O enigma da lâmpada que funciona desde 1901

Vamos procurar trazer nessa matéria mais um curioso enigma: a da lâmpada que funciona desde 1901, publicada pela BBC (https://www.bbc.com/portuguese/geral-44612144).

lampada
A Lâmpada Centenária, que ilumina uma unidade dos bombeiros na Califórnia (EUA) há 117 anos, tem mais de 1 milhão de horas de uso. Ela é uma lâmpada tão famosa que tem a própria página na internet, um perfil no Facebook e até uma câmera exclusiva que a filma dia e noite.

É a Lâmpada Centenária (Centennial Bulb, em inglês), que, segundo o Livro Guinness dos Recordes, é o foco de luz elétrica que há mais tempo está aceso em toda a história.

A lâmpada fica em uma unidade dos bombeiros na cidade de Livermore, na Califórnia (EUA). Ainda no século passado, em 1901, os bombeiros queriam manter iluminados seus alojamentos dia e noite para poderem responder com prontidão quando necessário. Decidiram, então, instalar uma lâmpada.

Ela foi doada por um empresário local e fabricada à mão por uma empresa pioneira no setor.

Décadas se passaram e, exceto breves cortes de energia e duas mudanças, a lâmpada continuou iluminando o ambiente.

Em 2001, quando completou um século, ganhou oficialmente o título de Lâmpada Centenária. E, no dia 18 de junho deste ano, completou 117 anos com mais de 1 milhão de horas de uso. E continua funcionando.

Estima-se que em 117 anos, a lâmpada ficou apagada por apenas 20 minutos

‘Operação translado’

Os bombeiros que instalaram a lâmpada no começo do século passado dividiam o escritório com a polícia. Quando ambos os departamento se mudaram, a lâmpada foi levada para a nova unidade.

Em 1976, quando o foco de luz já havia entrado para o Guinness, os bombeiros se mudaram novamente para outra sede.

As autoridades da Califórnia planejaram uma grande operação para cuidar da famosa lâmpada durante o translado.

Para começar, cortaram o cabo por temer que, ao desenroscá-la, poderiam quebrá-la. Depois, um caminhão dos bombeiros e a polícia escoltaram a lâmpada até o novo lugar: a estação número 6 dos bombeiros, onde, ainda hoje, continua iluminando.

Segundo os registros, ela só ficou apagada por um total de 22 minutos, quando foi transferida – e nunca passou um dia inteiro sem funcionar.

Os filamentos da lâmpada que funciona desde 1901 são oito vezes mais grossos que os das lâmpadas comercializadas atualmente

Do que é feita a lâmpada que não apaga

A lâmpada centenária foi feita à mão em 1897 pela Shelby Eletronic Company, empresa que já não existe mais. O fundador da empresa, Adolphe Chaillet, era um dos rivais do famoso inventor Thomas Edison.

A lâmpada de Chaillet que entrou para a história mede oito centímetros e tem uma forma mais arredondada que as lâmpadas modernas. Acredita-se que, originalmente, era uma lâmpada de 30 watts. Com o tempo, contudo, enfraqueceu. Atualmente emite uma luz tênue, de aproximadamente 4 watts.

Um ponto considerado chave para explicar por que a lâmpada ainda emite luz está em seu interior. Em 2007, a física Debora Katz, da Academia Naval dos EUA, analisou outras lâmpadas da mesma coleção que a Centenária – que não pode ser trocada pelo receio de que quebre. Ela descobriu duas diferenças significativas em relação às lâmpadas comercializadas atualmente.

Em primeiro lugar, o filamento é oito vezes mais grosso que o de uma lâmpada moderna. Em segundo, que esse filamento, possivelmente feito de carbono, é semicondutor. Assim, quando a lâmpada esquenta, os filamentos se convertem em um condutor mais potente – em contraste com o comportamento de filamentos atuais, que perdem potência quando esquentam.

Teoria da conspiração

Os especialistas também assinalam que, ironicamente, o fato de estar presa no mesmo soquete e jamais ter sido apagada também pode contribuir com a sua longevidade.

O desgaste em acender e apagar lâmpadas incandescentes é maior do que quando ela permanece acesa continuamente. Isso acontece porque os filamentos aquecem e esfriam, fazendo com que o material dilate e contraia, o que provoca o surgimento de microfissuras e reduz a vida útil das lâmpadas.

Apesar dessas explicações, tanto Katz quanto outros especialistas reconhecem que há um certo mistério no fato de a lâmpada estar funcionando há tanto tempo.

Quando os bombeiros mudaram de sede, cortaram o fio da lâmpada, com receio de que ela quebrasse ao ser desenroscada do soquete.

Em 2010, um documentário espanhol sugeriu uma polêmica explicação.

O filme A Conspiração da Lâmpada de Luz (The Light Bulb Conspiracy, em inglês), que em espanhol levou o nome de Comprar, tirar, comprar, afirma que a Lâmpada Centenária seria uma prova do que chamou de “obsolescência programada”.

Trata-se da teoria de que produtos são feitos com uma vida útil limitada, para fomentar o consumo. Segundo a documentarista Cosima Dannoritzer, enquanto inventores como Chaillet aspiravam criar lâmpadas de longa duração, um acordo secreto de fabricantes firmado em 1924 teria resultado na decisão de limitar a vida útil dos produtos.

Atualmente, as lâmpadas de LED duram de 25 mil a 50 mil horas. Já as fluorescentes têm vida útil de 6 mil horas e as incandescentes de 1 mil horas.

Em meio à polêmica assinalada pelo filme, a Lâmpada Centenária já dura mil vezes mais do que isso e chega, neste ano, à mesma idade da pessoa mais velha do mundo – Nabi Tajima, mais conhecida como Chiyo Miyako, do Japão, que completou 117 anos este ano, mas que já veio a falecer (https://g1.globo.com/mundo/noticia/morre-no-japao-a-pessoa-mais-velha-do-mundo-aos-117-anos.ghtml).

Fontes: https://www.bbc.com/portuguese/geral-44612144; http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2018/06/27/144442-o-enigma-da-lampada-que-funciona-desde-1901.html

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Há algo mais rápido do que a velocidade da luz?

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“A velocidade máxima para tudo no nosso Universo tem um valor: 300 mil quilômetros por segundo”, disse o físico teórico britânico Jim Al-Khalili ao programa de rádio da BBC Os Casos Curiosos de Rutherford e Fry, quando consultado sobre a possibilidade de que algo possa viajar mais rápido que a luz.

“Nada pode ir mais rápido, porque essa é a velocidade do próprio tecido do espaço-tempo. E a luz viaja a essa velocidade. Não é que a luz seja especial nesse sentido, é a própria velocidade que é especial em nosso Universo. Pode haver outros universos nos quais a velocidade máxima seja diferente.”

Mas por que há limite de velocidade?

“Isso nos leva à Teoria da Relatividade Especial de Albert Einstein, de 1905, que diz que a velocidade da luz é o que conecta o tempo e o espaço”, explica.

No século 17, o físico britânico Isaac Newton disse que o tempo e o espaço eram independentes. Einstein afirmou que, na verdade, o tempo e o espaço estão intimamente conectados, e o que os une – e que nos permite observar isso – é a velocidade da luz.

“Se você viaja a uma velocidade o mais próxima possível da luz, coisas estranhas acontecem”, afirma Al-Khalili.

Alongamento do espaço e do tempo

Para entender essas coisas estranhas, o cosmólogo Andrew Pontzen sugere um experimento imaginário em uma viagem de trem.

“Imagine que você está viajando em um trem e joga uma bola dentro do vagão. Você observa o movimento dela e, para você, parece que ela vai na mesma velocidade todas as vezes em que você a joga. Mas suponha que alguém esteja parado fora do trem, na plataforma de uma estação, e essa pessoa também vê a bola”, descreve.

“Essa pessoa verá a bola se movendo não na velocidade na qual você a jogou, mas na velocidade em que o trem viaja combinada à velocidade que você atirou a bola, porque obviamente os dois movimentos estão ocorrendo ao mesmo tempo.”

Tudo isso já pode soar normal para quem conhece a Teoria da Relatividade. Mas os problemas começam quando você aumenta a velocidade do trem.

Quando mais você se aproxima da velocidade da luz, menos a bola deixa de rolar na velocidade combinada. É como se algo a impedisse de ir mais rápido.

“Mesmo que o trem esteja um pouco mais lento que a velocidade da luz, o que é mais realista, e você joga a bola, você não vai mais ter a combinação da velocidade em que a jogou com a velocidade do trem. Fica cada vez mais difícil para a bola acelerar na medida em que o trem se aproxima da velocidade da luz”, afirma Pontzen.

“É um efeito muito estranho, que está ligado ao alongamento do espaço e do tempo.”

E o mais estranho é que, na medida em que você se aproxima da velocidade da luz, o trem começa a ficar meio… mole.

“Para quem está de fora, o trem viajando na velocidade da luz pareceria estar sendo esmagado e ficando menor na direção para onde ele está se movendo. Ao mesmo tempo, parecerá que sua massa está aumentando mais e mais”, explica Ponzen.

“Este é outro motivo pelo qual você não pode andar mais rápido que a velocidade da luz. Se você tentar, parece que sua massa aumenta. Isso faz com que seja mais difícil, por exemplo, que o nosso trem se mova mais rápido.”

Segundo o cosmólogo, isso se deve à extensão da famosa equação de Einstein E = mc² (Energia é igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado).

Na verdade, a equação completa é E²=(mc²)²+(pc)². A parte final é a que descreve como a massa do objeto muda quando há movimento envolvido, segundo Ponzen.

Mais estranho ainda é o que ocorre com o tempo. Se você pudesse viajar na velocidade da luz, experimentaria toda a história do Universo em um instante. Isso por que todas as leis de causa e efeito se quebrariam, e as noções de passado e de futuro não teriam mais sentido.

Mas, para isso, seria preciso ter massa e energia infinitas. É por isso que o limite universal de velocidade é uma espécie de fundamento da Física.

A luz não tem massa. Por isso, consegue viajar neste limite de velocidade cósmico.

Alarme falso

Até onde sabemos, não há nada que possa viajar mais rápido que a velocidade da luz. Mas, por um breve momento, acreditou-se que sim.

Em 2011, foi anunciada uma descoberta que ameaçou anular tudo o que sabemos sobre a velocidade da luz, a Teoria da Relatividade e toda a física moderna.

Na Suíça, físicos europeus conduziam um experimento chamado Oscillation Project with Emulsion-tRacking Apparatus (Opera, na sigla em inglês), para estudar o fenômeno da oscilação de neutrinos.

Diferentemente das partículas de luz, os neutrinos são partículas que possuem uma pequena quantidade de massa. Por isso, segundo a Teoria da Relatividade Especial de Einstein, deveriam viajar a uma velocidade menor que a da luz.

No entanto, naquele ano, o projeto chamou a atenção de toda a comunidade internacional quando anunciou a detecção de neutrinos se movimentando em uma velocidade superior à da luz.

“Os pesquisadores que realizaram esse experimento com neutrinos na Suíça e na Itália publicaram os resultados, e todos ficaram muito emocionados: isso ia revolucionar a Física”, relembra Jim Al-Khalili.

“Mas eles conseguiram aquele resultado por causa de um cabo frouxo de um relógio digital em um computador num laboratório italiano. Quando alguém percebeu e o conectou corretamente, tudo voltou à normalidade e ficou comprovado que os neutrinos estavam viajando a uma velocidade mais baixa que a da luz.”

Toda a Física moderna foi questionada, portanto, por causa de um cabo de fibra ótica solto, que fez com que a passagem do tempo fosse registrada de maneira incorreta.

Mas isso foi justamente uma amostra da ciência funcionando como deve funcionar.

“A ciência é cometer erros e aprender com eles. É preciso ter provas muito fortes para derrubar um século de Física, mas isso não significa dizer que nunca acontecerá”, afirma Al-Khalili.

“Desde que Einstein formulou sua teoria tentamos provar que ela está errada e não conseguimos, mas nunca devemos deixar de tentar.”

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-44020392

A lei da física que controla discretamente sua vida – e pode ajudar a melhorá-la

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Por que um cacto tem a forma ideal para viver em um habitat sem água? Por que muitos rios formam curvas ao avançar rumo à sua foz?

Há uma teoria da física que explica isso. Na verdade, não só isso, mas também o comportamento de qualquer coisa em movimento, seja inanimada ou animada.

Trata-se de uma lei da física bem recente e ainda pouco conhecida pelo público em geral: chama-se Lei Constructal e foi formulada em 1996 por Adrian Bejan, professor de Engenharia Mecânica da Universidade Duke, nos Estados Unidos.

Bejan quis torná-la o mais acessível possível para as massas em seu livro A Física da Vida: A evolução de tudo, publicado em 2016. Mas como ela pode explicar praticamente tudo?

Tudo flui sob o mesmo princípio

A essência da teoria é que todo processo em movimento, seja de um ser vivo, como uma planta, ou algo mais intangível ou inanimado, como uma rota migratória ou a comunicação entre computadores, avança rumo a uma maior eficácia.

Esse avanço gera mudanças morfológicas e ajustes que respondem ao mesmo princípio de otimização, da evolução rumo a algo melhor. E isso, segundo escreveu Bejan em seu livro, se aplica a fluxos tão díspares como o “trânsito de uma cidade, o transporte de oxigênio dos pulmões e a fluidez dos pensamentos na arquitetura do cérebro”.

Bejan diz que toda a natureza é formada por sistemas de fluxo que mudam e evoluem com o tempo para se tornarem melhores. Assim, segundo a Lei Constructal, a tendência é sempre a uma fluidez mais fácil e, com o tempo, os fluxos se tornam maiores. E, quanto maiores o fluxos, mais inerentemente eficazes eles se tornam.

Lei ou teoria?

Na física, há muitas teorias, tantas quantas a mente puder imaginar, mas poucas leis. Uma lei deve explicar ou resumir um fenômeno universal, como as leis da dinâmica de Newton. Além disso, segundo o engenheiro, uma lei deveria ser “obedecida” por qualquer sistema imaginável: corpos, rios, máquinas.

Por sua vez, as teorias são previsões sobre como algo deve se dar e estão baseadas em uma lei. Para Bejan, a Lei Constructal explica o funcionamento de qualquer sistema dinâmico e é o motor de campos tão distintos como a evolução, a engenharia e o design.

O engenheiro se inspirou para concebê-la enquanto desenhava um sistema de refrigeração de computadores portáteis: ele se deu conta que as canalizações se ramificavam como se fossem árvores e, a partir daí, nasceu o conceito de sua lei.

Agora, sua proposta está ganhando grande aceitação nos círculos científicos e, segundo disse Bejan em entrevistas, até o momento não foi refutada por publicações especializadas.

Ele acaba de receber a prestigiosa medalha Benjamin Franklin, em parte por sua “teoria constructal, que prevê o design natural e sua evolução nos sistemas engenharia, científicos e sociais”. Segundo o engenheiro, entender melhor essa lei pode nos ajudar a antecipar mudanças, por exemplo, em dinâmicas sociais, nos governos ou na economia.

E como pode melhorar sua vida?

Se uma dinâmica se torna mais eficaz quanto mais fluida e livre for, então, a moral para nossas vidas bem que poderia ser “não pare”.

Bejan, que nasceu e cresceu na Romênia sob um governo comunista, diz que sua Lei Constructal, se aplicada de maneira prática ao nosso dia a dia e ao nosso trabalho, sugere que quanto mais livres, flexíveis e dinâmicos nos tornamos, mais eficazes somos. Da mesma forma, a inação interromperia esse fluxo e deteria o processo de optimização natural.

Segundo disse Bejan há alguns anos à revista Forbes, sua teoria tem incontáveis aplicações, “porque coloca o design biológico e a evolução dentro do campo da física, junto a tudo mais até agora existia sob o guarda-chuva da ‘ciência dura’: a economia, as dinâmicas sociais, os negócios e o governo”.

Uma das frases que ele mais gosta de repetir em conversas e entrevistas, também recorrente em seus livros, é que “a liberdade é boa para o design”. Assim, a mensagem que ele passa é que devemos fluir mais e melhor para nos tornarmos melhores.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-44062700

O MIT está construindo um sol artificial

Sol MIT

Quando começamos a usar combustível fóssil em larga escala, era difícil imaginar o tamanho do problema que isso iria causar. Hoje, vivemos uma era de mudanças climáticas que só tendem a piorar se não encontrarmos uma fonte alternativa de energia limpa. Alguns avanços significativos estão sendo feitos na área – e agora pesquisadores do MIT, nos Estados Unidos, prometem resolver o problema de vez.

A equipe anunciou trabalhar com o setor privado para construir uma usina de fusão nuclear capaz de gerar 100 megawatts de energia de fusão. Se tudo ir de acordo com o planejado, em 15 anos nós poderemos estar vivendo em um mundo com um suprimento ilimitado de energia não poluente. Quase um sonho.

A ideia é emular o processo que ocorre no Sol, quando dois átomos de hidrogênio colidem e se fundem para formar o hélio. Para isso, serão usados materiais supercondutores de alta temperatura. Ao contrário da fissão nuclear (divisão do núcleo dos átomos), a fusão nuclear é relativamente segura, o que elimina a hipótese de acontecer outra catástrofe como a de Chernobyl.

O projeto recebeu o financiamento de US$ 50 milhões de uma empresa de energia italiana chamada Eni, que hoje trabalha com petróleo, mas pretende mudar essa realidade em breve. A companhia salva o mundo do aquecimento global e de quebra se torna líder em um mercado totalmente novo. Parece um bom negócio.

Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/o-mit-est%C3%A1-construindo-um-sol-artificial/ar-BBKJndp

Órbita galáctica sincronizada desafia nossa melhor teoria de como o Universo funciona

universo

Cientistas pensavam que as galáxias Via Láctea e Andrômeda eram únicas: elas têm anéis de galáxias anãs menores orbitando de maneira que parece sincronizada. Mas quando uma equipe de cientistas recentemente observou outra galáxia, percebeu que ela também parecia pastorear um rebanho de anãs em uma dança estranha e sincronizada. Isso não deveria acontecer.

Uma equipe internacional de quatro pesquisadores notou o comportamento na galáxia elíptica Centaurus A, a 30 milhões de quilômetros de nossa Via Láctea. Galáxias anãs deveriam viajar aleatoriamente em torno de sua galáxia-mãe, baseado na teoria padrão de como as galáxias se formam. Ver mais uma galáxia com esse comportamento estranho é altamente improvável e coloca em dúvida o próprio modelo que os cientistas usam para entender estruturas em nosso Universo.

Claro, é de se esperar que se encontre uma galáxia com esse comportamento, disse o autor do estudo, Oliver Müller, da Universidade da Basileia, na Suíça, em entrevista ao Gizmodo. “Mas duas ou três é impressionante.”

“Deveria haver caos puro, e não ordem”, disse Müller. “Encontrar em todos os lugares em que procuramos essa ordem extrema, onde esperamos desordem, é estranho.”

O modelo que físicos usam para explicar o comportamento do Universo desde o Big Bang é chamado de “Lambda-CDM”. Ele é basicamente apenas um sumário do que sabemos sobre o Universo: começou com uma explosão, contém galáxias em uma vasta rede cósmica com vazios entre elas, tem substâncias estranhas chamadas de matéria escura e energia escura, está se expandindo, e essa expansão está se acelerando. O modelo prevê que, durante a formação, as galáxias anãs deveriam tanto aparecer e se mover aleatoriamente em torno de suas galáxias anfitriãs.

A nossa galáxia-natal, a Via Láctea, e a Andrômeda jogaram água no chope desse modelo, com discos de galáxias anãs orbitando-as meio que como os anéis de Saturno. Talvez essas duas galáxias fossem anexos, pensaram alguns. Ou talvez tenha algo de errado com nosso “Grupo Local” de galáxias, que contém a Via Láctea e a Andrômeda.

Os pesquisadores usaram dados de uma pesquisa de galáxias coletados pelo Telescópio Parkes, na Austrália, para observar a Centaurus A, que não faz parte do Grupo Local. Seu disco de galáxias anãs fica de frente para nós, então os pesquisadores puderam usar o efeito Doppler para ver a luz de 14 galáxias anãs esticada em um lado da Centaurus e triturada no outro. Em outras palavras, parecia que as galáxias anãs estavam se movendo para longe de nós de um lado e em nossa direção do outro, como um disco giratório. Os pesquisadores publicaram essa história nessa quinta-feira (1) no periódico Science.

Basicamente, os cientistas esperavam que a Centaurus A tivesse aleatoriamente organizado as galáxias anãs, mas, em vez disso, ela pareceu ter um anel de galáxias se movendo em conjunto como a nossa própria galáxia, indo contra as suposições da popular teoria padrão do Universo. As chances de que uma única galáxias tivesse um disco de galáxias anãs coordenadas desse jeito são de um em um mil. As chances de que três galáxias tivessem são muito menores, a menos que nossa teoria da formação das galáxias esteja errada.

Isso provavelmente não atinge nossa teoria da matéria escura, que explica vários dos movimentos gravitacionais misteriosos que vemos no espaço, disse Müller. “Mas vou dizer que é um desafio para a maneira padrão como pensamos sobre a formação desses grupos.”

A pesquisa observou apenas 16 das galáxias anãs que orbitam a Centaurus A, 14 das quais se moviam de forma sincronizada. Mas existem mais 44 galáxias anãs que não foram estudadas, então é possível que os pesquisadores estivessem observando uma coincidência e que as galáxias estejam, de fato, se movendo aleatoriamente, e não em uma formação de disco como pareceram, disse Müller. Sua equipe precisa de muito mais medições das galáxias anãs e suas velocidades em torno de outras galáxias para fortalecer suas provas.

Alguns dos pesquisadores com quem falei acharam a pesquisa persuasiva. Bridget Falck, do Instituto de Astrofísica Teórica, na Universidade de Oslo, na Noruega, foi mais cautelosa. “Embora o artigo fortaleça a prova de que exista um plano de satélites girando em conjunto em torno da Centaurus A, é prematuro alegar que esses planos não possam ser entendidos na cosmologia Lamba CDM”, contou ao Gizmodo. Ela apontou que o ambiente em torno da Centaurus A é parecido com aquele em torno do Grupo Local, relativamente isolado. Maioria das galáxias vive em partes muito mais ocupados do espaço do que a nossa, afirmou, e talvez isso tenha algo a ver com o comportamento.

Noam Libeskind, do Leibniz-Institut für Astrophysik Potsdam, concordou que, agora, estamos em 3 a 3, mas apenas se tratando de galáxias em nossa vizinhança imediata. Ele acha que os telescópios que vêm por aí, como o poderoso James Webb, podem coletar muito mais dados de galáxias distantes. “Se esses observatórios encontrarem estruturas coerentes parecidas indicando que, de fato, elas são endêmicos, estamos em apuros”, disse. “De qualquer forma, essas estruturas são feras curiosas: seu estudo vai aprofundar nossa compreensão sobre como as galáxias se formam e como o Universo evolui.”

Mas o astrônomo Stacy McGaugh, da Case Western Reserve University, apontou que o Lambda-CDM já tem problemas e considerou que três galáxias com planos como esses são um desafio para o paradigma. A conta do Lambda-CDM geralmente funciona (exceto pelo fato de que ninguém descobriu a matéria escura ainda), então os astrônomos o tratam como um sucesso e, ou jogam para debaixo do tapete anomalias como essa da Centaurus A, ou as colocam como detalhes que precisam ser trabalhados posteriormente.

“A essa altura, existe uma montanha de detalhes contraditórios como esse que nós, na maior parte do tempo, jogamos debaixo do tapete proverbial”, disse McGaugh. “A matéria escura e a energia escura estão por aí há tanto tempo que as pessoas se esquecem que nós voltamos para elas. Elas são fadas do dente que invocamos no início para fazer as coisas darem certo.” E se ninguém encontrar evidências de matéria escura, disse, então “o paradigma entra em colapso como um castelo de cartas”.

Portanto, talvez Müller e sua equipe tenham encontrado mais um anexo estatístico, ou talvez galáxias isoladas funcionam de maneira diferente de grandes grupos de galáxias. Ou talvez eles tenham encontrado mais um problema com a teoria geralmente aceita da cosmologia.

O Universo continua nos surpreendendo. “Sempre achamos que somos especiais”, disse Müller. “Mas o Grupo Local não é especial.”

Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/%C3%B3rbita-gal%C3%A1ctica-sincronizada-desafia-nossa-melhor-teoria-de-como-o-universo-funciona/ar-BBIJzMt

Filtro de barro usado no Brasil foi eleito o mais eficiente do mundo

filtro de barro

Esse é o nosso velho e conhecido Filtro de Barro.

Chego a duvidar se existe alguém que não tomou a doce e fresca água de um bom, seja novo ou velho, filtro de barro.

O filtro de barro que está na cozinha de muitos brasileiros, quem diria, foi eleito como o mais eficiente do mundo pela publicação The Drinking Water Book (traduzindo, O Livro da Água Potável).

Se você já tinha ouvido falar nesta teoria, pode acreditar: a Química e a Física têm uma explicação muito clara para isso.

De acordo com o professor de Química, do Instituto Federal da Bahia (IFBA), Christian Ricardo, o segredo está no sistema de filtragem do equipamento, que a faz por gravidade. Isto porque a água é colocada em um reservatório superior, passa lentamente pelo filtro e, então, chega à torneirinha.

Para isto, o filtro conta com uma vela de cerâmica microporosa que retém partículas sólidas em suspensão que podem estar “boiando” na água. Neste mecanismo, não há adição de produtos químicos.

O filtro, então, consegue barrar cloro, alumínio, chumbo, pesticidas, ferro, entre outros elementos químicos.

Em outros tipos de filtro para água, o sistema é diferente. Nas formas em que a água vem da torneira e da tubulação, a pressão pode fazer com que microrganismos e elementos químicos cheguem ao copo (e ao corpo) do ser humano.

Água fresquinha

Se você já bebeu água do filtro de barro, sabe que o líquido sai mais fresquinho em alguns dias.

Isto acontece, segundo o professor de Química, pelo fato de o barro ser um material permeável e cheio de poros. A água que está dentro do filtro pode, então, entrar nestes poros e, ao chegar à camada mais exterior do equipamento, evaporar.

Esta evaporação tira o calor de dentro do reservatório e produz o que se chama de “frio por evaporação”. Por isso, a água está sempre fresca.

Esta é a mesma lógica que acontece quando o corpo de uma pessoa começa a suar, já que “A função da evaporação do suor é diminuir a temperatura da pele”, explica o químico.

Christian ainda esclarece que o fato de o filtro ser de barro não traz riscos de contaminação à água. “O próprio processo de produção da cerâmica ou do barro cozido faz a compactação necessária para evitar a contaminação da água pelo material”.

Filtro de barro: detalhes

Limpeza

Quem tem um filtro deste em casa deve prestar atenção à limpeza: o indicado é passar uma escova macia com água de três em três meses nas áreas externa e interna, sem o uso de produtos químicos.

Quanto custa

Um filtro de barro pode custar a partir de R$ 100. Já a vela, que deve ser trocada para manutenção anualmente, custa R$ 15, em média.

Fonte: https://www.vix.com/pt/noticias/545522/filtro-de-barro-usado-no-brasil-foi-eleito-o-mais-eficiente-do-mundo-por-que?utm_source=Facebook&utm_medium=VixExplore&utm_campaign=CM

A tese de Stephen Hawking derrubou o site da Universidade de Cambridge – Step inside the mind of the young Stephen Hawking as his PhD thesis goes online for first time

hawkins

Interessante a notícia que hoje compartilho com os colegas desse blog.

(To read in English, please type: https://www.cam.ac.uk/research/news/step-inside-the-mind-of-the-young-stephen-hawking-as-his-phd-thesis-goes-online-for-first-time).

O que leva a Teoria da Relatividade de Einstein manter-se atual? O que faz o quadro de Monalisa ainda ser o mais procurado? E, hoje, a tese de Stephen Hawking derrubar o site da Universidade inglesa de Cambridge? GENIALIDADE!

Diante do exposto, compartilho hoje essa incrível notícia que, em portugues, dentre vários endereços, a matéria pode ser encontrada na página da UOL (lik abaixo).

Em pleno século 21, uma tese escrita por um jovem físico britânico em 1966 levou ao colapso, dia 23/10/2017, do site de uma das universidades mais prestigiadas do mundo. Tamanha popularidade seria de se estranhar, não fosse o autor do trabalho: Stephen Hawking, então com 24 anos.

Em menos de 12 horas, a tese, intitulada “As propriedades de um Universo em expansão”, foi acessada por mais de 30 mil pessoas no site da Universidade de Cambridge, na Inglaterra (www.cam.ac.u). É o documento mais visitado no site da instituição.

EXPLICADO: a Universidade de Cambridge digitalizou e disponibilizou para todos a tese do Hawkings (Properties of expanding universes’) pela primeira vez, permitindo aos usuários “navegarem” pela mente desse gênio da humanidade.

Dessa forma, a tese do Professor Hawking’s, escrita e defendida em 1966, ‘Properties of expanding universes’ está disponível em https://doi.org/10.17863/CAM.11283 ou em alta resolução na Biblioteca Digital da Universidade de Cambridge em https://cudl.lib.cam.ac.uk/view/MS-PHD-05437/1

Para maiores informações, acessem: www.openaccessweek.org

E, como todo bom gênio, isso somente foi possível pois o  físico, considerado um dos mais respeitados por seu trabalho, que ajuda a entender melhor o Universo em que vivemos, sinalizou que permitiu a publicação da tese, na íntegra para “inspirar as pessoas”.

Fonte 1: https://www.cam.ac.uk/research/news/step-inside-the-mind-of-the-young-stephen-hawking-as-his-phd-thesis-goes-online-for-first-time 

Fonte 2: https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2017/10/23/popularidade-da-tese-de-doutorado-de-stephen-hawking-derruba-site-da-universidade-de-cambridge.htm