O homem que aprendeu a plantar chuva e quis ensinar para o mundo (The Rainwater Harvester)

plantador de chuva

The Experience of Mr. Phiri in Improving Dry Land Management (https://www.youtube.com/watch?time_continue=19&v=22V4vUtNC8Q).

Phri foi homenageado pela National Geographic por seu trabalho em benefício do meio ambiente.

Prezados colegas e leitores desse blog, compartilho, talvez, a mais singela e brilhante matéria até hoje postada, presente de um grande amigo meu que decidiu compartilhar comigo essa brilhante experiencia. Que, dessa leitura, haja frutos nas regiões áridas e semi-áridas do Brasil ou de qualquer lugar do mundo.

Zephaniah Phiri Maseko, um africano que vivia em uma região semiárida do Zimbábue, se encontrou sem emprego e sem dinheiro para sustentar sua família. Ele pensou: como irei alimentá-los?

Então percebeu que as únicas coisas que ele tinha eram 7 acres de terra e uma bíblia. Ele se inspirou tanto na história do livro de Gênesis e os jardins de Éden que decidiu ter um jardim desses para ele também, e iria achar uma solução para a água, tão escassa no local.

Phiri passou a observar as chuvas. Toda vez que chovia ele saia correndo pelo seu terreno, vendo como a água corria e para onde ia. E então ele começou a perceber que em algumas áreas o cultivo de alimentos não funcionava porque a água não infiltrava o solo e em outros a água acabava empossando ou causando erosões. E então ele foi aprendendo como “consertar” estes locais, começou a construir pequenas barragens, buracos e caminhos, todos com plantas que funcionariam como ‘esponjas vivas’. Phiri chamou esta técnica de plantar a chuva.

Por toda sua terra Phiri fez com que a água da chuva descesse com menor velocidade e fosse absorvida pela vegetação, tudo isso apenas com a ajuda da gravidade. Uma vez que a água infiltrou no terreno de Phiri, o próprio solo se tornou o “tanque” de água, com a vantagem de evaporar mais lentamente.

Ele também começou a plantar espécies que precisavam de mais água nos locais mais fundos, para onde a água corria, e nos locais mais elevados (que recebiam pouca água), ele plantava às que necessitavam de pouca água. Isso fez com que a própria vegetação se tornasse um grande reservatório de água.

Phiri transformou o lugar onde ele vive em um verdadeiro oásis em meio ao semiárido. Para acessar a água que fica guardada no solo, ele plantou diversas árvores frutíferas. Seu terreno passou a produzir diversas variações como milho, mandioca, vagem e frutas nativas, enquanto os outros mal conseguiam sobreviver. Também foi possível notar a mudança nos diversos poços da propriedade, que passaram a ficar cheios d’água.

Phiri queria compartilhar seu conhecimento e criou a ONG Zvishavane Water Project para compartilhar suas práticas. Muito rapidamente, a história de plantar chuva se espalhou por lá. Muitas pessoas de seu grupo também se tornaram especialistas no assunto, transformaram suas terras e desenvolveram novas técnicas. Ao longo dos anos, diversos especialistas de todo o mundo passaram a visitar Phiri para aprender com seus ensinamentos, sendo criado até mesmo um centro de permacultura de referência mundial na região.

Eu gostaria de pedir que todo novo fazendeiro comece desta forma. Tome conta do solo e da água e, por favor, parem de cortar árvores! Plante quantas árvores conseguir, para que seu solo sobreviva” – Zephaniah Phiri Maseko

“Desde que eu comecei a trabalhar na minha terra eu sempre apreciei a água plantada nela. O melhor para todos nós é que toda a água que cai da chuva fique contida no solo, não desperdice-a!” – Zephaniah Phiri Maseko

Phri foi homenageado pela National Geographic por seu trabalho em benefício do meio ambiente. Ele faleceu em 2015, mas deixou seu legado vivo.

FonteRedação CicloVivo. http://ciclovivo.com.br/noticia/o-homem-que-aprendeu-a-plantar-chuva-e-quis-ensinar-para-o-mundo/

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UEM – PROCESSO SELETIVO 2018 – PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGROECOLOGIA – MESTRADO PROFISSIONAL

mestrado

Sou “filho” da UEM – Universidade Estadual de Maringá (Maringá – Paraná), instituição que honro. Foi lá que fiz o meu mestrado e doutorado, além de ter sido professor substituto por mais de dois anos, numa época em que o governador do estado insistia em não abrir concurso para docente efetivo.

Hoje recebo o pedido de colaborar na divulgação do Processo Seletivo de Mestrado em Agroecologia.

DO PÚBLICO-ALVO: Poderão se inscrever no processo seletivo para o Programa de Pós-Graduação em Agroecologia – Mestrado Profissional (PROFAGROEC), candidatos que concluíram curso superior de Graduação em Ciências Agrárias, Biológicas e afins, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), no país e/ou no exterior, e candidatos que comprovem, mediante declaração de Instituição de Ensino Superior, que terão concluído o curso de graduação até o ato de matrícula.

DAS VAGAS: São oferecidas 34 vagas no Programa de Pós-Graduação em Agroecologia – Mestrado Profissional (PROFAGROEC), para ingresso no primeiro semestre de 2018. O preenchimento das vagas existentes fica condicionado à aprovação de candidatos no processo seletivo e à disponibilidade de orientador.

DAS INSCRIÇÕES: As inscrições devem ser realizadas de 03 de outubro a 11 de novembro de 2017, de segunda à sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 13h, na Secretaria do Programa de Pós-graduação em Agroecologia – Mestrado Profissional
(PROFAGROEC) no Bloco 115 – Campus Maringá, Paraná, pessoalmente ou por meio
de procuração autenticada.

As aulas serão às sextas e sábados para que os profissionais liberados pelas empresas possas fazer o mestrado.

O curso tem duração de 24 meses e são três áreas (linhas de pesquisa): – Manejo Agroecológico de Solos; Manejo Agroecológico de Doenças e Pragas; e, Sistemas de Cultivos Agroecológicos.

Para maiores informações, favor acessar: http://www.mpa.uem.br/

 

Edital lança R$ 10 milhões para compostagem

compostagem

O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e o Fundo Socioambiental (FSA) da Caixa lançaram, nesta terça-feira (12/09), edital de apoio a projetos de compostagem em municípios ou consórcios públicos intermunicipais que atuem na gestão de resíduos sólidos. No total, serão R$ 10 milhões para projetos no valor mínimo R$ 500 mil e máximo de até R$ 1 milhão.

“Pela primeira vez, teremos um edital específico para os municípios tratarem a fração orgânica dos resíduos, alinhados com a Política Nacional de Resíduos Sólidos”, destacou o secretário-executivo do MMA, Marcelo Cruz. Segundo o secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do ministério, Jair Tannús, o principal parceiro do FNMA é o Fundo Socioambiental da Caixa. “O compromisso da Caixa com a sustentabilidade já rendeu investimentos de R$ 54 milhões em projetos ambientais com o MMA”, afirmou Osvaldo Bruno Cavalcante, diretor-executivo da Caixa.

As propostas poderão ser apresentadas, até o dia 11 de outubro, por municípios ou consórcios públicos intermunicipais em todo o território nacional que atuem na gestão de resíduos sólidos. Interessados podem participar de evento de capacitação de proponentes que será oferecido pela FSA da Caixa em parceria com o FNMA no dia 27 de setembro, das 9h às 18h. Poderão participar até dois representantes por instituição. Para se inscrever, basta enviar um e-mail para o endereço eletrônico fnma@mma.gov.br com o assunto: Capacitação Edital 01/2017. O curso será no Edifício Marie Prendi, na 505 Norte, em Brasília.

Compostagem – A compostagem é uma alternativa tecnológica de reciclagem de resíduos orgânicos ainda pouco explorada no Brasil. Por ser um processo relativamente simples e com vasta gama de aplicações, desde a escala domiciliar até a escala industrial, são diversas as possibilidades de políticas públicas que promovam esta prática e reduzam a quantidade de resíduos orgânicos enviados para disposição final.

A segregação na fonte dos resíduos em três frações (orgânicos, recicláveis secos e rejeitos) tem se mostrado uma prática de gestão muito eficiente e salutar para garantir a produção de composto de boa qualidade, boa aceitação por agricultores e baixíssimo risco de contaminação. A associação da prática de compostagem com a promoção do uso do composto, em projetos de agricultura urbana e periurbana ou de apoio à agricultura familiar, também é exemplo de sucesso na garantia da continuidade desta prática, fechando o ciclo da gestão dos resíduos orgânicos.

Fonte: MMA // http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2017/09/13/138668-edital-lanca-r-10-milhoes-para-compostagem.html

USP produz plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria

Produto é barato, não compete com mercado de alimentos e contém antioxidantes, permitindo acondicionar hortifrútis.

plástico

Pesquisas da USP em Ribeirão Preto avançam na busca de plástico 100% biodegradável e competitivo com o plástico comum. Testes que reúnem na fórmula resíduos agroindustriais resultaram num produto com qualidades técnicas e econômicas promissoras.

A boa nova saiu dos laboratórios do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. A química Bianca Chieregato Maniglia desenvolveu filmes plásticos biodegradáveis a partir de matrizes de amido presentes em resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum.

O fato do novo material ser totalmente desenvolvido a partir de descartes da agroindústria faz toda diferença. Ao mesmo tempo, recicla resíduos; é biodegradável; é produzido com fontes renováveis que não se esgotam como o petróleo (de onde sai o plástico comum) e cultivadas em qualquer lugar do mundo. Bianca lembra de mais predicados de seu produto: matéria-prima barata, que não compete com o mercado alimentício e ainda “contém composição interessante com a presença de ativos antioxidantes”.

Essa fórmula com compostos antioxidantes, lembra a pesquisadora, pode ser ainda mais interessante no desenvolvimento de “embalagens ativas”.

Os estudos parecem indicar o caminho certo para a obtenção de um plástico, ou pelo menos um filme plástico, totalmente biodegradável. Os pesquisadores da FFCLRP conseguiram produzir filmes plásticos com boa aparência, boas propriedades mecânicas, funcionais e ativas, o que os torna mais eficientes na conservação de hortifrútis. O grupo de pesquisa também tem trabalhado com a aplicação de aditivos como a palha de soja tratada, outro resíduo agroindustrial, para melhorar as propriedades destes filmes. A meta é o ganho de maior resistência mecânica e menor capacidade de absorver e reter água.

Bianca, porém, acredita que ainda demande mais pesquisa e teste para os 100% biodegradáveis chegarem ao mercado. Em perspectiva mais recente, comenta, “esse tipo de plástico deve atuar como alternativa ao comum”. Apesar de não substituir o tipo comum, pode ser aplicado a diversos tipos do produto, como já ocorre nas misturas de matérias-primas renováveis com polímeros não renováveis, formando as chamadas “blendas”. “Temos as boas propriedades dos plásticos comuns com parcial biodegradabilidade”, comenta.

Plásticos (não tão) “verdes”

O plástico comum, que é produzido com derivado do petróleo (matéria-prima não renovável, cuja composição não é metabolizada por microrganismos), leva até 500 anos para desaparecer.

Já o plástico biodegradável desenvolvido na USP é feito de material biológico, e por isso é atacado, na natureza, por outros agentes biológicos – bactérias, fungos e algas – e se transformam em água, CO2 e matéria orgânica. Ele se degrada em no máximo 120 dias.

Atualmente, existem no mercado outros tipos de plástico biodegradável. São feitos a partir de fontes renováveis – milho, mandioca, beterraba e cana-de-açúcar. Porém, estas fontes servem como matérias-primas para produzir um composto (ácido láctico) do qual se pode sintetizar o polímero (PLA – ácido polilático). “Devido ao fato destes plásticos não serem produzidos com polímeros naturais, como proteína e carboidratos, por exemplo, o material apresenta estrutura mais complexa e só se biodegrada corretamente em usinas de compostagem, onde há condições adequadas de luz, umidade e temperatura, além da quantidade correta de microrganismos”, lembra Bianca.

Além de caros, os plásticos produzidos por fontes renováveis hoje comercializados ainda deixam a desejar em relação a algumas propriedades mecânicas e funcionais se comparados aos plásticos produzidos com fontes não renováveis, e também demandam outros custos para não poluírem o meio ambiente.

Outro plástico muito divulgado na busca por maior sustentabilidade é o “plástico verde”. No entanto, a pesquisadora faz um alerta sobre este tipo de plástico. É feito de cana-de-açúcar, mas não é biodegradável. A partir da cana, é produzido o polietileno igual ao obtido do petróleo, assim o tempo de decomposição do plástico verde é o mesmo do plástico comum. “Vai continuar a causar problemas nas cidades e na natureza.”

Bianca defende que a aceitação e demanda por plásticos biodegradáveis dependam mais de consciência ambiental, legislação e vontade política que de fatores econômicos. Avalia que, em perspectiva global, quando se incluem custos indiretos, como geração de lixo, poluição e outros impactos à saúde e meio ambiente, “os biodegradáveis assumem posições economicamente mais favoráveis”.

Falando em economia, os custos de produção desses materiais podem ficar bem menores que os atuais. E isso se deve à utilização dos resíduos agroindustriais, como o produto agora desenvolvido na USP, cujos componentes não competem no mercado com a indústria de alimentos.

Os resultados desse estudo foram apresentados em março de 2017 à FFCLRP na tese de doutorado de Bianca, que trabalhou sob orientação da professora Delia Rita Tapia Blácido.


Fontes: Rita Stella e Paulo Henrique Moreno, do Jornal da USP // 

PlantMed – Aplicativo para smartphones criado por alunas do curso de Agente Comunitário de Saúde de Capanema (PR)

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Alunas do curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde na modalidade EAD do IFPR realizaram como Trabalho de Conclusão de Curso, um projeto de pesquisa sobre Plantas Medicinais. Essa pesquisa, inovadora na região, foi realizada com idosos da cidade de Planalto (PR) para verificar quais eram as plantas medicinais que possuíam em suas residências e dessas, quais mais utilizavam como tratamento ou prevenção a doenças. Com os dados dessa pesquisa foram definidas as 30 plantas mais utilizadas.

As alunas cultivaram mudas de todas as 30 plantas medicinais e, paralelamente, foi pesquisado o nome científico dessas plantas, bem como suas indicações, contraindicações, modo de preparo e modo de cultivo de futuras mudas.

No dia 20/06 foram realizados seminários sobre os projetos das ACS e na apresentação do projeto em questão as alunas distribuíram para a plateia 05 saches de cada planta medicinal, totalizando 150 saches, onde havia as informações as mesmas.

Como parte do projeto, coordenado na época pelo prof. Cleber Serafin, foi finalizado um aplicativo para smartphones com sistema Android, chamado PlantMed. A versão atual informa sobre plantas medicinais para todos os sistemas do corpo humano. Nas próximas atualizações apresentará também a forma de preparo das plantas.

O coordenador do Núcleo de Tecnologia em EAD, prof. Edimaldo Oliveira, conseguiu um espaço no campus para o cultivo das mudas e assim, em breve, o campus terá uma horta com plantas medicinais.

Com certeza novos projetos surgirão sobre esse tema.

The ambitious plan to plant nearly 100,000 trees a day with drones

Drones

The blog today will be written in English. More than 10% of the readers of this blog are from abroad. Thank you!

An Australian engineer is hoping to use drones to plant 1 billion trees every year to fight an unfolding global catastrophe.

Deforestation and forest degradation make up 17% of the world’s carbon emissions – more than the entire world’s transportation sector, according to the United Nations.

Burned or cleared forests release their stored carbon dioxide into the atmosphere, and land restoration experts say technology must play a big part in addressing the problem.

Dr. Susan Graham has helped build a drone system that can scan the land, identify ideal places to grow trees, and then fire germinated seeds into the soil.

Drones can plant in areas previously impossible to reach, like steep hills.

The planet loses 15 billion trees every year and much of it is cleared for farmland to feed the world’s booming population, but it’s feared this could be exacerbating climate change.

“Although we plant about 9 billion trees every year, that leaves a net loss of 6 billion trees,” Dr Graham said. “The rate of replanting is just too slow.”

Now based in Oxford in the United Kingdom, she is working with an international team including an ex-NASA engineer who worked on the search for life on Mars.

Their company, BioCarbon Engineering, is backed by one of the world’s largest drone makers.

To read more about it, go to: http://www.abc.net.au/news/2017-06-25/the-plan-to-plant-nearly-100,000-trees-a-day-with-drones/8642766

 

Livro gratis: Germinação de sementes e mobilização de reservas em plantas de Copaíba

Livro do Amaro

É com grande alegria que apresento e divulgo (gratuitamente para obtenção) o mais recente livro do amigo Manoel Silva Amaro (et al.), biólogo de formação e, atualmente, professor da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica pelo IFAM – Instituto Federal do Amazonas.

Esse livro é um trabalho inédito sobre a fisiologia e bioquímica de sementes de Copaíba. Ou seja, precisamos conhecer, fortalecer e proteger a nossa biodiversidade.

O trabalho enfatiza, principalmente, a elaboração de um protocolo para a superação da dormência das sementes da espécie em questão. Ressalta ainda o metabolismo da mobilização de reservas e a transferência desses materiais para o crescimento e desenvolvimento do embrião.

É que os ensaios sobre quebra de dormência, mobilização de reservas de sementes de Copaíba são ainda incipientes.

Espera-se que esse livro venha a contribuir no sentido de propiciar recursos literários para estudantes de graduação e pós-graduação, bem como para os profissionais da fisiologia e produção de sementes florestais e de área afins.

Aos interessados em adquirir, favor entrar em contato comigo pelo email institucional: frederico.silva@ifpr.edu.br