Sacolinha de amido de mandioca se dissolve na água quente evitando poluição

I am not a plastic

Plásticos, plásticos, plásticos.

O mundo está sufocado por plásticos.

Digitem plásticos no google e encontrarão próximo de 4 milhões de referencias. Digitem sacolas plástica e meio ambiente que esse número se aproxima de 500 mil referencias. Os microplásticos já chegaram nos dois pólos extremos da Terra e contaminam os oceanos (alguns pesquisadores consideram que o tamanho máximo do microplástico é de 1 milímetro, enquanto outros adotam a medida de 5 milímetros. O grande problema é que a grande quantidade de plástico nos oceanos, o microplástico altera a composição de certas partes dos oceanos, prejudicando o ecossistema da região e consequentemente a saúde humana).

Razão pela qual replico e compartilho uma solução “pé no chão” e fruto de uma cultura nossa, sem importação: sacolas ‘plásticas’ de amido de mandioca.

Eu não sou de plástico”, é assim que a sacolinha de amido de mandioca se apresenta. Desenvolvida pela Avani Eco, empresa de Bali, na Indonésia, ela é totalmente biodegradável, pode ser reciclada como papel e dissolve na água.

Por não ser tóxica, a sacola desaparece com um simples copo de água quente e depois pode até ser bebida. Além de contribuir para a diminuição da produção de produtos plásticos, o objeto não-tóxico também ajuda no consumo racional de água. A invenção é resultado do trabalho do biólogo Kevin Kumala.

O preço sugerido para comercialização é de R$ 1, por volta de 405 rupias indonésias. Mas para ser vendida é necessário que os pedidos atinjam a marca de pelo menos 5 mil unidades.

Para especialistas os debates sobre o uso do plástico serão os grandes protagonistas da primeira metade do século 21. Atingindo níveis preocupantes, o item está sendo banido em países europeus e também no Brasil. Recentemente o McDonald’s anunciou a substituição do canudinho de plástico pelo de papel em todas as unidades britânicas. No Rio de Janeiro uma lei prevê o banimento dos canudos em bares da capital fluminense.

Triste mesmo é saber que uma cultura nossa é muito mais valorizada e pesquisada em outros países do que a sua região mãe.

Fonte (para a parte em itálico): https://www.hypeness.com.br/2018/06/sacolinha-de-amido-de-mandioca-se-dissolve-na-agua-quente-evitando-poluicao/

Fonte (imagem): http://www.dive-damai.com/i-am-not-plastic/

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METABOLISMO URBANO, INFRAESTRUTURAS VERDES E MICROCLIMAS DE RONDONÓPOLIS (MT) – URBAN METABOLISM, GREEN INFRASTRUCTURES MICROCLIMATES OF RONDONÓPOLIS (Brazil)

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Tenho a alegria de poder divulgar o encontro, cujas informações podem ser encontradas abaixo:

Evento Científico organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso em parceria com a Universidade de Reading-UK (http://www.reading.ac.uk/)

 Local: Anfiteatro da Universidade Federal de Mato Grosso – Campus de Rondonópolis

MESAS REDONDAS

 Dia 11/07/2018 às 19:30 hs

O Papel da Pesquisa Científica na Produção de Cidades Mais Sustentáveis

The Role of Scientific Research in the Production of Sustainable Cities

Palestrantes: Daniela Perroti – Reading-UK, Zhiwen Luo – Reading-UK; Jeater Santos – PPGEO/UFMT, Fábio Angeoletto – PPGEO/UFMT, Normandes Mattos – PPTEC; Ornela Iourio – Leeds-UK e Eugene Mohareb – Reading-UK 

Dia 12/07/2018 AS 19:30 hs

O Papel da Gestão Pública na Qualidade Ambiental de Rondonópolis-MT

             The Role of Public Management in the Environmental Quality of Rondonópolis-MT

Palestrantes: José Carlos Junqueira – Prefeito de Rondonópolis-MT, Nivea Calzolari – Secretária Municipal de Infraestrura, João Bohrer – Secretário Municipal de Meio Ambiente; Marco A. Souza –Ms em Geografia pelo PPGEO; Deleon S. Leandro –  Mestre em Geografia pelo PPGEO;

Apoio Institucional:

Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT – Brasil

University of Reading – UK (http://www.reading.ac.uk/)

University of Leeds – UK (https://www.leeds.ac.uk/)

Ministério Público Estadual de Mato Grosso

Juizado Volante Ambiental de Mato Grosso – JUVAM

Prefeitura Municipal de Rondonópolis

Qual o impacto da primeira Rua Completa em São Paulo?

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Primeiro necessitamos buscar entender o conceito do que significa RUA COMPLETA de alguma área urbana. Essa é a palavra chave que deve balizar essa leitura.

O conceito de Ruas Completas ganhou visibilidade nos últimos anos e chegou ao Brasil trazendo a visão de que ruas devem ser planejadas, projetadas, operadas e mantidas para permitir deslocamentos seguros, convenientes e confortáveis para todos os usuários, independente de sua idade, habilidades ou meio de transporte.

Dentro do programa da Rede Nacional para a Mobilidade de Baixo Carbono , a cidade de São Paulo foi a primeira das onze cidades a receber um projeto de Rua Completa na Rua Joel Carlos Borges. A intervenção é fruto da parceria entre WRI Brasil e Frente Nacional de Prefeitos (FNP), com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS), e teve início em 2014 com o lançamento do Concurso 3 Estações, organizado pelo WRI Brasil em parceria com o USP Cidades, que convidou arquitetos e urbanistas a desenvolverem ideias para qualificar o entorno de três estações de trem de São Paulo: Berrini, Vila Olímpia e Santo Amaro. A proposta vencedora para o entorno da Berrini foi desenvolvida pela Urb-i e parte dela foi implementada em 2017 como parte do programa, que visa disseminar boas práticas em mobilidade urbana.

A primeira fase do projeto de intervenção contemplou o redesenho da via para aumentar a segurança de quem caminha: o espaço destinado para a circulação de pedestres foi ampliado através da pintura de faixas verdes no leito carroçável e contou com a instalação de balizadores, sinalização e redução do limite máximo de velocidade dos veículos motorizados.

Dado o caráter inédito da iniciativa de Rua Completa em São Paulo, foram coletados diversos dados do antes e depois da intervenção para avaliação do impacto das ações implementadas e definição de diretrizes de projeto para futuras ações na Rua Joel Carlos Borges e em outras vias a serem requalificadas pelo Brasil dentro do programa. Em abril de 2014, foi realizado um levantamento de dados base da Rua Joel Carlos Borges e da Rua Sansão Alves dos Santos (entorno próximo) e, após a implementação parcial do projeto em 2017, a Cidade Ativa foi convidada a elaborar uma nova pesquisa. Foram realizadas medições de fluxo de pedestres e veículos, mapeamento das atividades de permanência de pedestres (que revela como os usuários se apropriam do espaço) e avaliação de critérios sensoriais relativos à experiência do pedestre.

A comparação dos dados base com os atuais permite compreender, de maneira geral, se a intervenção teve algum impacto no fluxo de pedestres e veículos. Os gráficos com a comparação entre esses dois cenários revelam que não houveram grandes mudanças nos fluxos da Rua Joel Carlos Borges, mantendo-se uma proporção bem maior de pedestres em relação a veículos, cerca de 20 vezes.

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/896600/qual-o-impacto-da-primeira-rua-completa-em-sao-paulo?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil&kth=830,995

 

NOSSA JUVENTUDE

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Hoje o Blog abre espaço para o relato do professor e amigo Ricardo Mariz, da Esquina do Pensamento. Ele é leitor do meu blog e eu, ouvinte do vlog dele. Vale a pena refletir sobre esse tema e números que ele trás sobre a nossa juventude.

E a nossa juventude? Vamos prosear um pouco sobre esse assunto? (https://www.youtube.com/watch?v=R_QV3suy8Pw)

Na Esquina do Pensamento de hoje quero conversar com você sobre a nossa juventude. Parece-me que podemos enveredar, pelo menos, por dois caminhos nessa prosa. Conversar da nossa fase da juventude, ou seja, da juventude que mora em nós e conversar sobre a juventude atual.

Sobre o primeiro rumo possível dessa prosa, lembro-me de uma conversa que tive um amigo no mês passado. Recordávamos os fatos que cercaram o assassinato do Padre Josimo Tavares, ligado à Comissão Pastoral da Terra, que atuava na região do Bico do Papagaio. Isso aconteceu em 1986 e foi marcante para nossa formação da juventude. No final da semana passada, conheci um professor de São Paulo que também comentava sobre as suas experiências da juventude e como elas se fazem presentes no seu dia-a-dia, na forma que ele percebe sua docência e seus compromissos. Na juventude, além de viver o que temos para viver, vamos de alguma forma moldando um jeito de viver a vida, quando adultos.

Isso me remete ao outro rumo dessa prosa. A nossa juventude de hoje. Nos últimos dias formam divulgados os dados do IPEA sobre o Atlas da Violência. Nos últimos 10 anos nós assassinamos no Brasil 324.967 jovens. Sobre esses jovens aniquilamos literalmente as possibilidades de futuro. Fazendo um cálculo com médias, assassinamos 32.497 jovens por ano no Brasil, 2.708 jovens por mês e 90 jovens por dia. Ou seja, hoje o país irá assassinar aproximadamente 90 dos seus jovens. Vale a pena acessar o relatório do Atlas (http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=33410:atlas-da-violencia-2018&catid=406:relatorio-institucional&directory=1). Nele você irá verificar que esses assassinatos têm cara, cor, gênero e endereço.

Quando unimos esses dados com algumas informações apresentadas pelo MEC em março deste ano, verificamos que estamos construindo uma espécie de bomba relógio: segundo o MEC, 791 mil jovens foram reprovados ou abandonaram a escola da primeira para segunda série no final de 2016. Possivelmente parte desses jovens também não foram absolvidos pelo mercado e, mais grave ainda, parte deles já estão compondo a lista dos 90 assassinados em média por dia.

Vamos ter uma conversa aqui entre adultos e adultas: o que nós estamos fazendo? Que oportunidades estamos construindo para jovens e como os jovens conseguem experimentar a juventude, como uma oportunidade de intervenção efetiva na sociedade e como um passo importante da sua formação da vida adulta.

Numa outra ponta dessa preocupação convivemos com um número crescente de suicídios de jovens que estão nas escolas ou nas universidades.  Que mensagens ou apelos moram nesses fatos?

Olha, todos nós temos vários desafios cotidianos. Em alguns momentos ficar em pé na roda da vida já parece muito, mas precisamos escutar as mensagens do nosso tempo e essas mensagens não estão possivelmente entre as dezenas que você recebe no seu celular, ao menos não estão ali, objetivamente colocadas. Nós não podemos resolver, mas podemos fazer muita coisa.

Lembro-me de uma história do galo que acordava cedo, cantava e o sol nascia. Com o tempo ele passou a acreditar que o canto dele fazia o sol nascer. Num dia ele acabou acordando mais tarde e verificou que o sol já havia nascido. Uma grande decepção! Resolveu não cantar mais. Se o canto dele não fazia o sol nascer, não valeria a pena cantar. O galo depressivo, não queria fazer nada. Depois de muita terapia, alguma medicação, o galo foi se dando conta que o canto dele não fazia o sol nascer, mas ficava mais bonito quando o sol nascia ladeado pelo seu canto. Pois bem, nós não fazemos o sol nascer. Nós não podemos tudo, mas podemos muito. A juventude que mora dentro de cada um de nós e a juventude do nosso país merece nada menos do que o melhor de cada um de nós.

Abração e até a próxima Esquina.

25 razões para estudar fora do Brasil

25 motivos

Eu tinha 16 anos quando decidi verificar se, de fato, esse planeta terra era ou não uma “grande tribo” e resolvi pegar estrada. Não me arrependo de nenhuma viagem feita ou dos possíveis percalços que encontrei. Todos eles serviram para o meu processo formativo. Para compor o meu curriculo cultural.

Morar fora é um experiência que transforma a vida pessoal e profissional de qualquer pessoa. Ao contrário de uma viagem de curta duração, é uma oportunidade para conhecer realmente o destino e muitas pessoas diferentes, que podem acabar transformando-se em laços para toda a vida.

Mas a mudança mais importante está no crescimento pessoal. O amadurecimento é inevitável: as pessoas que passam por vivências como essa ganham independência e autoconfiança. Ao se encontrar sozinho em um ambiente completamente novo, o aluno é obrigado a assumir todas as responsabilidades e resolver qualquer situação ao estudar fora. A experiência, é claro, também fica muito bem no currículo, e pode ajudar na busca por bons empregos.

Veja um levantamento do site de educação superior TopUniversities com 25 razões para estudar fora:

1) Incrementar o currículoÉ muito vantajoso poder explorar um país enquanto ganha habilidades internacionais para conseguir um bom emprego depois dos estudos.

2) Melhorar o idiomaA viagem é uma excelente oportunidade para aprimorar ou aprender um idioma.

3) Viver em um país estrangeiro é completamente diferente de passar as fériasAo contrário de uma viagem de curta duração, você terá a oportunidade de conhecer, de verdade, o destino, adquirindo conhecimentos locais, como onde encontrar o melhor café, como fugir de lugares lotados de turistas e como aproveitar melhor a cidade.

4) Conhecer uma grande variedade de pessoasVocê vai conhecer um número grande de pessoas diferentes, o que fará bem às suas habilidades sociais – um aspecto muito importante para a carreira.

5) Fazer amigos para toda a vidaVocê pode até não gostar de todos que vai conhecer, mas é muito provável que mantenha laços com alguém pelo resto da vida depois de voltar. Esta é uma excelente oportunidade para conhecer pessoas incríveis, e que não fariam parte da sua vida se você não estudasse fora.

6) Descobrir novas comidasVocê vai se surpreender com as cozinhas locais e com a quantidade de comidas diferentes que terá a oportunidade de experimentar.

7) Estudar e aprender de maneira diferente : Aqueles que estudam fora, muitas vezes, vivenciam uma experiência de aprendizagem completamente diferente. Isso pode ser desafiador, mas, com certeza, abre a mente para novas formas de adquirir conhecimento.

8) Ganhar independênciaVocê se tornará uma pessoa muito mais independente, pois terá muitas responsabilidades e situações para resolver sozinho. Pode ser difícil, mas é um processo muito importante para o crescimento pessoal.

9) Adquirir autoconfiançaMorar fora é o maior teste de autoconfiança pelo qual alguém pode passar. Quando você retornar, é provável que dependa menos dos outros e assuma mais responsabilidades.

10) Expandir o conhecimento sobre diferentes culturasUm dos melhores ganhos da viagem será o conhecimento de culturas diferentes da sua, o que acabará transformando a sua visão e compreensão do mundo.

11) Ver sua própria cultura com outros olhosÉ muito fácil aceitar a sua cultura como absoluta, mas morar em outro país pode ajudá-lo a mudar o seu ponto de vista sobre ela, permitindo que você forme sua própria opinião em vez de aceitar o que é definido de acordo com o seu lugar de origem.

12) Aprender mais sobre si mesmoEntrar em um ambiente completamente novo ajuda a descobrir mais sobre a sua personalidade, desejos e talentos.

13) Tornar-se adultoO amadurecimento é inevitável. Você será responsável por si mesmo, terá de comprar as suas próprias refeições e lavar roupa. Mas todo o esforço valerá a pena.

14) Ganhar experiência de vidaUma das principais razões para estudar fora é adquirir experiência de vida. Você aprenderá a organizar a sua vida e a colocá-la em uma mala de viagem, a lidar com situações inesperadas e a ser independente.

15) Ser espontâneo e aventureiroQuando você está a milhares de quilômetros de casa, a espontaneidade e o espírito aventureiro são seus melhores amigos. Abra a sua mente para novas experiências e a diversão será garantida.

16) Aprender a valorizar as pequenas coisasEstudar fora significa, normalmente, possuir menos do que um estudante comum, e estar longe de casa pode levá-lo a sentir falta dos confortos familiares que você não valorizava. Por isso, você provavelmente começará a apreciar tudo com mais intensidade, desde a comida preparada pelos seus pais a ter mais de dois pares de sapato para usar.

17) Ganhar uma mentalidade globalSeja na vida profissional ou social, você estará apto a usar a sua mentalidade global para sustentar argumentos, informar crenças e conduzir seu futuro.

18) Desfrutar dos descontosMuitos lugares, como museus e lojas, oferecem descontos para estudantes internacionais.

19) Lembrar para sempreMesmo que seus amigos e familiares se cansem de ouvir sobre a sua viagem, a experiência ficará na sua memória a vida toda.

20) Apreciar mais a sua casa e famíliaQualquer memória de brigas ou discussões desaparecerá para dar lugar às lembranças do quanto a sua família é incrível. Quando você retornar, o relacionamento com os seus familiares estará muito mais forte.

21) Não é tão difícil quanto pareceEstudar fora está mais fácil à medida que aumenta o número de instituições e órgãos do governo que oferecem bolsas de estudo para estudantes internacionais. É só fazer uma boa pesquisa.

22) O investimento compensaÉ claro que isso depende de onde você pretende estudar, mas é possível estudar em muitas instituições de prestígio na Europa, Ásia e América Latina por um bom preço.

23) Usar seu tempo livre para explorarAproveite o tempo entre as aulas e sessões de estudo para explorar a cidade, outras regiões do país e, até mesmo, países vizinhos. Não deixe de conhecer os pontos turísticos, experimentar novas comidas e visitar feiras locais.

24) Aumentar a possibilidade de conseguir um emprego em outro paísMuitos estudantes escolhem ficar no destino depois do curso para conseguir um emprego. Mesmo para aqueles que decidem voltar para casa, a experiência internacional será muito bem vista pelos recrutadores.

25) Mudar é importanteMudanças e novas experiências são o que fazem a vida valer a pena. Portanto, não tenha medo de arriscar: estude fora.

Fonte da matéria: https://a.msn.com/r/2/AAvYv8J?m=pt-br&a=1

Fonte da imagem: https://www.google.com.br/search?q=25+raz%C3%B5es+para+estudar+fora+do+Brasil&rlz=1C1ASUT_pt-BRBR492BR492&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwi74ojj4M7bAhWDgJAKHXWODVUQ_AUIDSgE&biw=1366&bih=588#imgrc=2UdeDXS_SJm6bM:

‘Enigma do trem’ fará você questionar a racionalidade de suas decisões

A BBC (British Broadcasting Corporation) em língua portuguesa  (https://www.bbc.com/portuguese) veio com essa maravilhosa “pérola” do qual compartilho. Aos meus olhos, um dos melhores post já compartilhado. Trata-se de um clássico dilema entre a filosofia e a sociologia mas que pode (e deve) ser aplicada em diferentes áreas.

trem

A situação é a complicada: um trem avança sem freios e está prestes a atropelar cinco pessoas que estão sobre a linha férrea. Você está ao lado da estrada, em frente a uma alavanca que, caso seja puxada, consegue desviar o trajeto da composição. No entanto, se você acionar o equipamento, o trem vai atropelar outra pessoa na linha ao lado.

Você tem dez segundos para tomar uma decisão. Se não fizer nada, cinco pessoas morrem. Se você puxar a alavanca, elas serão salvas, mas, como consequência, outra pessoa vai morrer. O que fazer?

Esse experimento, conhecido como “o dilema do trem”, é um cenário clássico entre filósofos e sociólogos – ele é usado para estudar o modo como tomamos decisões e para confrontar diferentes perspectivas sobre uma mesma situação.

Conflito ético

Por um lado, há quem acredite que o correto seria causar o menor dano possível, ou seja, a melhor opção seria puxar a alavanca para salvar mais vidas, mesmo que uma pessoa acabe morrendo.

Do outro lado, alguns argumentam que seria imoral intervir na situação, causando um dano que não ocorreria sem a interferência, mesmo que as intenções sejam boas.

A espiral de perguntas poderia ser infinita: salvar cinco pessoas é melhor que salvar apenas uma? É correto salvar cinco pessoas, mas matar uma que não estava correndo risco? Quem escolheu não puxar a alavanca, mudaria de opinião se fossem 100 pessoas a morrer e não apenas cinco?

Na prática

“Esse dilema é sobre o bem-estar do indivíduo em contraponto ao bem-estar de um grupo”, diz o sociólogo Dries Bostyn, da Universidade de Gante, na Bélgica.

Bostyn liderou uma equipe de pesquisadores que tentou aplicar na prática o dilema hipotético. Eles usaram um caso diferente, mas que segue a mesma lógica.

Para seu experimento, Bostyn reuniu um grupo de 300 voluntários que se dispuseram a enfrentar o problema.

Ele perguntou para uma parte deles: em uma jaula há cinco ratos e em outra apenas um. Com uma contagem regressiva de 20 segundos, caso o voluntário não faça nada, os cinco ratos vão sofrer um choque elétrico que causará dor. Se antes do tempo acabar, a pessoa apertar um botão, apenas um rato, que está em outra jaula, levará o choque.

Segundo o sociólogo, 66% dos voluntários disseram que apertariam o botão para que o rato solitário recebesse o choque, o que evitaria que o grupo de cinco sofresse. Outros 34% disseram que não fariam nada e, consequentemente, os cinco ratos receberiam a descarga.

Depois, os pesquisadores colocaram outro grupo de voluntários diante da situação real. O resultado foi divergente. Eles ficaram diante da gaiola com cinco roedores e da outra, com apenas um.

Entre as caixas, havia o botão para aplicar o choque (na realidade, ele não produzia choque elétrico de fato, mas os participantes foram levados a acreditar que sim). O cronômetro começava a avançar e as pessoas tinham que decidir o que fazer, rapidamente.

Neste caso, 84% dos voluntários apertaram o botão para salvar os cinco ratos. Somente 16% não fizeram nada para evitar o possível efeito – resultado diferente de quando o teste é aplicado apenas na teoria.

Mudança

Para Bostyn, esse resultado sugere que “o que as pessoas pensam não corresponde ao o que elas fazem na prática”.

Um dos resultados mais interessantes do teste, segundo os pesquisadores, foi o sentimento contraditório experimentado pelos participantes.

“Foi fascinante ver as pessoas que acharam ter tomado uma boa decisão e depois pediram desculpas por sua escolha’, diz Bostyn. “É uma questão muito interessante para estudar no futuro.”

O experimento de Bostyn ainda tem várias limitações, pois é difícil comparar a morte de um rato com a de um ser humano.

No futuro, o pesquisador pretende fazer um teste em que a mesma pessoa responde ao caso hipotético e, depois, é submetida à experiência real.

Voltando ao trem, você mudou de opinião?

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-44148808

A lei da física que controla discretamente sua vida – e pode ajudar a melhorá-la

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Por que um cacto tem a forma ideal para viver em um habitat sem água? Por que muitos rios formam curvas ao avançar rumo à sua foz?

Há uma teoria da física que explica isso. Na verdade, não só isso, mas também o comportamento de qualquer coisa em movimento, seja inanimada ou animada.

Trata-se de uma lei da física bem recente e ainda pouco conhecida pelo público em geral: chama-se Lei Constructal e foi formulada em 1996 por Adrian Bejan, professor de Engenharia Mecânica da Universidade Duke, nos Estados Unidos.

Bejan quis torná-la o mais acessível possível para as massas em seu livro A Física da Vida: A evolução de tudo, publicado em 2016. Mas como ela pode explicar praticamente tudo?

Tudo flui sob o mesmo princípio

A essência da teoria é que todo processo em movimento, seja de um ser vivo, como uma planta, ou algo mais intangível ou inanimado, como uma rota migratória ou a comunicação entre computadores, avança rumo a uma maior eficácia.

Esse avanço gera mudanças morfológicas e ajustes que respondem ao mesmo princípio de otimização, da evolução rumo a algo melhor. E isso, segundo escreveu Bejan em seu livro, se aplica a fluxos tão díspares como o “trânsito de uma cidade, o transporte de oxigênio dos pulmões e a fluidez dos pensamentos na arquitetura do cérebro”.

Bejan diz que toda a natureza é formada por sistemas de fluxo que mudam e evoluem com o tempo para se tornarem melhores. Assim, segundo a Lei Constructal, a tendência é sempre a uma fluidez mais fácil e, com o tempo, os fluxos se tornam maiores. E, quanto maiores o fluxos, mais inerentemente eficazes eles se tornam.

Lei ou teoria?

Na física, há muitas teorias, tantas quantas a mente puder imaginar, mas poucas leis. Uma lei deve explicar ou resumir um fenômeno universal, como as leis da dinâmica de Newton. Além disso, segundo o engenheiro, uma lei deveria ser “obedecida” por qualquer sistema imaginável: corpos, rios, máquinas.

Por sua vez, as teorias são previsões sobre como algo deve se dar e estão baseadas em uma lei. Para Bejan, a Lei Constructal explica o funcionamento de qualquer sistema dinâmico e é o motor de campos tão distintos como a evolução, a engenharia e o design.

O engenheiro se inspirou para concebê-la enquanto desenhava um sistema de refrigeração de computadores portáteis: ele se deu conta que as canalizações se ramificavam como se fossem árvores e, a partir daí, nasceu o conceito de sua lei.

Agora, sua proposta está ganhando grande aceitação nos círculos científicos e, segundo disse Bejan em entrevistas, até o momento não foi refutada por publicações especializadas.

Ele acaba de receber a prestigiosa medalha Benjamin Franklin, em parte por sua “teoria constructal, que prevê o design natural e sua evolução nos sistemas engenharia, científicos e sociais”. Segundo o engenheiro, entender melhor essa lei pode nos ajudar a antecipar mudanças, por exemplo, em dinâmicas sociais, nos governos ou na economia.

E como pode melhorar sua vida?

Se uma dinâmica se torna mais eficaz quanto mais fluida e livre for, então, a moral para nossas vidas bem que poderia ser “não pare”.

Bejan, que nasceu e cresceu na Romênia sob um governo comunista, diz que sua Lei Constructal, se aplicada de maneira prática ao nosso dia a dia e ao nosso trabalho, sugere que quanto mais livres, flexíveis e dinâmicos nos tornamos, mais eficazes somos. Da mesma forma, a inação interromperia esse fluxo e deteria o processo de optimização natural.

Segundo disse Bejan há alguns anos à revista Forbes, sua teoria tem incontáveis aplicações, “porque coloca o design biológico e a evolução dentro do campo da física, junto a tudo mais até agora existia sob o guarda-chuva da ‘ciência dura’: a economia, as dinâmicas sociais, os negócios e o governo”.

Uma das frases que ele mais gosta de repetir em conversas e entrevistas, também recorrente em seus livros, é que “a liberdade é boa para o design”. Assim, a mensagem que ele passa é que devemos fluir mais e melhor para nos tornarmos melhores.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-44062700