Curitiba (PR) libera cultivo de hortas nas calçadas e vai regulamentar a prática

Hortas urbanas

Eis mais uma boa notícia dentro do caos urbano: Produção de comida em áreas urbanas. Umas das maiores temáticas e linhas de pesquisas do mundo, para os dias atuais!

Meus alunos sabem que precisamos, desesperadamente, produzir: biomassa, proteína vegetal, fibras e madeira. Onde, para isso, pouco importando o local.

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, recebeu nesta semana os responsáveis pela horta cultivada no bairro Cristo Rei e pelas bananeiras plantadas no bairro Hugo Lange. Os responsáveis haviam sido denunciados por moradores da cidade por cultivar em espaços públicos. Na reunião, o prefeito anunciou que vai criar nova regulamentação, que estimule a agricultura urbana e solucione casos similares, evitando conflitos como os que ocorreram com os três.

“A agricultura urbana é uma tendência mundial, a humanidade tem que se voltar de novo para terra e para o arado”, disse o prefeito. Greca ainda brincou com os participantes. “Se Burle Marx, meu amigo e grande paisagista brasileiro, fosse vivo, ia louvar a ideia de colocar bananeiras, ao invés de roseiras europeias, no jardim.” No encontro, Greca disse que vai suspender as sanções contra os responsáveis, enquanto o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, o Ippuc, está fazendo nova regulamentação para estes tipos de casos.

O Ippuc já constituiu um grupo de estudo para flexibilizar o uso do remanescente de recuo, área onde usualmente fica o canteiro de grama nas calçadas. A atual legislação não prevê o aproveitamento dessas áreas para este fim, o que obriga a fiscalização a penalizar quem cultiva nesses recuos.

Os responsáveis pela horta do Cristo Rei também celebraram o resultado e explicaram ao prefeito que medidas de segurança serão tomadas. “Para evitar a poluição, usamos plantas não comestíveis, que protegem as hortaliças.”

Via CicloVivo.

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/875945/curitiba-libera-cultivo-de-hortas-nas-calcadas-e-vai-regulamentar-a-pratica?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil

Estranho mapa do mundo baseado na produção científica

mapa do blog

Se o mundo fosse mapeado de acordo com quantos trabalhos de investigação científica cada país produz, assumiria uma aparência bizarra e irregular. O norte se ampliaria, enquanto o hemisfério sul praticamente desapareceria.

Nunca, jamais, em época alguma vivemos um caos no segmento da investigação científica. E, como resultado, parados, observamos dois fenômenos: outros países produzirem mais do que o Brasil; e, simultaneamente, a fuga de cientistas para outros países.

O que impulsiona essa desigualdade?

Dinheiro e tecnologia são fatores que influenciam quanto se trata de produzir pesquisas. A média de pesquisa e desenvolvimento – isto é, como uma porcentagem do PIB – foi de 2,4% para os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, composta majoritariamente de nações do hemisfério norte, mas da qual o Chile é membro) em 2009. Em comparação, poucos países em desenvolvimento atingiram 1%.

Sem fundos nacionais suficientes, os pesquisadores gastam uma enorme quantidade de tempo tentando captar recursos e lidar com organizações fora de suas universidades. Isso significa menos tempo para realmente realizar e produzir pesquisas.

Grande exemplo disso é o da neurocientista Suzana Herculano-Houzel. Primeira brasileira a dar uma palestra na Conferência TEDGlobal, ela tem pesquisa publicada na “Science”, uma das principais revistas científicas do mundo, mas corre o risco de ter que parar seus trabalhos no laboratório que chefia no Rio de Janeiro, por falta de recursos.

Quanto a tecnologia, é um problema principalmente na África. Lá, a internet é muito mais lenta e cara, tornando a colaboração entre pesquisadores do continente difícil, enquanto é muito mais simples para cientistas nos EUA, Europa e Ásia.

Muito além do tutu

Valores e práticas também contribuem para os desequilíbrios globais em produção científica. Mencionamos a “Science” ali em cima, não é? Pois essa e outras revistas científicas que preenchem o mapa-múndi bizarro não são neutras: o envolvimento com elas é caracterizado por vários níveis de participação desigual.

Um estudo com quatro revistas de alto impacto mostrou que elas atraíam autores de vários países do mundo, mas seus locais empíricos de investigação eram significativamente localizados na Europa e na América do Norte. Isto sugere que pesquisadores locais usam seus escassos recursos financeiros e técnicos para serem publicados em revistas supostamente internacionais. Além disso, bons cientistas do hemisfério sul estão fazendo pesquisa no norte, longe de suas casas.

Tendo em conta os ambientes de investigação limitados em que os pesquisadores estão inseridos, os recursos de todo o mundo podem ser usados para subsidiar a investigação do norte. Ao mesmo tempo, investigadores do norte que fazem pesquisa em países em desenvolvimento acabam publicando seus resultados nas mesmas revistas, localizadas no lado de cima do globo.

Pesquisa invisível

Há outro problema com este mapa: ele só conta como ciência artigos que são resultado da publicação em revistas científicas, ignorando coisas como monografias e relatórios técnicos e políticos, por exemplo. Além disso, exclui as ciências sociais e outros gêneros da área de humanidades.

Outra categoria de “investigação invisível” do sul é a encomendada pelo governo e realizada por consultores, muitos dos quais são do meio acadêmico. Mesmo quando é publicado, esse tipo de pesquisa muitas vezes não é atribuído aos seus verdadeiros autores.

O acesso é outra questão. As revistas cobiçadas geralmente são caras, e pesquisadores em ambientes com recursos limitados não podem se dar a esse luxo. A situação deve melhorar graças às políticas de acesso aberto sendo atualmente desenvolvidas na União Europeia, no Reino Unido e em outros lugares.

No entanto, se o mundo em desenvolvimento não criar políticas nacionais e regionais similares, a pesquisa nesse canto do planeta ficará ainda mais invisível. Isso pode involuntariamente consolidar a impressão errônea de que esses estudiosos não estão produzindo nada ou têm pouco a contribuir para o conhecimento global.

Fonte: http://hypescience.com/mapa-mundo-ciencia-producao-cientifica/

Catálogo online disponibiliza imagens das primeiras décadas da fotografia – Europeana Photography

foto antiga

A matéria compartilhada hoje nos remota aos primórdios da fotografia. Nada digital! Mas toda uma bruma que envolvia desde a posição até a chegada do material revelado. Algo que poderia durar até meses entre o click e a sua visualização.

Uma plataforma lançada recentemente reúne imagens das primeiras décadas da fotografia. Intitulado Europeana Photography, o website disponibiliza imagens provenientes de arquivos fotográficos, agências e coleções de museus de toda a Europa, muitas das quais já estão em domínio público e podem ser baixadas e usadas livremente.

O catálogo online conta com uma ferramenta de busca que permite filtrar os resultados por palavras-chave, país, instituição e tipo de licença de uso. Dentre as obras disponíveis no site, estão fotografias de Julia Margaret Cameron, Eadweard Muybridge e Louis Daguerre, um dos responsáveis pelo advento do processo fotográfico.

O site apresenta fotografias de países de fora da Europa e uma rápida busca com a palavra “arquitetura” (em português) revela imagens antigas de São Paulo, Brasília e outras cidades brasileiras. Atualmente o Europeana Photography conta com mais de  2,2 milhões de imagens, o que faz deste um importante catálogo para pesquisadores e entusiastas da fotografia.

Europeana Photography pode ser explorado também em português, basta clicar aqui.

Fontehttp://www.archdaily.com.br/br/872397/catalogo-online-disponibiliza-imagens-das-primeiras-decadas-da-fotografia?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil; Ricardo Hage; 

 

Relatório do WWF alerta que governo prepara estímulo à mineração sem salvaguarda ambiental

acordo de paris

No dia em que se comemora o, caótico e em fase terminal de UTI, meio ambiente, reforçado com a posição do presidente dos EUA que oficializa a saída do que o seu antecessor assinou como sendo o Acordo de Paris (http://www.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas/acordo-de-paris), nada melhor do que uma reflexão de como anda, aqui pelo Brasil, essa discussão.

O governo federal prepara um pacote para beneficiar o setor de mineração e aumentar em 50% a participação mineral no PIB brasileiro. O pacote, que ainda circula de forma reservada, foi batizado de Programa para a Revitalização da Indústria Mineral Brasileira e contará com instrumentos legais como medidas provisórias, decretos e projetos de lei. O problema é que o governo pretende ajudar o setor de mineração sem garantir segurança para o meio ambiente. O alerta consta em relatório divulgado nesta terça-feira pela WWF.

Os dois pontos que mais preocupam são o avanço das atividades de mineração em área protegidas e o provável estímulo à flexibilização das regras do licenciamento ambiental, em plena discussão no Congresso Nacional neste momento.

Uma área de 46 mil km2 entre os estados do Pará e do Amapá proibida à mineração desde 1984 pode ser aberta em breve à iniciativa privada como uma das medidas prevista pelo governo Temer. O governo pretende ainda liberar 2,5 milhões de km² para a participação do capital estrangeiro em mineração na faixa de fronteira com os países vizinhos, desde o Amapá até o Rio Grande do Sul.

Segundo o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), as faixas de fronteira atravessam 11 estados brasileiros, com uma área total de 15.719 km, e correspondem a 27% do território nacional. A concentração principal para a exploração mineral está na Amazônia. Algumas das áreas de maior interesse minerário são explicitamente citadas, como é o caso da região chamada de Cabeça de Cachorro, no estado do Amazonas, divisa com Colômbia e Venezuela. A região é marcada pela existência de diversos povos indígenas, de distintas famílias linguísticas, com centenas de aldeias e comunidades tradicionais.

Mas esta não é a única região com declarado interesse mineral. Todos os estados da região Amazônica possuem terras indígenas em conflito latente com possíveis projetos de mineração. Para além do debate necessário sobre a segurança nacional, a possível permissão irrestrita da mineração em zonas de fronteiras impactará, sobretudo, os povos indígenas e populações tradicionais da Amazônia.

“Desde as primeiras movimentações do novo governo, sinalizava-se que o golpe de Temer aceleraria o saque mineral, com projeção de maior abertura do território nacional para a exploração desenfreada dos nossos bens minerais, principalmente, quando se trata da Amazônia e da faixa de fronteira, onde estão os minerais mais estratégicos para o acúmulo de capital e revolução tecnológica. Uma das propostas do governo Temer é abrir as faixas de fronteira para qualquer projeto de mineração, de forma irrestrita”, destaca Maria Júlia Gomes Andrade, da coordenação nacional do MAM.

“O governo Temer não se diferencia da lógica de outros governos em relação à política mineral de gestões anteriores, nas quais também prevaleceu uma lógica produtivista da exploração mineral, com aparelhamento dos órgãos responsáveis por representantes das empresas, com insuficiente fiscalização e controle das atividades, e pouca governança do Estado. Mas o governo golpista demonstra um viés ainda mais acelerado e subordinado ao capital mineral. E com ainda menor abertura ao diálogo com o setor organizado da sociedade brasileira, seja movimentos ou sindicatos”, completa Maria Júlia Gomes Andrade.

Clique aqui para acessar o relatório

Sugestão de fontes:
WWF – Jaime Gesisky- especialista em Políticas Públicas do WWF – Assessoria de imprensa: Giovanna Leopoldi Giovanna@jbpresshouse.com (11)963122030

Movimento pela Soberania Popular na Mineração – Maria Júlia Gomes Andrade (31) 9 8511 7347

Coordenação Nacional do MAM – comunicacaomam@gmail.com – Jarbas Vieira – (61) 9 8336 4399

Coordenação Nacional do MAM – comunicacaomam@gmail.com – Flávia Quirino

Assessoria de Imprensa do MAM – (61) 98336 4399 – comunicacaomam@gmail.com

Ministério de Minas e Energia – Assessoria de Comunicação – (61) 2032-5620/5588
ascom@mme.gov.br

Fonte: http://midiaeamazonia.andi.org.br/pauta/relatorio-do-wwf-alerta-que-governo-prepara-estimulo-mineracao-sem-salvaguarda-ambiental?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Pauta%20%2020170523

A grama do vizinho é sempre mais verde

grama

Para mim é uma honra e orgulho publicar uma matéria do professor e amigo Fábio Angeoletto, da UFMT, Campus Rondonópolis, pesquisador esse que desenvolvemos pesquisas conjuntas ao qual trazemos à baila os comentários desse novo artigo, título desse post.

Na edição comemorativa dos 20 anos da revista acadêmica Ambiente & Sociedade, da Unicamp, publicamos (Fábio Angeoletto – UFMT, eu – IFPR e outros colegas) o artigo “The grass is always greener on the other side of the fence: the flora in urban backyards of different social classes”. O artigo está disponível para download, gratuitamente, no site da revista.

A boutade no título do artigo prepara o leitor para comparações entre a vegetação cultivada em quintais de diferentes classes sociais onde, invariavelmente, os quintais dos vizinhos mais ricos têm a grama mais verde, têm mais flores e mais árvores também.

Quintais urbanos têm um potencial considerável para a conservação da biodiversidade. No entanto, esses espaços não são planejados, e há pouca informação sobre a diversidade da flora nos quintais de diferentes classes sociais. Nós quantificamos e comparamos a diversidade vegetal dos quintais dois bairros na região metropolitana de Maringá (os bairros Conjunto Triângulo, de baixa renda, e Zona 02, de classe média alta). Os padrões de diversidade são marcadamente diferentes quando comparados os bairros.

A literatura científica descreve uma tendência bem definida de cultivos de espécies vegetais utilitárias (verduras, frutíferas, plantas medicinais) nos quintais dos mais pobres, e do predomínio de espécies ornamentais entre vizinhos de melhor nível econômico, e também constatamos esses padrões em nossa pesquisa. Não há, entre os cidadãos pobres da Região Metropolitana de Maringá, uma “ecologia do prestígio” materializada em uma abundância de plantas ornamentais ordenadas através de aportes de arquitetura paisagística, como é comum em bairros de classe média alta. É o que em ecologia urbana denominamos “efeito luxúria”, fenômeno no qual os mais ricos cercam-se de vegetação e criam paisagens nos espaços livres de suas vivendas.

No entanto, o achado mais importante da pesquisa cujos resultados publicamos na Ambiente & Sociedade foi a resposta que obtivemos para a pergunta surgida da comparação entre as floras de ricos e pobres. Por que os mais pobres cultivam menos?

Bem, somos cientistas e a realidade, é claro, é muito mais complexa. Sim, os quintais dos moradores pobres do Conjunto Triângulo têm menor área média, comparados aos quintais da Zona 02. Mas existe solo disponível. Nós descobrimos que os moradores pobres que pesquisamos não querem ocupar os metros quadrados dos seus lotes com plantas.  Esses moradores encaram seus quintais como uma espécie de poupança para futuras expansões da área construída de suas casas. Eles querem as mesmas comodidades presentes nas casas de classe média alta: garagens para os carros que muito ainda não têm, mas que almejam ardentemente, churrasqueiras, áreas de lazer. Ou simplesmente casas maiores.

Nós repetimos esse estudo em Rondonópolis, e comparamos os bairros Alfredo de Castro e Vila Aurora. Os resultados são similares. Nesse momento muito importante, no qual o Plano Diretor está sendo revisado e atualizado pela Prefeitura, com a participação da sociedade, é preciso incluir as dezenas de milhares de quintais no planejamento urbano. É um recurso ambiental que não pode seguir invisível à municipalidade. A aspiração das famílias mais pobres em ampliar suas casas pode ser alcançada sem o sacrifício da flora dos quintais e dos seus múltiplos benefícios. Soluções simples, como a verticalização das vivendas e a implantação de telhados verdes precisam ser oferecidas e difundidas nos bairros rondonopolitanos.

Fonte: http://www.atribunamt.com.br/2017/05/a-grama-do-vizinho-e-sempre-mais-verde/

43 das 50 cidades mais violentas do mundo estão na América Latina. Por quê?

cidade

Essa pergunta, título da presente matéria, sempre me inquietou. Por que as cidades mais violentas do mundo, sem conflitos declarados, estão na América Latina? (veja no final da matéria a relação das 50+ ou, de repente, as 50-).

Ou, em outras palavras, por que quando se viaja para outros lugares não observamos tamanho conflito? Ou ainda, por que achamos ou transferimos para a “África” os piores lugares para se viver?

Com exceção daquelas cidades que enfrentam conflitos bélicos, as cidades mais violentas do mundo estão na América Latiba e Caribe, onde vive apenas 8% da população mundial, porém, onde se concentram 33% de todos os homicídios. O Instituto Igarapé, do Brasil, conta com seu Observatório de Homicídios e adverte que quatorze dos vinte países com as maiores taxas de homicídio se localizam na América Latina e Caribe. Paralelamente, o relatório anual do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal (CCSPJP), do México, sobre as cidades mais perigosas do mundo, apresenta outro dado impressionante: 43 das 50 cidades mais perigosas do mundo estão em nosso continente. O que pode ser feito para mudar isso?

O instituto Insight Crime apresenta cinco dinâmicas criminais: aumento dos mercados locais de drogas; fragmentação do crime organizado; países que movimentam a droga se tornam centros de delinquência; o legado de guerras civis em grupos criminosos; e a corrupção e criminalização do governo fiscal. No entanto, as cidades têm algo a dizer sobre isso.

Robert Muggah, Diretor de Pesquisas do Instituto Igarapé, e Ilona Szabo de Carvalho, Diretora Executiva do mesmo instituto, apresentaram no Foro Econômico Mundial a ideia de que algumas cidades latino-americanas sofrem de “periferização”, isto é, são fragmentadas, segregadas e elitistas. A pobreza é reduzida, a economia crescer, porém, a violência aumenta. Por que? Muggah afirma que as cidades latino-americanas são “as mais desiguais do planeta”: aproximadamente 111 dos 588 milhões de habitantes vivem em bairros pobres. Embora as elites nacionais cresçam economicamente, grandes porcentagens da população não têm acesso à água potável, eletricidade e rede de esgoto.

Muggah afirma que as rápidas taxas de urbanização das América Latina estão repercutindo na segurança das cidades que mais crescem, não necessariamente nas mais populosas. Ele recomenda seguir o exemplo dos casos bem sucedidos onde os programas de segurança pública se baseiam em dados; onde os esforços se concentram em zonas urbanas específicas (50% dos homicídios nas cidades acontecem em menos de 2% das ruas); onde a coesão social e as condições sociais e econômicas são fortalecidas. Muggah aponta para a necessidade de que estas regiões contem com sistemas de transporte eficiente, melhorias na qualidade das habitações e que seja eliminada a prática de relocação de comunidades. 

No relatório anual do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal (CCSPJP), as cidades mais perigosas do mundo são:

50. Durban, África do Sul (34,43 homicídios para cada 100.000 habitantes)

49. Curitiba, Brasil (34,92)

48. Cúcuta, Colômbia (37)

47. Vitória, Brasil (37,54)

46. Manaus, Brasil (38.25)

45. Macapá, Brasil (30,25)

44. Armenia, Colômbia (38,54)

43. Nelson Mandela Bay, África do Sul (39,19)

42. Goiânia e Aparecida de Goiânia, Brasil (39,48)

41. Ciudad Obregón, México (40,95)

40. Chihuahua, México (42,02)

39. Cuiabá, Brasil (42,61)

38. Teresina, Brasil (42,84)

37. Ciudad Juárez, México (43,63)

36. Detroit, Estados Unidos (44,60)

35. Fortaleza, Brasil (44,98)

34. New Orleans, Estados Unidos (45,17)

33. São Luís, Brasil (45,41)

32. Kingston, Jamaica (45,43)

31. Palmira, Colômbia (46,30)

30. Gran Barcelona, Venezuela (46,86)

29. João Pessoa, Brasil (47,57)

28. Recife, Brasil (47,89)

27. Mazatlán, México (48,75)

26. Baltimore, Estados Unidos (51,14)

25. Maceió, Brasil (51,78)

24. Culiacán, México (51,81)

23. Ciudad de Guatemala, Guatemala (52,73)

22. Tijuana, México (53,06)

21. Cali, Colômbia (54)

20. Salvador, Brasil (54,71)

19. Campos dos Goytacazes, Brasil (56,45)

18. Cumaná, Venezuela (59,31)

17. Barquisimeto, Venezuela (59,38)

16. Vitória da Conquista, Brasil (60,10)

15. Feira de Santana, Brasil (60,23)

14. St. Louis, Estados Unidos (60,37)

13. Ciudad del Cabo, África do Sul (60,77)

12. Aracajú, Brasil (62,76)

11. Belém, Brasil  (67,41)

10. Natal, Brasil (69,56)

9. Valencia, Venezuela (72,02)

8. Ciudad Guayana, Venezuela (82,84)

7. San Salvador, El Salvador (83,39)

6. Maturín, Venezuela (84,21)

5. Ciudad Victoria, México (84,67)

4. Distrito Central, Honduras (85,09)

3. San Pedro Sula, Honduras (112,09)

2. Acapulco, México (113,24)

1. Caracas, Venezuela (130,35)

Faça o download do relatório completo do CCSPJP aqui.

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/871089/43-das-50-cidades-mais-violentas-do-mundo-estao-na-america-latina-por-que?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil

Livro gratis: Germinação de sementes e mobilização de reservas em plantas de Copaíba

Livro do Amaro

É com grande alegria que apresento e divulgo (gratuitamente para obtenção) o mais recente livro do amigo Manoel Silva Amaro (et al.), biólogo de formação e, atualmente, professor da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica pelo IFAM – Instituto Federal do Amazonas.

Esse livro é um trabalho inédito sobre a fisiologia e bioquímica de sementes de Copaíba. Ou seja, precisamos conhecer, fortalecer e proteger a nossa biodiversidade.

O trabalho enfatiza, principalmente, a elaboração de um protocolo para a superação da dormência das sementes da espécie em questão. Ressalta ainda o metabolismo da mobilização de reservas e a transferência desses materiais para o crescimento e desenvolvimento do embrião.

É que os ensaios sobre quebra de dormência, mobilização de reservas de sementes de Copaíba são ainda incipientes.

Espera-se que esse livro venha a contribuir no sentido de propiciar recursos literários para estudantes de graduação e pós-graduação, bem como para os profissionais da fisiologia e produção de sementes florestais e de área afins.

Aos interessados em adquirir, favor entrar em contato comigo pelo email institucional: frederico.silva@ifpr.edu.br