UEM – PROCESSO SELETIVO 2018 – PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGROECOLOGIA – MESTRADO PROFISSIONAL

mestrado

Sou “filho” da UEM – Universidade Estadual de Maringá (Maringá – Paraná), instituição que honro. Foi lá que fiz o meu mestrado e doutorado, além de ter sido professor substituto por mais de dois anos, numa época em que o governador do estado insistia em não abrir concurso para docente efetivo.

Hoje recebo o pedido de colaborar na divulgação do Processo Seletivo de Mestrado em Agroecologia.

DO PÚBLICO-ALVO: Poderão se inscrever no processo seletivo para o Programa de Pós-Graduação em Agroecologia – Mestrado Profissional (PROFAGROEC), candidatos que concluíram curso superior de Graduação em Ciências Agrárias, Biológicas e afins, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), no país e/ou no exterior, e candidatos que comprovem, mediante declaração de Instituição de Ensino Superior, que terão concluído o curso de graduação até o ato de matrícula.

DAS VAGAS: São oferecidas 34 vagas no Programa de Pós-Graduação em Agroecologia – Mestrado Profissional (PROFAGROEC), para ingresso no primeiro semestre de 2018. O preenchimento das vagas existentes fica condicionado à aprovação de candidatos no processo seletivo e à disponibilidade de orientador.

DAS INSCRIÇÕES: As inscrições devem ser realizadas de 03 de outubro a 11 de novembro de 2017, de segunda à sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 13h, na Secretaria do Programa de Pós-graduação em Agroecologia – Mestrado Profissional
(PROFAGROEC) no Bloco 115 – Campus Maringá, Paraná, pessoalmente ou por meio
de procuração autenticada.

As aulas serão às sextas e sábados para que os profissionais liberados pelas empresas possas fazer o mestrado.

O curso tem duração de 24 meses e são três áreas (linhas de pesquisa): – Manejo Agroecológico de Solos; Manejo Agroecológico de Doenças e Pragas; e, Sistemas de Cultivos Agroecológicos.

Para maiores informações, favor acessar: http://www.mpa.uem.br/

 

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Edital lança R$ 10 milhões para compostagem

compostagem

O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e o Fundo Socioambiental (FSA) da Caixa lançaram, nesta terça-feira (12/09), edital de apoio a projetos de compostagem em municípios ou consórcios públicos intermunicipais que atuem na gestão de resíduos sólidos. No total, serão R$ 10 milhões para projetos no valor mínimo R$ 500 mil e máximo de até R$ 1 milhão.

“Pela primeira vez, teremos um edital específico para os municípios tratarem a fração orgânica dos resíduos, alinhados com a Política Nacional de Resíduos Sólidos”, destacou o secretário-executivo do MMA, Marcelo Cruz. Segundo o secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do ministério, Jair Tannús, o principal parceiro do FNMA é o Fundo Socioambiental da Caixa. “O compromisso da Caixa com a sustentabilidade já rendeu investimentos de R$ 54 milhões em projetos ambientais com o MMA”, afirmou Osvaldo Bruno Cavalcante, diretor-executivo da Caixa.

As propostas poderão ser apresentadas, até o dia 11 de outubro, por municípios ou consórcios públicos intermunicipais em todo o território nacional que atuem na gestão de resíduos sólidos. Interessados podem participar de evento de capacitação de proponentes que será oferecido pela FSA da Caixa em parceria com o FNMA no dia 27 de setembro, das 9h às 18h. Poderão participar até dois representantes por instituição. Para se inscrever, basta enviar um e-mail para o endereço eletrônico fnma@mma.gov.br com o assunto: Capacitação Edital 01/2017. O curso será no Edifício Marie Prendi, na 505 Norte, em Brasília.

Compostagem – A compostagem é uma alternativa tecnológica de reciclagem de resíduos orgânicos ainda pouco explorada no Brasil. Por ser um processo relativamente simples e com vasta gama de aplicações, desde a escala domiciliar até a escala industrial, são diversas as possibilidades de políticas públicas que promovam esta prática e reduzam a quantidade de resíduos orgânicos enviados para disposição final.

A segregação na fonte dos resíduos em três frações (orgânicos, recicláveis secos e rejeitos) tem se mostrado uma prática de gestão muito eficiente e salutar para garantir a produção de composto de boa qualidade, boa aceitação por agricultores e baixíssimo risco de contaminação. A associação da prática de compostagem com a promoção do uso do composto, em projetos de agricultura urbana e periurbana ou de apoio à agricultura familiar, também é exemplo de sucesso na garantia da continuidade desta prática, fechando o ciclo da gestão dos resíduos orgânicos.

Fonte: MMA // http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2017/09/13/138668-edital-lanca-r-10-milhoes-para-compostagem.html

USP produz plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria

Produto é barato, não compete com mercado de alimentos e contém antioxidantes, permitindo acondicionar hortifrútis.

plástico

Pesquisas da USP em Ribeirão Preto avançam na busca de plástico 100% biodegradável e competitivo com o plástico comum. Testes que reúnem na fórmula resíduos agroindustriais resultaram num produto com qualidades técnicas e econômicas promissoras.

A boa nova saiu dos laboratórios do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. A química Bianca Chieregato Maniglia desenvolveu filmes plásticos biodegradáveis a partir de matrizes de amido presentes em resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum.

O fato do novo material ser totalmente desenvolvido a partir de descartes da agroindústria faz toda diferença. Ao mesmo tempo, recicla resíduos; é biodegradável; é produzido com fontes renováveis que não se esgotam como o petróleo (de onde sai o plástico comum) e cultivadas em qualquer lugar do mundo. Bianca lembra de mais predicados de seu produto: matéria-prima barata, que não compete com o mercado alimentício e ainda “contém composição interessante com a presença de ativos antioxidantes”.

Essa fórmula com compostos antioxidantes, lembra a pesquisadora, pode ser ainda mais interessante no desenvolvimento de “embalagens ativas”.

Os estudos parecem indicar o caminho certo para a obtenção de um plástico, ou pelo menos um filme plástico, totalmente biodegradável. Os pesquisadores da FFCLRP conseguiram produzir filmes plásticos com boa aparência, boas propriedades mecânicas, funcionais e ativas, o que os torna mais eficientes na conservação de hortifrútis. O grupo de pesquisa também tem trabalhado com a aplicação de aditivos como a palha de soja tratada, outro resíduo agroindustrial, para melhorar as propriedades destes filmes. A meta é o ganho de maior resistência mecânica e menor capacidade de absorver e reter água.

Bianca, porém, acredita que ainda demande mais pesquisa e teste para os 100% biodegradáveis chegarem ao mercado. Em perspectiva mais recente, comenta, “esse tipo de plástico deve atuar como alternativa ao comum”. Apesar de não substituir o tipo comum, pode ser aplicado a diversos tipos do produto, como já ocorre nas misturas de matérias-primas renováveis com polímeros não renováveis, formando as chamadas “blendas”. “Temos as boas propriedades dos plásticos comuns com parcial biodegradabilidade”, comenta.

Plásticos (não tão) “verdes”

O plástico comum, que é produzido com derivado do petróleo (matéria-prima não renovável, cuja composição não é metabolizada por microrganismos), leva até 500 anos para desaparecer.

Já o plástico biodegradável desenvolvido na USP é feito de material biológico, e por isso é atacado, na natureza, por outros agentes biológicos – bactérias, fungos e algas – e se transformam em água, CO2 e matéria orgânica. Ele se degrada em no máximo 120 dias.

Atualmente, existem no mercado outros tipos de plástico biodegradável. São feitos a partir de fontes renováveis – milho, mandioca, beterraba e cana-de-açúcar. Porém, estas fontes servem como matérias-primas para produzir um composto (ácido láctico) do qual se pode sintetizar o polímero (PLA – ácido polilático). “Devido ao fato destes plásticos não serem produzidos com polímeros naturais, como proteína e carboidratos, por exemplo, o material apresenta estrutura mais complexa e só se biodegrada corretamente em usinas de compostagem, onde há condições adequadas de luz, umidade e temperatura, além da quantidade correta de microrganismos”, lembra Bianca.

Além de caros, os plásticos produzidos por fontes renováveis hoje comercializados ainda deixam a desejar em relação a algumas propriedades mecânicas e funcionais se comparados aos plásticos produzidos com fontes não renováveis, e também demandam outros custos para não poluírem o meio ambiente.

Outro plástico muito divulgado na busca por maior sustentabilidade é o “plástico verde”. No entanto, a pesquisadora faz um alerta sobre este tipo de plástico. É feito de cana-de-açúcar, mas não é biodegradável. A partir da cana, é produzido o polietileno igual ao obtido do petróleo, assim o tempo de decomposição do plástico verde é o mesmo do plástico comum. “Vai continuar a causar problemas nas cidades e na natureza.”

Bianca defende que a aceitação e demanda por plásticos biodegradáveis dependam mais de consciência ambiental, legislação e vontade política que de fatores econômicos. Avalia que, em perspectiva global, quando se incluem custos indiretos, como geração de lixo, poluição e outros impactos à saúde e meio ambiente, “os biodegradáveis assumem posições economicamente mais favoráveis”.

Falando em economia, os custos de produção desses materiais podem ficar bem menores que os atuais. E isso se deve à utilização dos resíduos agroindustriais, como o produto agora desenvolvido na USP, cujos componentes não competem no mercado com a indústria de alimentos.

Os resultados desse estudo foram apresentados em março de 2017 à FFCLRP na tese de doutorado de Bianca, que trabalhou sob orientação da professora Delia Rita Tapia Blácido.


Fontes: Rita Stella e Paulo Henrique Moreno, do Jornal da USP // 

PlantMed – Aplicativo para smartphones criado por alunas do curso de Agente Comunitário de Saúde de Capanema (PR)

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Alunas do curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde na modalidade EAD do IFPR realizaram como Trabalho de Conclusão de Curso, um projeto de pesquisa sobre Plantas Medicinais. Essa pesquisa, inovadora na região, foi realizada com idosos da cidade de Planalto (PR) para verificar quais eram as plantas medicinais que possuíam em suas residências e dessas, quais mais utilizavam como tratamento ou prevenção a doenças. Com os dados dessa pesquisa foram definidas as 30 plantas mais utilizadas.

As alunas cultivaram mudas de todas as 30 plantas medicinais e, paralelamente, foi pesquisado o nome científico dessas plantas, bem como suas indicações, contraindicações, modo de preparo e modo de cultivo de futuras mudas.

No dia 20/06 foram realizados seminários sobre os projetos das ACS e na apresentação do projeto em questão as alunas distribuíram para a plateia 05 saches de cada planta medicinal, totalizando 150 saches, onde havia as informações as mesmas.

Como parte do projeto, coordenado na época pelo prof. Cleber Serafin, foi finalizado um aplicativo para smartphones com sistema Android, chamado PlantMed. A versão atual informa sobre plantas medicinais para todos os sistemas do corpo humano. Nas próximas atualizações apresentará também a forma de preparo das plantas.

O coordenador do Núcleo de Tecnologia em EAD, prof. Edimaldo Oliveira, conseguiu um espaço no campus para o cultivo das mudas e assim, em breve, o campus terá uma horta com plantas medicinais.

Com certeza novos projetos surgirão sobre esse tema.

The ambitious plan to plant nearly 100,000 trees a day with drones

Drones

The blog today will be written in English. More than 10% of the readers of this blog are from abroad. Thank you!

An Australian engineer is hoping to use drones to plant 1 billion trees every year to fight an unfolding global catastrophe.

Deforestation and forest degradation make up 17% of the world’s carbon emissions – more than the entire world’s transportation sector, according to the United Nations.

Burned or cleared forests release their stored carbon dioxide into the atmosphere, and land restoration experts say technology must play a big part in addressing the problem.

Dr. Susan Graham has helped build a drone system that can scan the land, identify ideal places to grow trees, and then fire germinated seeds into the soil.

Drones can plant in areas previously impossible to reach, like steep hills.

The planet loses 15 billion trees every year and much of it is cleared for farmland to feed the world’s booming population, but it’s feared this could be exacerbating climate change.

“Although we plant about 9 billion trees every year, that leaves a net loss of 6 billion trees,” Dr Graham said. “The rate of replanting is just too slow.”

Now based in Oxford in the United Kingdom, she is working with an international team including an ex-NASA engineer who worked on the search for life on Mars.

Their company, BioCarbon Engineering, is backed by one of the world’s largest drone makers.

To read more about it, go to: http://www.abc.net.au/news/2017-06-25/the-plan-to-plant-nearly-100,000-trees-a-day-with-drones/8642766

 

Livro gratis: Germinação de sementes e mobilização de reservas em plantas de Copaíba

Livro do Amaro

É com grande alegria que apresento e divulgo (gratuitamente para obtenção) o mais recente livro do amigo Manoel Silva Amaro (et al.), biólogo de formação e, atualmente, professor da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica pelo IFAM – Instituto Federal do Amazonas.

Esse livro é um trabalho inédito sobre a fisiologia e bioquímica de sementes de Copaíba. Ou seja, precisamos conhecer, fortalecer e proteger a nossa biodiversidade.

O trabalho enfatiza, principalmente, a elaboração de um protocolo para a superação da dormência das sementes da espécie em questão. Ressalta ainda o metabolismo da mobilização de reservas e a transferência desses materiais para o crescimento e desenvolvimento do embrião.

É que os ensaios sobre quebra de dormência, mobilização de reservas de sementes de Copaíba são ainda incipientes.

Espera-se que esse livro venha a contribuir no sentido de propiciar recursos literários para estudantes de graduação e pós-graduação, bem como para os profissionais da fisiologia e produção de sementes florestais e de área afins.

Aos interessados em adquirir, favor entrar em contato comigo pelo email institucional: frederico.silva@ifpr.edu.br

RECORDE HISTÓRICO DA SAFRA DE GRÃOS AGORA É DE 227,9 MILHÕES DE TONELADAS

safra

Lembro-me de quando o Brasil divulgou o seu recorde histórico de produção de grãos, passando a casa de 100 milhões de toneladas. Isso foi na safra 2000/2001. Hoje, compartilho essa informação divulgada pela CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento. Ou seja, 17 anos e o Brasil mais do que dobra a sua produção de grãos.

Na verdade, na qualidade de Engenheiro Agrônomo, nutro um grande carinho e respeito pela CONAB, empresa criada pela fusão da CFP, Cibrazem e Cobal, nos anos de 1990. Acompanhei “de casa” essa mudança pois o meu pai, Milton Gomes da Silva, era um renomado profissional da CFP que migrou para a CONAB. Aposentado e falecido, ainda hoje é lembrado pelo muito que fez na Política de Preços Mínimos dentre várias outras atividades agrárias nesse país.

A safra 2016/17 de grãos deve chegar a 227,9 milhões de toneladas, com um aumento de 22,1% ou 41,3 milhões de toneladas frente às 186,6 milhões de t da safra passada. A previsão está no 7º Levantamento da safra atual, divulgado nesta terça-feira (11/04) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Aumento de área e produtividade – A elevação comparada à safra 2015/2016 se deve ao aumento de área e às boas produtividades médias da atual safra, que não sofre a influência das más condições climáticas do ano passado. A previsão é de aumento de 3% na área total em relação à safra anterior, podendo chegar a 60,1 milhões de hectares. Estão incluídas neste prognóstico as culturas de segunda e terceira safras.

Soja – Para a soja, a expectativa é de um crescimento de 15,4% na produção, devendo atingir 110,2 milhões de toneladas, com aumento de 14,7 milhões de t em relação à safra anterior e ampliação de 1,4% na área, que deve chegar a 33,7 milhões de hectares.

Milho – No caso do milho total, deve alcançar 91,5 milhões de toneladas (37,5% de crescimento), com 29,9 milhões de toneladas para a primeira safra e 61,6 milhões para a segunda. A área total do milho deve alcançar 17,1 milhões de hectares (ampliação de 7,3%). No total, milho e soja representam quase 90% dos grãos produzidos no país.

Feijão primeira safra – O feijão primeira safra deve chegar a uma produção de 1,38 milhão de toneladas, resultado 33,4% superior ao estudo de 2015/2016. O feijão segunda safra deve produzir 1,22 milhão de toneladas, sendo 607,1 mil do grão em cores, 216,1 mil do preto e 393,6 mil do feijão caupi. A produção de feijão total pode chegar a 3,29 milhões de toneladas, com área total de 3,1 milhões de hectares.  Já o algodão pluma deve crescer 14,3% e chegar a 1,47 milhão de toneladas, mesmo com uma redução de 2,6% na área cultivada.

Cadeia agroindustrial O estudo atual traz também informações sobre a produção regional desta cultura e a preferência do brasileiro para alguns tipos mais presentes na sua mesa: feijão comum cores (com destaque para o carioca), comum preto e  feijão caupi. O primeiro, de maior consumo no país, tem cerca de 80% de sua produção cultivada nos estados da Região Centro-Sul.  Já o comum preto, de consumo em alguns estados, é produzido basicamente no Sul do país, enquanto que o caupi, de consumo tipicamente nordestino, tem produção de 60% em alguns estados do Nordeste.

Fonte (para texto em itálico): http://www.conab.gov.br/imprensa-noticia.php?id=43612