Arquitetos propõem reabertura de rios canalizados de Curitiba

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Poucos curitibanos sabem disso: Mas é possível dar a cidade um potencial turístico até mesmo melhor do que Veneza, na Itália.

Desenterrar os rios da cidade para criar novos espaços de lazer é uma solução urbana amplamente adotada por diversas cidades ao redor do mundo. Em cinco anos a capital da Coreia do Sul ressuscitou seu principal rio, o Cheonggyecheon, que estava enterrado sobre ruas expressas e viadutos, devolvendo à cidade uma área verde, mais silêncio e parte de sua história. Milão segue o mesmo caminho: há pouco tempo o prefeito da cidade italiana Giuseppe Sala propôs reabrir os canais navegáveis do bairro de Navigli.

E agora o escritório de arquitetura curitibano Solo Arquitetos sugere que Curitiba se junte ao movimento, reabrindo trechos canalizados dos rios Belém e Ivo, no Centro da cidade. O projeto foi feito para a Exposição Arquitetura para Curitiba 2017, que reúne várias propostas para repensar a cidade.

“A cidade pode trilhar outros caminhos. Os espaços podem ser ocupados de formas diferentes”, explicam os arquitetos envolvidos no projeto. “Os rios são vistos como problema, mas enxergamos na descanalização a chance de retomarmos a relação do cidadão com o rio, trazendo mais vitalidade para a área degradada do centro.”

Assinam o projeto os arquitetos Arthur Felipe Brizola, Gabriel Zem Schneider, João Gabriel Cordeiro Küster e Thiago Augustus Prenholato Alves, em conjunto com os estudantes Eduardo Sanches Salsamendi, Mariana Resende Sutil de Oliveira, Kauana Perdigão, Lucas Holmes, Paola Bucci Leal, Nágila Fernanda Hachmann, Larissa Angela Pereira da Silva, Jessica Tiemi Ouchi, Rafael Santos Ferraz, Franco Luiz Faust e Lucas Aguillera.

Os arquitetos frisam que ainda são necessários estudos técnicos complementares para a possível implementação da redescoberta dos rios de Curitiba, mas apontam que nos trechos escolhidos poderiam ser instaladas áreas de natação, canoagem, quadras poliesportivas, pista de skate, palco, jardins e arquibancadas.

O rio Belém é o mais emblemático de Curitiba. Não só por sua importância histórica no surgimento da cidade, mas também por se tratar de um rio estritamente urbano, com nascente e foz dentro do perímetro da cidade. E o Ivo é um importante tributário do primeiro, cruzando regiões cruciais da cidade.

Os arquitetos apontam pelo menos seis maneiras diferentes de interação do rio com o resto da cidade, que podem coexistir ao longo do Centro, que pode ser com escadas de acesso, modo arquibancada, apenas com vegetação ciliar e modelos híbridos, como mostra a figura abaixo.

MODOS DE PASSEIO

Modo do passeio

Os trechos estudados para reabertura dos rios Belém e Ivo ficam na Avenida Mariano Torres e Avenida Vicente Machado. Ambos encontram-se extremamente poluídos, de acordo com avaliação do IAP – Instituto Ambiental do Paraná. Por isso, antes mesmo de desenterrar os rios, a despoluição de ambos teria de ser planejada.

Via Gazeta do Povo / Haus. 

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/876303/arquitetos-propoem-reabertura-de-rios-canalizados-de-curitiba?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil

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20 cidades com o metro quadrado mais caro do mundo

A Revista de negócios e economia Forbes, de origem americana (https://www.forbes.com/) publicou no último dia 07 de março a matéria que relata sobre as 20 cidades com o metro quadrado mais caro do mundo.

Se você tem US$ 1 milhão e está procurando uma casa luxuosa, informações da imobiliária londrina Knight Frank mostram onde estão localizadas as propriedades com o m² mais caro do mundo.

Para quem tem dinheiro suficiente para investir em uma incrível residência de luxo, uma das primeiras considerações será, provavelmente, onde comprar o imóvel. A localização é tudo, mas influencia diretamente a quantidade de espaço que você pode ter. As pessoas com intenção de morar em Mônaco, por exemplo, terão que fazer um esforço maior. Lá, US$ 1 milhão dá direito a um espaço com módicos 17 m². Alternativas mais espaçosas podem ser encontradas em Tóquio (91 m²), Melbourne (110 m²) e até na Cidade do Cabo (209 m²).

Veja na galeria de fotos quantos metros quadrados de uma propriedade de luxo é possível comprar em diferentes locais do mundo com US$ 1 milhão:

20°) Cidade do Cabo, África do Sul: 209 m² 

  • 19°) São Paulo, Brasil: 176 m²

  • 18°) Dubai, Emirados Árabes: 162 m²

  • 17°) Melbourne, Austrália: 110 m²

  • 16°) Istambul, Turquia: 102 m²

  • 15°) Mumbai, Índia: 99 m²

  • 14°) Tóquio, Japão: 91 m²

  • 13°) Berlim, Alemanha: 87 m²

  • 12°) Miami, Estados Unidos: 79 m²

  • 11°) Los Angeles, Estados Unidos: 61 m²

  • 10°) Sydney, Austrália: 59 m²

  • 9°) Pequim, China: 58 m²

  • 8°) Paris, França: 55 m²

  • 7°) Xangai, China: 46 m²

  • 6°) Cingapura: 43 m²

  • 5°) Genebra, Suíça: 42 m²

  • 4°) Londres, Inglaterra: 30 m²

  • 3°) Nova York, Estados Unidos: 26 m²

  • 2°) Hong Kong. China: 20 m²

  • 1°) Monaco: 17 m²

  • Fonte: http://www.forbes.com.br/listas/2017/03/20-cidades-com-o-metro-quadrado-mais-caro-do-mundo/#foto20

As melhores e piores 100 grandes cidades do Brasil

Dentro da série que aborda o cotidiano / cidades, no dia 09 de março de 2017 publicamos Ranking das cidades mais congestionadas do Brasil e do mundo (https://blogdoprofessorfred.wordpress.com/2017/03/09/ranking-das-cidades-mais-congestionadas-do-brasil-e-do-mundo/).

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Hoje falaremos, assim como sugere o título, das melhores e piores 100 grandes cidades do Brasil, matéria publicada na Revista Exame e atualizada ontem, dia 13 de março.

Com pouco mais de 400 mil habitantes, a cidade de Maringá (PR) foi eleita a primeira na lista das melhores grandes cidades do Brasil, segundo estudo da consultoria Macroplan.

Para chegar a esta conclusão, a consultoria analisou os municípios com mais de 266 mil habitantes em 16 indicadores divididos em quatro áreas distintas: saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade. Os pesos dos indicadores e das áreas que compõem o índice foram divididos da seguinte forma: 35,3% para educação e cultura; 35,3% para saúde; 20,6% para infraestrutura e sustentabilidade e 8,8% para segurança.

O ranking foi formado por um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1, melhor é a condição de vida no local. 

Na área de saúde, por exemplo, Maringá ficou na 5ª posição entre as 100, com um índice de 0,686. O que, segundo a análise da Macroplan, significa que a cidade tem elevada cobertura de atendimento básico, baixa taxa de mortalidade infantil e elevada proporção de bebês nascidos vivos.

De acordo com Gláucio Neves, diretor da consultoria, Maringá sempre se destacou em gestão pública. “A primeira posição no ranking não foi uma surpresa. Afinal, a cidade tem indicadores muito equilibrados em quase todos os setores”, diz.

Quando o assunto é segurança, no entanto, a cidade deixa a desejar: nessa área, Maringá aparece em 39º lugar entre os 100 maiores municípios do país.

Por lá, segundo o levantamento da Macroplan, a proporção de assassinatos a cada grupo de 100 mil pessoas, por exemplo, é maior do que na cidade de São Paulo, que concentra mais de 12 milhões de habitantes.

Em 2015 – dados mais recentes disponíveis -, a prefeitura de Maringá desembolsou cerca de R$ 37 com segurança pública por pessoa. Para se ter ideia da disparidade, a cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo, e que também abriga 400 mil moradores, teve investimento per capita de R$ 96.

Para Neves, diretor da Macroplan, os principais desafios das gestões municipais se resumem em três esferas centrais: aumento da produtividade dos gastos públicos (produzir mais com os mesmos recursos), priorizar os projetos no setor de educação e ter uma governança compartilhada com a sociedade.

“Em períodos de crise é preciso forçar uma reflexão”, afirma. “Essa combinação de fatores torna uma cidade mais eficiente e com serviços melhores para a população. Os prefeitos precisam inovar e buscar formas alternativas de gestão”.

As 100 MAIORES CIDADES

Juntas, de acordo com o levantamento da Macroplan, as cem cidades mais populosas do Brasil representam 39% da população brasileira, produzem 50% do PIB (Produto Interno Bruto) e respondem por 54% dos empregos formais do país.

A região Sudeste é a que concentra a maior parte delas: 49 municípios, sendo 8 deles entre os dez melhores ranqueados. Veja o mapa no fim da reportagem.

Ananindeua (PA), Belford Roxo (RJ) e Macapá (AP), por outro lado, estampam os piores resultados entre as 100 maiores.

Ananindeua, que aparece na 100ª posição no ranking da consultoria, ficou nas últimas posições em todas as quatro áreas analisadas: 96ª em educação, 64ª em saúde, 99ª em infraestrutura e sustentabilidade e 100ª em segurança.

A reportagem de EXAME.com não conseguiu contato com a Prefeitura Municipal de Ananindeua.  Para Gláucio Neves, diretor do estudo, o resultado negativo pode ser explicado pelo baixo capital da cidade, que reduz o poder de gestão.

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SOBE E DESCE

Nos últimos dez anos (2005-2010), três cidades sofreram queda abrupta no ranking desenvolvido pela Macroplan. Feira de Santana, na Bahia, por exemplo, caiu 50 posições ao longo da década. Gravataí, no Rio Grande do Sul, perdeu 32, e São Luís, no Maranhão, 27.

Em contrapartida, no mesmo período, Petrolina, em Pernambuco, ganhou 46 posições. Hoje aparece no 45º lugar, com índice de 0,615. Já Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, cresceu 30 posições, e Campina Grande, na Paraíba, 24.

Utilize a fonte abaixo e veja quais são as melhores e piores 100 grandes cidades do Brasil.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/o-ranking-do-servico-publico-nas-100-maiores-cidades-do-brasil/