O enigma da lâmpada que funciona desde 1901

Vamos procurar trazer nessa matéria mais um curioso enigma: a da lâmpada que funciona desde 1901, publicada pela BBC (https://www.bbc.com/portuguese/geral-44612144).

lampada
A Lâmpada Centenária, que ilumina uma unidade dos bombeiros na Califórnia (EUA) há 117 anos, tem mais de 1 milhão de horas de uso. Ela é uma lâmpada tão famosa que tem a própria página na internet, um perfil no Facebook e até uma câmera exclusiva que a filma dia e noite.

É a Lâmpada Centenária (Centennial Bulb, em inglês), que, segundo o Livro Guinness dos Recordes, é o foco de luz elétrica que há mais tempo está aceso em toda a história.

A lâmpada fica em uma unidade dos bombeiros na cidade de Livermore, na Califórnia (EUA). Ainda no século passado, em 1901, os bombeiros queriam manter iluminados seus alojamentos dia e noite para poderem responder com prontidão quando necessário. Decidiram, então, instalar uma lâmpada.

Ela foi doada por um empresário local e fabricada à mão por uma empresa pioneira no setor.

Décadas se passaram e, exceto breves cortes de energia e duas mudanças, a lâmpada continuou iluminando o ambiente.

Em 2001, quando completou um século, ganhou oficialmente o título de Lâmpada Centenária. E, no dia 18 de junho deste ano, completou 117 anos com mais de 1 milhão de horas de uso. E continua funcionando.

Estima-se que em 117 anos, a lâmpada ficou apagada por apenas 20 minutos

‘Operação translado’

Os bombeiros que instalaram a lâmpada no começo do século passado dividiam o escritório com a polícia. Quando ambos os departamento se mudaram, a lâmpada foi levada para a nova unidade.

Em 1976, quando o foco de luz já havia entrado para o Guinness, os bombeiros se mudaram novamente para outra sede.

As autoridades da Califórnia planejaram uma grande operação para cuidar da famosa lâmpada durante o translado.

Para começar, cortaram o cabo por temer que, ao desenroscá-la, poderiam quebrá-la. Depois, um caminhão dos bombeiros e a polícia escoltaram a lâmpada até o novo lugar: a estação número 6 dos bombeiros, onde, ainda hoje, continua iluminando.

Segundo os registros, ela só ficou apagada por um total de 22 minutos, quando foi transferida – e nunca passou um dia inteiro sem funcionar.

Os filamentos da lâmpada que funciona desde 1901 são oito vezes mais grossos que os das lâmpadas comercializadas atualmente

Do que é feita a lâmpada que não apaga

A lâmpada centenária foi feita à mão em 1897 pela Shelby Eletronic Company, empresa que já não existe mais. O fundador da empresa, Adolphe Chaillet, era um dos rivais do famoso inventor Thomas Edison.

A lâmpada de Chaillet que entrou para a história mede oito centímetros e tem uma forma mais arredondada que as lâmpadas modernas. Acredita-se que, originalmente, era uma lâmpada de 30 watts. Com o tempo, contudo, enfraqueceu. Atualmente emite uma luz tênue, de aproximadamente 4 watts.

Um ponto considerado chave para explicar por que a lâmpada ainda emite luz está em seu interior. Em 2007, a física Debora Katz, da Academia Naval dos EUA, analisou outras lâmpadas da mesma coleção que a Centenária – que não pode ser trocada pelo receio de que quebre. Ela descobriu duas diferenças significativas em relação às lâmpadas comercializadas atualmente.

Em primeiro lugar, o filamento é oito vezes mais grosso que o de uma lâmpada moderna. Em segundo, que esse filamento, possivelmente feito de carbono, é semicondutor. Assim, quando a lâmpada esquenta, os filamentos se convertem em um condutor mais potente – em contraste com o comportamento de filamentos atuais, que perdem potência quando esquentam.

Teoria da conspiração

Os especialistas também assinalam que, ironicamente, o fato de estar presa no mesmo soquete e jamais ter sido apagada também pode contribuir com a sua longevidade.

O desgaste em acender e apagar lâmpadas incandescentes é maior do que quando ela permanece acesa continuamente. Isso acontece porque os filamentos aquecem e esfriam, fazendo com que o material dilate e contraia, o que provoca o surgimento de microfissuras e reduz a vida útil das lâmpadas.

Apesar dessas explicações, tanto Katz quanto outros especialistas reconhecem que há um certo mistério no fato de a lâmpada estar funcionando há tanto tempo.

Quando os bombeiros mudaram de sede, cortaram o fio da lâmpada, com receio de que ela quebrasse ao ser desenroscada do soquete.

Em 2010, um documentário espanhol sugeriu uma polêmica explicação.

O filme A Conspiração da Lâmpada de Luz (The Light Bulb Conspiracy, em inglês), que em espanhol levou o nome de Comprar, tirar, comprar, afirma que a Lâmpada Centenária seria uma prova do que chamou de “obsolescência programada”.

Trata-se da teoria de que produtos são feitos com uma vida útil limitada, para fomentar o consumo. Segundo a documentarista Cosima Dannoritzer, enquanto inventores como Chaillet aspiravam criar lâmpadas de longa duração, um acordo secreto de fabricantes firmado em 1924 teria resultado na decisão de limitar a vida útil dos produtos.

Atualmente, as lâmpadas de LED duram de 25 mil a 50 mil horas. Já as fluorescentes têm vida útil de 6 mil horas e as incandescentes de 1 mil horas.

Em meio à polêmica assinalada pelo filme, a Lâmpada Centenária já dura mil vezes mais do que isso e chega, neste ano, à mesma idade da pessoa mais velha do mundo – Nabi Tajima, mais conhecida como Chiyo Miyako, do Japão, que completou 117 anos este ano, mas que já veio a falecer (https://g1.globo.com/mundo/noticia/morre-no-japao-a-pessoa-mais-velha-do-mundo-aos-117-anos.ghtml).

Fontes: https://www.bbc.com/portuguese/geral-44612144; http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2018/06/27/144442-o-enigma-da-lampada-que-funciona-desde-1901.html

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Novo tipo de fotossíntese é descoberto

fotossintese

Todo leitor dessa matéria, independentemente de área, formação ou idade um dia já estudou a equação da fotossíntese:

6 CO2+ 2 H2A     CH2O + H2O + 2 A

Essa equação mostra que H2A pode ser a água (H2O) ou o sulfeto de hidrogênio (H2S) e evidencia que, se for água ela é a fonte de oxigênio na fotossíntese.

O que nós estamos querendo compartilhar nessa materia de hoje é que um novo estudo conduzido por pesquisadores do Imperial College London (Reino Unido) mudou nossa compreensão do mecanismo básico da fotossíntese e deve reescrever os livros didáticos.

A grande maioria da vida na Terra usa luz vermelha visível para realizar o processo de fotossíntese, mas os cientistas descobriram um novo tipo de fotossíntese que usa luz infravermelha próxima.

Essa forma alternativa foi detectada em uma ampla gama de cianobactérias (algas verde-azuladas) quando crescem em luz infravermelha, como em condições sombreadas encontradas em Yellowstone nos EUA e em rochas de praia na Austrália.

A descoberta também pode moldar a forma como procuramos por vida alienígena e fornecer insights sobre como podemos projetar culturas agrícolas mais eficientes que aproveitam os comprimentos de onda mais longos da luz.

Limite vermelho

O tipo de fotossíntese padrão e quase universal usa o pigmento verde, clorofila-a, tanto para coletar luz quanto para usar sua energia para produzir bioquímicos e oxigênio úteis. A maneira como a clorofila-a absorve a luz significa que apenas a energia da luz vermelha pode ser usada para a fotossíntese.

Como a clorofila-a está presente em todas as plantas, algas e cianobactérias que conhecemos, era de ampla aceitação que a energia da luz vermelha estabelecia uma espécie de “limite vermelho” para a fotossíntese, isto é, a quantidade mínima de energia necessária para fazer a química que produz oxigênio.

O limite vermelho é inclusive usado em astrobiologia para julgar se a vida complexa poderia ter evoluído em planetas em outros sistemas solares.

No entanto, quando algumas cianobactérias são cultivadas sob luz infravermelha, os sistemas padrão contendo clorofila-a são desativados e diferentes sistemas contendo um tipo diferente de clorofila, clorofila-f, assumem o controle.

Além do limite vermelho

Até agora, pensava-se que a clorofila-f apenas colhesse a luz. A nova pesquisa mostra que, em vez disso, a clorofila-f desempenha um papel fundamental na fotossíntese sob condições sombreadas, usando luz infravermelha de baixa energia para fazer a química complexa. Esta é a fotossíntese “além do limite vermelho”.

“A nova forma de fotossíntese nos fez repensar o que pensávamos ser possível. Também muda a forma como entendemos os principais eventos no coração da fotossíntese padrão”, disse um dos principais pesquisadores do estudo, Bill Rutherford, do Departamento de Ciências da Vida no Imperial College London.

No novo tipo de fotossíntese, mais detalhes puderam ser observados e muitas clorofilas denominadas “acessórias” foram vistas realmente realizando a etapa crucial da química. Isso indica que esse padrão pode valer para os outros tipos de fotossíntese, o que mudaria a visão de como funciona até mesmo a forma dominante de fotossíntese.

Anteriormente, a cianobactéria Acaryochloris já era conhecida por fazer fotossíntese além do limite vermelho. No entanto, porque este tipo parecia ocorrer apenas nesta espécie, com um habitat muito específico, foi considerado uma “exceção”. A Acaryochloris vive debaixo de animais marinhos que passam a maior parte da vida anexados a superfícies como rochas e docas, e isso bloqueia a maior parte da luz que recebe, exceto pelo infravermelho próximo.

A fotossíntese baseada em clorofila-f relatada pelos pesquisadores neste estudo representa um terceiro tipo de fotossíntese que é bem mais difundido.

No entanto, é usado apenas em condições especiais sombreadas ricas em infravermelho; em condições normais de luz, a forma padrão de fotossíntese é usada.

Culturas mais eficientes

Até agora, os cientistas pensavam que os danos causados pela luz seriam mais severos além do limite vermelho, mas o novo estudo mostrou que não é um problema em ambientes estáveis e sombreados.

Isso muda a nossa compreensão dos requisitos de energia da fotossíntese, e pode ser útil para pesquisadores que tentam projetar culturas para realizar fotossíntese mais eficiente usando uma faixa mais ampla de luz.

Como essas cianobactérias se protegem de danos causados por variações no brilho da luz pode ajudar os cientistas a descobrir o que é possível projetar nas plantas cultivadas.

A descoberta foi publicada na prestigiada revista Science (http://www.sciencemag.org/).

Fonte: Natasha Romanzoti, Hypescience, https://hypescience.com/novo-tipo-de-fotossintese-e-descoberto/; http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2018/06/16/144246-novo-tipo-de-fotossintese-e-descoberto.html

NOSSA JUVENTUDE

atlas da violencia

Hoje o Blog abre espaço para o relato do professor e amigo Ricardo Mariz, da Esquina do Pensamento. Ele é leitor do meu blog e eu, ouvinte do vlog dele. Vale a pena refletir sobre esse tema e números que ele trás sobre a nossa juventude.

E a nossa juventude? Vamos prosear um pouco sobre esse assunto? (https://www.youtube.com/watch?v=R_QV3suy8Pw)

Na Esquina do Pensamento de hoje quero conversar com você sobre a nossa juventude. Parece-me que podemos enveredar, pelo menos, por dois caminhos nessa prosa. Conversar da nossa fase da juventude, ou seja, da juventude que mora em nós e conversar sobre a juventude atual.

Sobre o primeiro rumo possível dessa prosa, lembro-me de uma conversa que tive um amigo no mês passado. Recordávamos os fatos que cercaram o assassinato do Padre Josimo Tavares, ligado à Comissão Pastoral da Terra, que atuava na região do Bico do Papagaio. Isso aconteceu em 1986 e foi marcante para nossa formação da juventude. No final da semana passada, conheci um professor de São Paulo que também comentava sobre as suas experiências da juventude e como elas se fazem presentes no seu dia-a-dia, na forma que ele percebe sua docência e seus compromissos. Na juventude, além de viver o que temos para viver, vamos de alguma forma moldando um jeito de viver a vida, quando adultos.

Isso me remete ao outro rumo dessa prosa. A nossa juventude de hoje. Nos últimos dias formam divulgados os dados do IPEA sobre o Atlas da Violência. Nos últimos 10 anos nós assassinamos no Brasil 324.967 jovens. Sobre esses jovens aniquilamos literalmente as possibilidades de futuro. Fazendo um cálculo com médias, assassinamos 32.497 jovens por ano no Brasil, 2.708 jovens por mês e 90 jovens por dia. Ou seja, hoje o país irá assassinar aproximadamente 90 dos seus jovens. Vale a pena acessar o relatório do Atlas (http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=33410:atlas-da-violencia-2018&catid=406:relatorio-institucional&directory=1). Nele você irá verificar que esses assassinatos têm cara, cor, gênero e endereço.

Quando unimos esses dados com algumas informações apresentadas pelo MEC em março deste ano, verificamos que estamos construindo uma espécie de bomba relógio: segundo o MEC, 791 mil jovens foram reprovados ou abandonaram a escola da primeira para segunda série no final de 2016. Possivelmente parte desses jovens também não foram absolvidos pelo mercado e, mais grave ainda, parte deles já estão compondo a lista dos 90 assassinados em média por dia.

Vamos ter uma conversa aqui entre adultos e adultas: o que nós estamos fazendo? Que oportunidades estamos construindo para jovens e como os jovens conseguem experimentar a juventude, como uma oportunidade de intervenção efetiva na sociedade e como um passo importante da sua formação da vida adulta.

Numa outra ponta dessa preocupação convivemos com um número crescente de suicídios de jovens que estão nas escolas ou nas universidades.  Que mensagens ou apelos moram nesses fatos?

Olha, todos nós temos vários desafios cotidianos. Em alguns momentos ficar em pé na roda da vida já parece muito, mas precisamos escutar as mensagens do nosso tempo e essas mensagens não estão possivelmente entre as dezenas que você recebe no seu celular, ao menos não estão ali, objetivamente colocadas. Nós não podemos resolver, mas podemos fazer muita coisa.

Lembro-me de uma história do galo que acordava cedo, cantava e o sol nascia. Com o tempo ele passou a acreditar que o canto dele fazia o sol nascer. Num dia ele acabou acordando mais tarde e verificou que o sol já havia nascido. Uma grande decepção! Resolveu não cantar mais. Se o canto dele não fazia o sol nascer, não valeria a pena cantar. O galo depressivo, não queria fazer nada. Depois de muita terapia, alguma medicação, o galo foi se dando conta que o canto dele não fazia o sol nascer, mas ficava mais bonito quando o sol nascia ladeado pelo seu canto. Pois bem, nós não fazemos o sol nascer. Nós não podemos tudo, mas podemos muito. A juventude que mora dentro de cada um de nós e a juventude do nosso país merece nada menos do que o melhor de cada um de nós.

Abração e até a próxima Esquina.

Artigo: SAÚDE E DIREITO À INFORMAÇÃO: O PROBLEMA DOS AGROTÓXICOS NOS ALIMENTOS

agrotoxico blog

Hoje tenho a honra e a alegria de compartilhar um artigo de um grande amigo, Tarcisio Miguel Teixeira, publicado na conceituada Revista da USP (Revista de Direito Sanitário), e que trata de um importantíssimo tema referente às discussões de uso / restrição, ampliação / proibição, causas e consequencias dos agrotóxicos nos alimentos que consumimos.

Logo no resumo, vemos que o artigo analisa o problema atual da presença de agrotóxicos nos alimentos sob a vertente da falta de informação a respeito dos produtos aplicados nos alimentos para sua produção. Estabelece como pressuposto a relação diretamente proporcional entre saúde e alimentação saudável e o direito fundamental de ser informado sobre a qualidade dos alimentos. Conclui com hipóteses e discussão sobre as razões da falta dessa informação nos produtos alimentícios comercializados in natura.

Quem desejar saber mais sobre, acesse o artigo clicando em http://www.revistas.usp.br/rdisan/article/view/127782

Fonte da imagem: https://www.google.com.br/search?q=O+PROBLEMA+DOS+AGROT%C3%93XICOS+NOS+ALIMENTOS&rlz=1C1ASUT_pt-BRBR492BR492&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwioiazDrrvbAhVDD5AKHb52AHoQ_AUICigB&biw=1366&bih=637#imgrc=IxSXO8yQz8W2eM:

Importante evento: 8º MCSul / VIII SEMENGO

blog

O 8º MCSul – Conferência Sul em Modelagem Computacional, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Modelagem Computacional (PPGMC), e o VIII SEMENGO – Seminário e Workshop em Engenharia Oceânica, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Oceânica (PPGEO), serão realizados nos dias 22, 23 e 24 de outubro de 2018 na Universidade Federal do Rio Grande – FURG, na cidade de Rio Grande – Rio Grande do Sul – Brasil.

O MCSul, com periodicidade bianual, é um congresso de caráter multidisciplinar que reúne pesquisadores das áreas de Computação, Engenharia, Física, Matemática e suas diversas interfaces, através da Modelagem Computacional, envolvendo modelos, algoritmos, ferramentas e tecnologias computacionais para a solução e análise de sistemas complexos.

O SEMENGO, também com periodicidade bianual, é um congresso que reúne pesquisadores e profissionais das áreas de Engenharia Oceânica, Engenharia Civil Costeira e Portuária, Engenharia Mecânica Naval e Energias Renováveis, permitindo a troca de experiências científicas e técnicas.

O 8° MCSul / VIII SEMENGO terá cinco eixos temáticos principais: 1) Mecânica Computacional, 2) Modelagem de Fluidos Geofísicos, 3) Computação Científica e Modelagem Física, Matemática e Estatística, 4) Engenharia Costeira e 5) Engenharia Marítima.

Será aceita a submissão de artigos completos que serão apresentados em Sessões Técnicas. Além disso, Palestras Plenárias serão ministradas por conceituados pesquisadores nacionais e internacionais.

A Comissão Organizadora do 8° MCSul / VIII SEMENGO convida a todos para participarem deste evento conjunto que será um fórum interdisciplinar/multidisciplinar para alunos de graduação e pós-graduação, professores, pesquisadores e profissionais.

Maiores informações podem ser encontradas no sítio eletrônico do evento: https://mcsulsemengo2018.weebly.com/

Tweet all about it – people in parks feel more positive

Veja que pesquisa surpreendentemente interessante: ecólogos urbanos quantificaram que pessoas cujos tuítes foram publicados enquanto elas visitavam áreas verdes tendem a apresentar conteúdos positivos.

twitter

People in parks are more positive, and around areas like major transport hubs more negative, according to our analysis of 2.2 million tweets in Melbourne.

Our research combines social media, such as Twitter, and big data analytics, tied to real time and place, to develop understanding of the well-being benefits of city parks. The analysis shows that tweets in parks contain more positive content (and less negativity) than in built-up areas. For built-up areas in general, negativity is often associated with major transport hubs, perhaps unsurprisingly, and residential areas.

Around the world we are seeking to improve the well-being of people living in cities. One way we do this is by providing public access to natural green spaces such as parks. But how do we assess the benefits and identify which parks, and which elements of a park, best promote well-being?

To date, researchers have examined the well-being benefits of parks using intrusive questionnaires, interviews and physiological tests (e.g. skin conductance, heart rate). We now have technology, including smartphones, apps and social media posts, that we can use to observe these benefits in detail, across very large scales.

Our findings add to the evidence that parks are important for creating smarter, healthier and more liveable cities.

How do we measure well-being in parks?

Hundreds of millions of people around the world use Twitter for updating their family, friends and followers about their daily activities, thoughts and feelings. People sometimes post public tweets that are linked to the location they are sending from. The words in each tweet can be analysed for their emotional content (referred to as sentiment).

Sentiment analysis categorises each word as positive, negative or neutral, to give an overall score for each tweet. We averaged tweets across the parks that they were posted from, to give an overall positivity/negativity score for each park.

On average, tweets by people in parks express more joy, anticipation and trust, and lower levels of anger and fear, compared to tweets by people in built-up areas. Being near parks also reduced negativity, but did not affect positivity.

Do time of day and seasons have an effect?

Each tweet is tagged with the time it’s posted. Tweet sentiment scores can also be averaged across specific periods, such as hour, day or month. Beyond the general positive effects of parks compared to built-up areas, we found some general patterns that show people tend to be influenced by the time they are tweeting.

Across the day, from lunch to the end of the work day, people tended to express less and less positivity, before bouncing back in the evening. This change seems to mirror general schooling and working life – that is, how people experience and recover from their work.

Similarly, there is a general pattern of people being more positive on weekends than weekdays. While this pattern is similar for both parks and built-up areas, parks seem more positive than built-up areas regardless of the day of week.

Across seasons, from warmer months to cooler months, people tended to express more positivity in parks. Positivity seems to improve steadily from May to December, as we move from winter to summer in Australia. In contrast, built-up areas do not seem to show any clear patterns.

Why are people happier in parks?

People might be happier in parks for several reasons. Parks can help them to recover from the stress and mental strain of living in cities, and provide a place to exercise, meet other people, or host special events such as music festivals.

We need to do more research to help us understand the effect of park features. For example, being green with lots of vegetation is likely related to biophilia. And how do the effects differ when parks are used as settings for particular activities?

We know parks are great places, but we are still working out exactly why they’re great. Knowing more about this will help us make even better parks. Making the best use of public open space and green space is really important as more and more people live in cities around the world.

Fonte: https://theconversation.com/tweet-all-about-it-people-in-parks-feel-more-positive-95290?utm_source=twitter&utm_medium=twitterbutton

Madeira superdura supera o aço e iguala titânio (Processing bulk natural wood into a high-performance structural material)

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Supermadeira

Estes engenheiros da Universidade de Maryland, nos EUA, não estão rindo à toa.

Eles descobriram uma maneira de tornar a madeira mais de 10 vezes mais forte e mais resistente, criando uma substância natural que é mais forte do que o aço e até do que muitas ligas de titânio.

A madeira tratada com uma técnica simples em duas etapas é forte e resistente, uma combinação que não é geralmente encontrada na natureza – ela é tão forte como o aço, mas seis vezes mais leve.

É preciso 10 vezes mais energia para fraturar a supermadeira do que a madeira natural original, antes do tratamento – em termos técnicos, ela tem 10 vezes mais tenacidade, que é a resistência à tensão mecânica. Além disso, a madeira em lâminas pode ser dobrada e moldada no início do processo.

“Esta nova maneira de tratar a madeira torna-a 12 vezes mais forte do que a madeira natural e 10 vezes mais dura,” acentuou o professor Liangbing Hu. “Isso pode ser um concorrente para o aço ou até mesmo para ligas de titânio [porque] ela é tão forte e durável [quanto esse metais]. Também é comparável à fibra de carbono, mas muito mais barata.”

Como deixar a madeira superdura

“Nosso processo de duas etapas envolve a remoção parcial da lignina e da hemicelulose da madeira natural através de um processo de ebulição em uma mistura aquosa de NaOH [soda cáustica] e Na2SO3 [sulfito de sódio], seguida de prensagem a quente, levando ao colapso total das paredes celulares e à densificação completa da madeira natural, com as nanofibras de celulose [ficando] altamente alinhadas.

“Demonstramos que esta estratégia é universalmente eficaz para várias espécies de madeira. Nossa madeira processada tem uma força específica maior do que a maioria dos metais e ligas estruturais, tornando-se uma alternativa leve, de alto desempenho e de baixo custo,” explicaram Jianwei Song e seus colegas.

Os testes da supermadeira incluíram disparar sobre ela projéteis semelhantes a balas de armas de fogo. O projétil passou direto através da madeira natural, mas ficou encrustado na madeira tratada – ou seja, é essencialmente uma madeira à prova de balas.

Aplicações da supermadeira

Além de um substituto para o aço e algumas ligas, a madeira superforte poderá também aliviar a pressão para o cultivo e extração de madeiras mais nobres e mais duráveis.

“Madeiras macias, como o pinho ou a balsa, que crescem rapidamente e são mais amigáveis com o meio ambiente, poderão substituir bosques mais lentos, mas mais densos, como a teca, em móveis ou edifícios,” disse Hu.

“Esse tipo de madeira poderia ser usado em carros, aviões, edifícios – qualquer aplicação onde o aço é usado,” finalizou.

BibliografiaProcessing bulk natural wood into a high-performance structural material
Jianwei Song, Chaoji Chen, Shuze Zhu, Mingwei Zhu, Jiaqi Dai, Upamanyu Ray, Yiju Li, Yudi Kuang, Yongfeng Li, Nelson Quispe, Yonggang Yao, Amy Gong, Ulrich H. Leiste, Hugh A. Bruck, J. Y. Zhu, Azhar Vellore, Heng Li, Marilyn L. Minus, Zheng Jia, Ashlie Martini, Teng Li, Liangbing Hu. Nature. Vol.: 554, pages 224-228. DOI: 10.1038/nature25476

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=supermadeira-supera-aco-iguala-titanio#.Wr6MXy7wbZ7