800 Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) MG
601-800 Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) RJ
601-800 Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) RS
601-800 Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) RJ
601-800 Universidade Estadual Paulista (Unesp) SP
801-1000 Universidade de Brasília (UnB) DF
801-1000 Universidade Federal do Ceará (UFC) CE
801-1000 Universidade Federal de Pelotas (UFPel) RS
801-1000 Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) PE
801-1000 Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) RN
801-1000 Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) SC
801-1000 Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) SP
801-1000 Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) PR
801-1000 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) RS
801-1000 Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) RJ
801-1000 Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) PR

Quem entrou e quem saiu do ranking

Em relação ao mesmo ranking do ano passado, quatro dessas universidades brasileiras listadas acima não estavam entre as 1.000 melhores – e conseguiram conquistar espaço. São elas:

  • Universidade Federal de Itajubá,
  • Universidade de Brasília,
  • Universidade Federal de Pelotas e
  • Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Por outro lado, dez instituições de ensino que integravam o top 1.000 do ano passado sumiram do ranking:

  • Universidade Federal do Paraná,
  • Universidade Federal da Bahia,
  • Universidade Federal de Goiás,
  • Universidade Federal de Santa Maria,
  • Universidade Federal de Viçosa,
  • Universidade Federal de Lavras,
  • Universidade Federal Fluminense,
  • Universidade Estadual de Londrina,
  • Universidade Federal de Ouro Preto e
  • Universidade Estadual de Maringá.

Líderes

Pela primeira vez, o ranking é liderado por duas universidades britânicas: a Universidade de Oxford (pela segunda vez seguida) e a Universidade de Cambridge (que passou de de 4º para 2º lugar).

Os Estados Unidos, apesar de dominarem boa parte das 10 primeiras posições, tiveram queda de 2/5 das universidades que apareciam no ano passado: 29 das 62 foram eliminadas.

Veja a seguir o top 10 (nas posições 3 e 10, há empate): Melhores universidades do mundo

Posição Universidade País
1 Universidade de Oxford Reino Unido
2 Universidade de Cambridge Reino Unido
3 Instituto de Tecnologia da Califórnia EUA
3 Universidade de Stanford EUA
5 Instituto de Tecnologia de Massachusetts EUA
6 Universidade Harvard EUA
7 Universidade de Princeton EUA
8 Imperial College London Reino Unido
9 Universidade de Chicago EUA
10 Instituto Federal de Tecnologia de Zurique Suíça
10 Universidade da Pensilvânia EUA

A China continua chamando atenção, seguindo a tendência de anos anteriores: tem duas universidades no top 30 (Peking e Tsinghua). Quase todas as instituições chinesas subiram no ranking.

Quanto às europeias, elas ocupam metade dos 200 primeiros lugares, com maior representação de instituições da Holanda, da Alemanha e do Reino Unido. As nações que também passaram a se destacar foram Itália, Espanha e Países Baixos.

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/noticia/em-um-ano-brasil-cai-de-27-para-21-universidades-no-ranking-de-mil-melhores-do-mundo.ghtml

Pesquisa da USP descobre como é reação química que transforma açúcar em energia

energia

Mecanismo era mistério há mais de 50 anos. Estudo inédito realizado em São Carlos foi capa de uma das revistas mais respeitadas do mundo na área química.

Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), em São Carlos, descobriram como é a reação química que transforma o açúcar em energia elétrica. O mecanismo de reação era um mistério para a comunidade científica há mais de 50 anos. A pesquisa inédita é capa deste mês da Royal Society of Chemistry, uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo na área química.

A pesquisa

Foram cinco anos de estudo até o resultado inédito. Primeiro, os cientistas colocaram fermento biológico, o mesmo usado para fazer pão, no açúcar refinado. Com a fermentação, o açúcar vira álcool.

Os pesquisadores acrescentaram um eletrodo com uma proteína chamada ADH ou álcool desidrogenase, que é uma enzima encontrada no corpo humano e em alimentos como o tomate.

“A proteína é capaz de extrair os elétrons – que são partículas carregadas – do etanol, gerando então eletricidade. E esse processo é bem rápido. Em cerca de 10 minutos nós já temos corrente elétrica”, disse a doutoranda de química Graziela Sedenho.

Desvendando o mistério

O equipamento mede a intensidade da corrente elétrica. A experiência brasileira desvenda um mistério. Há mais de 50 anos, pesquisadores do mundo inteiro tentavam descobrir de que forma a proteína agia quando entrava em contato com o álcool. Pela primeira vez, os cientistas conseguiram comprovar como é essa reação química, que transforma o açúcar em energia elétrica.

A ação da enzima para produzir energia não é a única descoberta. “A outra novidade foi que no mesmo sistema nós conseguimos realizar duas reações ao mesmo tempo, ou seja, tanto o fungo quanto a proteína atuavam ao mesmo tempo pra gerar o etanol e gerar a eletricidade, o que nunca tinha sido comprovado anteriormente”, disse o professor do Instituto de Química Frank Crespilho.

Meio ambiente

A experiência pode trazer vantagens para o meio ambiente.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/pesquisa-da-usp-descobre-como-e-reacao-quimica-que-transforma-acucar-em-energia.ghtml

Cientistas desvendam mistério matemático em tábua da Babilônia

tábua

O compartilhar da matéria de hoje é por demais atrativa. Trata-se de um olhar para o passado e revelar que no “antes de ontem” já se fazia matemática melhor do que o “ontem”.

Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, descobriram que um objeto de argila de 3.700 anos é, na verdade, uma tábua trigonométrica, a mais antiga escritura matemática para calcular como construir palácios, templos e canais.

A nova pesquisa publicada no último dia 24 (de agosto) mostra que os babilônios foram mais rápidos que os gregos para a invenção da trigonometria (estudo dos triângulos). Eles teriam chegado mil anos mais cedo, de acordo com os cientistas, o que revela uma antiga sofisticação matemática escondida até agora.

Conhecida como Plimptom 322, a pequena tábua foi descoberta no início do século XX no sul do Iraque pelo arqueólogo Edgar Banks – ele inspirou o personagem do cinema Indiana Jones. A relíquia tem quatro colunas e 15 linhas de números.

“Plimpton 322 confundiu os matemáticos durante mais de 70 anos, já que contém um padrão especial de números chamados de triplos pitagóricos”, disse Daniel Mansfield, do Curso de Matemática e Estatística da Faculdade de Ciências da Universidade de Nova Gales do Sul.

“O grande mistério, até agora, era o seu propósito – por que os escritores antigos realizavam a tarefa complexa de gerar e classificar os números na tabela”, completou.

Uma tabela trigonométrica permite descobrir o tamanho dos lados de um triângulo retângulo (com um ângulo de 90º) por meio de cálculos e regras. O astrônomo grego Hiparco, que viveu cerca de 120 a.C., é considerado o pai desta área.

“A Plimptom 233 existiu antes de Hiparco em mais de mil anos”, disse Norman Wildberger, professor associado a Mansfield. “Isso abre novas possibilidades não apenas para a pesquisa matemática moderna, mas também para a educação matemática”.

Fonte: G1 / http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2017/08/25/138401-cientistas-desvendam-misterio-matematico-em-tabua-da-babilonia.html

Carros levam 30% dos passageiros, mas correspondem a 73% da poluição atmosférica

trânsito

A necessidade de repensarmos mobilidade urbana e uso de veículo!

Em grande parte das cidades do Brasil e do mundo, ainda observa-se a preferência pelo uso do automóvel particular em detrimento do transporte coletivo, o que gera impactos não apenas no trânsito das cidades, como também na qualidade do ar e no aquecimento global.

Uma análise inédita realizada pelo jornal Estadão sobre a contribuição de cada modal de transporte nas emissões de poluentes revela que os automóveis são os responsáveis por 72,6% dos gases de efeito estufa emitidos pelo setor de transporte, embora correspondam ao deslocamento de apenas 30% dos contingente de passageiros.

A pesquisa mostra o impacto da escolha do transporte individual em diferentes indicadores. Por exemplo, o total de carros e o total de ônibus transportam volume semelhante de pessoas na cidade (cerca de 30% e 40%, respectivamente), segundo Pesquisa Origem e Destino. Entretanto, segundo os cálculos do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), os veículos particulares ocupam 88% do espaço das vias, enquanto que os ônibus ocupam apenas 3% deste mesmo espaço.

“É bastante chocante quando se juntam todos esses números. Temos mais de 70% das emissões de gases estufa para transportar 1/3 dos passageiros, ocupando quase 90% do território da cidade”, afirma o pesquisador David Tsai. “É uma ineficiência tanto pelo uso do espaço público quanto pelo consumo de energia”, diz.

Leia a matéria completa na página do Estadão.

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/873068/carros-levam-30-percent-dos-passageiros-mas-correspondem-a-73-percent-da-poluicao-atmosferica?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil

CONTROLE SOCIAL E TRANSPARÊNCIA – Como votou cada Deputado

transparencia

Com muita alegria replico o fruto de um projeto de pesquisa desenvolvido por um amigo (Paulo Carnicelli), onde diretamente, podemos acompanhar as atividades daqueles que votamos.

Você lembra em quem votou para deputado federal no processo eleitoral de 2014? Ele foi eleito ou não? Se sim, tem fiscalizado a atividade deste na Câmara dos Deputados? Geralmente ao depositar nosso voto na urna eletrônica pode parecer que nossa responsabilidade terminou naquele dia. A obrigatoriedade de escolher seu representante pelo “voto direto e secreto” foi feita e deixa-se por isso mesmo.

Com a crescente repercussão política que o país tem vivido nos anos pós eleições presidenciais, algumas atuações dos deputados eleitos tem tomado amplitude e visibilidade maior do que geralmente acompanhamos. Basta ver e lembrar das votações que tomaram o horário nobre da TV aberta sobre o encaminhamento do processo de impeachment de Dilma Rousseff e do prosseguimento da denúncia de corrupção passiva contra Michel Temer.

Em ambos os casos pudemos acompanhar em tempo real e fiscalizar aqueles que estão lá para representar seus eleitores. Passada toda esta exposição, alguns se perguntaram: como cada um dos parlamentares presentes votou nas diferentes situações? Pensamento e inquietação que motivou os integrantes do projeto “IF Transparente: Fomento à Participação Ativa do Sociedade” a buscar saber e expor tal encaminhamento.

A partir de informações de cada uma das votações, de 17 de abril de 2016 e 02 de agosto de 2017, elaboraram lista com nome de cada um dos deputados, o Estado que representam e os respectivos partidos a que são filiados e, na sequência, como cada um votou nos dois casos e compartilharam em sua página na rede facebook. Como é uma lista extensa (afinal, são 513 representantes eleitos em todos os Estados da Federação) há a possibilidade de se criar filtro para busca com mais precisão de cada uma das situações. Basta clicar em “Deputado” e, na sequência, selecionar o ícone de filtro na barra de ferramentas acima.

LINK PARA A PÁGINA DE IF TRANSPARENTE

LINK PARA A LISTA COMPARATIVA DOS VOTOS DE CADA UM DOS DEPUTADOS FEDERAIS

Entende-se que esta atividade e a correlação entre as votações é uma parcela pequeníssima do controle social, que deve ser exercido frequentemente por cada eleitor com ou sem representante eleito na Câmara, culminando assim em uma possibilidade maior de voto consciente. Como dica para potencializar este controle social e fiscalização, os coordenadores e bolsistas da página indica, ainda, a plataforma “Quem me Representa?“, que lita como cada um dos Deputados Federais vota nos principais temas apresentados na Câmara.