Os dois estados da água líquida

agua

Você leu certo: não estou falando dos três estados da água mas dos dois estados da água líquida. Como se fosse uma sub-divisão dessa fase.

Foi publicada na Revista Pesquisa da FAPESP (Edição n. 257 | Julho 2017) uma matéria que afirma que a água é sabidamente uma substância peculiar, com mais de 70 propriedades e comportamentos anômalos, que a tornam distinta da maioria dos líquidos. A molécula de H2O é, por exemplo, a única a existir na Terra, de forma natural e simultânea, nos três estados ou fases da matéria (líquido, sólido e gasoso).

Em seu estado mais denso, como gelo, esse composto flutua na água líquida, enquanto a maioria dos sólidos afunda. Um novo estudo reforça o caráter único dessa abundante molécula. Segundo o trabalho, a água líquida pode se apresentar como duas estruturas distintas do ponto de vista molecular: uma com alta densidade e outra com baixa (PNAS, 26 de junho).

Um grupo de pesquisadores da Europa e dos Estados Unidos chegou a essa conclusão depois de examinar a água super-resfriada – encontrada na maioria das nuvens e que pode se converter em gelo quase imediatamente – por meio de combinação de dois métodos de análise por raios X.

Os testes revelaram as estruturas e os movimentos das duas formas moleculares da água líquida. Indicaram também que uma forma tem a capacidade de se converter em outra e a água pode existir nos dois estados a baixas temperaturas, quando a cristalização do gelo é lenta.

Em resumo, a água não é um líquido complicado, mas dois líquidos simples com uma relação complicada”, compara o físico-químico Lars G. M. Pettersson, da Universidade de Estocolmo (Suécia), um dos autores do trabalho, no material de divulgação do estudo.

Os resultados do estudo melhoram a compreensão sobre o comportamento da água em diferentes temperaturas e pressões e podem ser úteis para o desenvolvimento de novas técnicas para purificar e dessalinizar a água do mar.

Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2017/07/18/os-dois-estados-da-agua-liquida/

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SUBMISSÃO DE RELATOS DE EXPERIÊNCIA PARA PUBLICAÇÃO NA REVISTA DIFUSÃO

revista divusão

É com especial satisfação que informamos que a Diretoria de Extensão, Inclusão e Cultura da Pró­ Reitoria de Extensão, Pesquisa e Inovação – PROEPI do IFPR acaba de lançar a Chamada para a submissão de relatos de experiência de projetos de extensão e cultura para publicação na Revista Difusão.

Trata-­se de uma conquista que vem atender aos anseios de muitos de nossos colaboradores, reconhecendo assim seu trabalho e dedicação aos projetos desenvolvidos dentro da Instituição.

A Revista Difusão é uma ação dentro do Programa Difusão, que pretende estimular e divulgar as ações de extensão e cultura do IFPR. A publicação eletrônica será semestral e aberta a todos os servidores.

Enfatizamos a importância de divulgarmos os trabalhos desenvolvidos pelos campi em toda a Rede Federal, por isso contamos com o auxílio dos senhores na divulgação e adesão à proposta.

O período de submissão de trabalhos para publicação nas edições de 2017 é até 21 de maio de 2017 (http://reitoria.ifpr.edu.br/menu­institucional/pro­reitorias/proepi­2/editais/).

Fonte: http://reitoria.ifpr.edu.br/wp-content/uploads/2011/11/CHAMADA-REVISTA-DIFUS%C3%83O.pdf

100 Sites de pesquisa acadêmica que você deveria conhecer

100 sites

Onde e como pesquisar direto na fonte e de forma confiável? Provavelmente essa seja a maior pergunta dos meus orientandos. Assim, acho prudente compartilhar a página Canal do Ensino que compilou uma importante lista para alunos e pesquisadores com 100 websites de pesquisa acadêmica. As fontes contam com textos, documentos, resenhas, artigos, áudios, vídeos e outros materiais que você pode precisar ao realizar uma pesquisa acadêmica. 

Dentre todas as opções, a página destacou quatro delas:

Ethnologue

Neste site você pode pesquisar por todo tipo de idiomas e linguagens do mundo com enciclopédia de referências de todas as palavras conhecidas dos idiomas ainda existentes. A busca é dividida por países, mapas, nome da língua ou até uma palavra conhecida. No Brasil, por exemplo, foram listadas 238 linguagens. São 5 linguagens instituídas, 29 se desenvolvendo, 26 em uso, 57 com problemas e 99 linguagens morrendo.

CiteSeerX

Dicas do que você precisa para fazer uma pesquisa científica, escrever um artigo, uma monografia, dissertação ou apenas para ler e enriquecer seu conhecimento acerca de temas dessa área.

Virtual LRC

O The Virtual Learning Resoucers Center conta com uma busca do Google personalizada com muitos dos melhores sites acadêmicos selecionados por professores e profissionais de bibliotecas do mundo todo.

Microsoft Academic Search

Este site de buscas da Microsoft oferece acesso a mais de 38 milhões de publicações acadêmicas com imagens, gráficos e outros recursos. A busca pode ser feita por publicação, palavras-chave, autor, textos, conferências e organizações.

Conheça as outras fontes de pesquisa acadêmica no Canal do Ensino.

Via: Canal do Ensino.

Fonte (para texto em itálico): http://www.archdaily.com.br/br/869998/100-sites-de-pesquisa-academica-que-voce-deveria-conhecer?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil

CHAMADA DE ARTIGOS – REVISTA MUNDI ENGENHARIA, TECNOLOGIA E GESTÃO

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Dentro daquilo que nos prontificamos a compartilhar nesse blog, uma das vertentes trata da divulgação de Revistas Científicas que abriguem os frutos e resultados das pesquisas correlatas. Esse é um dos propósitos!

Diante do exposto informo que a Revista Mundi Engenharia, Tecnologia e Gestão engloba artigos científicos e resultados de pesquisas que articulem temáticas e perspectivas interdisciplinares dentro da câmara Engenharia / Tecnologia / Gestão da CAPES (cód. 90193000).

Entre as áreas cobertas estão engenharia civil, engenharia sanitária, engenharia de transportes, engenharia de minas, engenharia de materiais e metalúrgica, engenharia química, engenharia nuclear, engenharia mecânica, engenharia naval e oceânica, engenharia aeroespacial, engenharia elétrica, engenharia biomédica, engenharia de produção e tecnologias associadas. Também há a possibilidade de interface com estudos de outras áreas, em especial as Ciências Sociais Aplicadas no que se refere à gestão, e as Ciências Exatas e da Terra e a área de Saúde no que se refere a aplicações e desenvolvimentos tecnológicos.

O periódico recebe permanentemente artigos em português, inglês e espanhol para a composição de suas edições eletrônicas semestrais. Todos os trabalhos enviados à revista são submetidos a pareceristas conceituados, a fim de que sejam avaliados de modo imparcial pelo método duplo cego. Os artigos devem ser enviados por meio da plataforma http://periodicos.ifpr.edu.br/, onde também se encontram as diretrizes para os autores.

 Datas importantes para submissão

– Submissão até 15 de maio de 2017 com previsão de publicação em julho de 2017.

– Submissão até 15 de outubro de 2017 com previsão de publicação em dezembro de 2017.

– Artigos gerais em demanda contínua.

– Submissão pelo site http://periodicos.ifpr.edu.br/

– Contato revistamundi@ifpr.edu.br

‘Peneira’ de grafeno é capaz de transformar água do mar em água potável

grafeno

Atendendo a pedidos de vários colegas, leitores desse blog, compartilho uma matéria referente à necessidade urgente de buscarmos água limpa para consumo humano. Costumo repetir nas minhas aulas a seguinte frase: “de que forma você aumenta a disponibilidade de água do teu meio?”. Observe que sem querer mexer com cultura ou a fé de ninguém, os índios já dançavam objetivando isso; os católicos fazem procissões; os evangélicos intercedem em orações; e, os judeus, dentre vários outros povos, relatam que o profeta Elias creu numa pequena nuvem do tamanho da mão de um homem.

Diante o exposto, crendo e trabalhando ciência, temos que cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, desenvolveram uma espécie de “peneira” feita de grafeno – uma das formas cristalinas do carbono – capaz de transformar água do mar em água potável. O projeto pode ser uma solução para a população que sofre com a sede. A ONU estima que, até 2025, 14% da população enfrentará esse problema.

A pesquisa, publicada no periódico Nature Nanotechnology, conseguiu resolver o inchamento que antes ocorria quando as membranas de óxido de grafeno eram colocadas em ambiente aquático. O problema impedia a filtragem de moléculas salinas menores.

O grafeno é uma camada de átomos de carbono organizada em forma de treliça hexagonal. A peneira feita pela equipe de cientistas é produzida a partir de um derivado químico seu, o óxido de grafeno. Diferente das camadas normais do material, as membranas feitas de óxido de grafeno possuem buracos pequenos e uniformes o bastante para não deixar passar nanopartículas, moléculas orgânicas e sais de cristais grandes.

A filtragem com esse tipo de material já havia sido testada, mas apresentava um grave problema: quando colocada na água, a membrana feita do óxido inchava. Isso deixava passar partículas de sais menores juntamente com as moléculas aquáticas.

A solução achada por eles foi implantar uma espécie de “parede” feita de resina epóxi em cada lado da membrana. O artifício consegue frear o inchaço e, melhor ainda, ajustá-lo para deixar passar mais ou menos sais.

“A descoberta de membranas ajustáveis com tamanhos uniformes de poros até a escala atômica é um passo à frente significativo e irá abrir novas possibilidades para o desenvolvimento eficaz da tecnologia de desalinização”, explica o professor Rahul Nair, um dos autores da pesquisa. O grupo afirma que, além da filtragem de água do mar, quando o invento for melhor desenvolvido, poderá ser utilizado para a filtragem de íons.

O grupo vai continuar com o estudo, buscando viabilizar a tecnologia a ponto de torná-la acessível a países com baixo poder aquisitivo. Em artigo incluso na mesma edição do periódico, porém, Ram Devanathan, cientista do Laboratório Nacional do Noroeste do Pacífico, nos Estados Unidos, explicou que os britânicos ainda têm muito a provar. Precisam demonstrar a durabilidade da membrana quando colocada na água salgada assim como sua resistência ao acúmulo de sais e matéria biológica.

Fonte (para o texto itálico):  http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/04/peneira-de-grafeno-e-capaz-de-transformar-agua-do-mar-em-agua-potavel.html

Parte II: 8 motivos para rejeitar artigos científicos

Na edição passada, falamos dos 8 motivos para aceitar artigos científicos, motivos de grande alegria e celebração para todos os pesquisadores que recebem a notícia que os artigos foram aceitos. Hoje, abordaremos o lado oposto dessa moeda: as principais razões e motivos pelos quais os artigos são rejeitados.

1. It fails the technical screening.

Before they even go to the editor-in-chief, articles are checked for technical elements. The main reasons they are rejected are:

Peter Thrower, PhD, is Editor-in-Chief of Carbon, the international journal of the American Carbon Society, and Professor Emeritus of Material Sciences and Engineering at Penn State University.

  • The article contains elements that are suspected to be plagiarized, or it is currently under review at another journal. (Republishing articles or parts of articles, submitting to one or more journals at the same time or using text or images without permission is not allowed. See our ethical guidelines.)
  • The manuscript is not complete; it may be lacking key elements such as the title, authors, affiliations, keywords, main text, references and all tables and figures).
  • The English is not sufficient for the peer review process,
  • The figures are not complete or are not clear enough to read.
  • The article does not conform to the Guide for Authors for the journal it is submitted to.
  • References are incomplete or very old.

2.  It does not fall within the Aims and Scope.

  • For the journal Carbon, the material studied may contain carbon, but is not carbon.
  • The study uses a carbon material but the focus is on something different.
  • There is no new carbon science.

3.  It’s incomplete.

  • The article contains observations but is not a full study.
  • It discusses findings in relation to some of the work in the field but ignores other important work.

4.  The procedures and/or analysis of the data is seen to be defective.

  • The study lacked clear control groups or other comparison metrics.
  • The study did not conform to recognized procedures or methodology that can be repeated.
  • The analysis is not statistically valid or does not follow the norms of the field.

5.  The conclusions cannot be justified on the basis of the rest of the paper.

  • The arguments are illogical, unstructured or invalid.
  • The data does not support the conclusions.
  • The conclusions ignore large portions of the literature.

6.  It’s is simply a small extension of a different paper, often from the same authors.

  • Findings are incremental and do not advance the field.
  • The work is clearly part of a larger study, chopped up to make as many articles as possible.

7.  It’s incomprehensible.

  • The language, structure, or figures are so poor that the merit can’t be assessed. Have a native English speaker read the paper. Even if you ARE a native English speaker. Need help? We offer language services.

8.  It’s boring.

  • It is archival, incremental or of marginal interest to the field (see point 6).
  • The question behind the work is not of interest in the field.
  • The work is not of interest to the readers of the specific journals.

For more advice, check out the step-by-step guide How to Publish in an Elsevier Journal or the Publishing Connect Author Training Webcasts.

Fonte: https://www.elsevier.com/connect/8-reasons-i-rejected-your-article

 

Parte I: 8 motivos para aceitar (e 8 para rejeitar) artigos científicos

Vamos dividir esse tema em duas partes. No dia de hoje compartilharemos os 8 motivos para que artigos venham a ser aceitos em um revista científica. Ao tempo em que, na próxima edição falaremos exatamente o oposto.

At Elsevier, it’s the responsibility of every editor-in-chief to maintain and develop their journal’s profile and reputation. The editor also has the final responsibility for content, ensuring that it meets the aims and scope of the journal and reflects changes in the field by presenting new and emerging research.

In September, Elsevier Connect published an article by Dr. Peter Thrower, Editor-in-Chief of Carbon, called “8 reasons I rejected your article.” Because of the article’s popularity, we followed up by asking five of our editors a related question: What are the top eight reasons you accept a paper? They all came up with similar reasons, which we present here along with their commentary.

The eight reasons are summed up by Dr. Torsten Pieper, Assistant Editor of the Journal of Family Business Strategy and Assistant Professor at the Cox Family Enterprise Center, Coles College of Business, at Kennesaw State University in Georgia, and his colleague, Dr. Joseph Astrachan, Editor-in-Chief of the journal and Executive Director of the Cox Family Enterprise Center and Professor of Management and Entrepreneurship.

1. It provides insight into an important issue – for example, by explaining a wide variance when numbers are spread out from the mean or expected value, or by shedding light on an unsolved problem that affects a lot of people.

2. The insight is useful to people who make decisions, particularly long-term organizational decisions or, in our particular field, family decisions.

3. The insight is used to develop a framework or theory, either a new theory or advancing an existing one.

4. The insight stimulates new, important questions.

5. The methods used to explore the issue are appropriate (for example, data collection and analysis of data).

6. The methods used are applied rigorously and explain why and how the data support the conclusions.

7. Connections to prior work in the field or from other fields are made and serve to make the article’s arguments clear.

8. The article tells a good story, meaning it is well written and easy to understand, the arguments are logical and not internally contradictory.

“Ideally, we would like to see articles perform well on all eight points, and that the author strives for a good balance amongst these criteria,” said Dr. Pieper said.

‘Show me something new’

For Dr. Alexander T. Florence, Editor-in-Chief of the International Journal of Pharmaceuticsand Professor Emeritus at University College London, whether he passes a paper on to the referees for peer review is partly determined “not by hard and fast rules but by my own feeling.

“For the subject, it is what I have seen over the years in the journal and what I feel is current, novel and not derivative,” he said.

Professor Florence added that he is intrigued by work that is very new and by papers he wishes he thought about doing himself. After the paper has survived reviewer scrutiny, Dr. Florence said, it helps when the reviewers are unanimous in their views. While the reviewing process is very strict, reviewers might be split on their final decision: for example, one might recommend “rejection,”  another “major revision” and the third “accept as is.”

For  Dr. Loren E. Wold  , Executive Editor-in-Chief of Life Sciences and Principal Investigator of the Center for Cardiovascular and Pulmonary Research of the Research Institute at Nationwide Children’s Hospital in Columbus, Ohio, “Acceptance is contingent upon whether an  article advances our understanding of a topic, what is beyond already known, and opens up a new arena.

“What we are seeing in Life Sciences, as well as other journals, is the explosive growth of new technology which has broad implications on these studies,” he said.

Do your own work

While a paper might “tick all the boxes,” the question on everyone’s mind is, “Is it original?” With the increasing use of technology — and several software programs now available to detect plagiarism, such as CrossCheck — the paper’s originality can be easily determined and detected before the referees see it. At Elsevier, many papers undergo this scrutiny.

While plagiarism is not a crime per se, it is considered a moral offense and can involve liability for copyright infringement.

“There should be no hints of plagiarism or fabrication in the paper,” said Dr. Francesco Visioli, Editor-in-Chief of Pharmacological Research and the recently launched journal PharmaNutrition. Also, he added, “data in the figures should match those reported in the results, and the results are not in contradiction with each other.”

Use varied research methods

Dr. Pieper, who moved from Germany to the US about five years ago, looks at the type of research submitted from different parts of the world. “Moving from Europe to the US, I see there is a marked difference between the output of US researchers compared to their European counterparts in qualitative as opposed to quantitative research for my family of journals,” he said, pointing out that well over 75 percent of submissions coming from the US use quantitative methods compared to about 50 percent from Europe.

“This clearly demonstrates to me that European researchers are more embracing of alternative methods to explore a phenomenon of interest,” he said. “Going forward, I would like to see a more even balance in the papers submitted from the US.”

Resources for authors

Before submitting a paper, authors should study the journal’s aims and scope and consult with the Guide for Authors.

For more advice, check out the step-by-step guide How to publish in an Elsevier Journal and the Publishing Connect Author Training Webcasts.

For information on the Elsevier’s online submission system, visit the Elsevier Editorial System (EES) customer support site at support.elsevier.com.


Elsevier Connect ContributorElizabeth Zwaaf is a Marketing Communications Specialist at Elsevier. In this role, she has helped promote the work of the Innovation Explorers community to a wider audience at Elsevier and in the research community. She is currently heading up an internal campaign that focuses on where Elsevier gets customer feedback and how it’s used.

Fonte: https://www.elsevier.com/connect/8-reasons-i-accepted-your-article