BNDES LANÇA PRÊMIO PARA VALORIZAR PRÁTICAS AGRÍCOLAS TRADICIONAIS DO BRASIL

BNDES

Objetivo é ajudar os sistemas agrícolas tradicionais brasileiros a concorrerem a título internacional de reconhecimento da FAO

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou no último dia 12, uma iniciativa que irá contribuir para que as práticas de agricultura tradicional do Brasil concorram, pela primeira vez, a um importante reconhecimento internacional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Em parceria com a FAO, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), será anunciado, em cerimônia no 6º Congresso Latino-Americano de Agroecologia (Agroecologia 2017), em Brasília, o Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais.

Até quinze Sistemas Agrícolas Tradicionais (SATs) brasileiros receberão prêmios em dinheiro, capacitação da Embrapa e orientação para se candidatarem a receber o título de “Sistema Agrícola Tradicional Globalmente Importante” (Globally Important Agricultural Heritage System, GIAHS).

A FAO já concedeu o título de GIAHS a 36 sistemas agrícolas históricos de 17 países, mas o Brasil ainda não foi contemplado. Os países que já têm GIAHS são Chile, Peru, México, Argélia, Irã, Marrocos, Tunísia, Emirados Árabes Unidos, Egito, Quênia, Tanzânia, Filipinas, China, Bangladesh, Índia, Japão e Coreia do Sul.

Um Sistema Agrícola Tradicional é definido como um conjunto de elementos que inclui saberes, mitos, formas de organização social, práticas, produtos, técnicas/artefatos e outras manifestações associadas. Eles formam sistemas culturais que envolvem espaços, práticas alimentares e agroecossistemas manejados por povos e comunidades tradicionais e por agricultores familiares. Os SATs integram o patrimônio cultural imaterial das comunidades que os praticam.

Para essa iniciativa, o BNDES disponibilizará recursos de seu Fundo Social para dar prêmios de R$ 70 mil a 5 SATs, e R$ 50 mil a outros 10 SATs. Além disso, todos os premiados receberão uma ajuda de R$ 5 mil para participar cerimônia de premiação, que contará com um Evento de Capacitação da Embrapa, para ajudar as comunidades a manter suas tradições agrícolas.

De acordo com o Relatório sobre o Estado dos Recursos Genéticos de Plantas do Mundo, apresentado durante a 4ª Conferência Técnica Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos, realizada em 1996 em Leipzig, na Alemanha, nos últimos 100 anos agricultores de todo o mundo perderam entre 90% e 95% de suas variedades e práticas agrícolas.

Veja as regras do Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais.

Fonte: https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/imprensa/noticias/conteudo/bndes-lan-a-pr-mio-para-valorizar-pr-ticas-agr-colas-tradicionais-do-brasil

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BRASIL CONSTRÓI SUA 1ª CIDADE 100% INTELIGENTE E SUSTENTÁVEL (IDEALIZADA PARA A POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA)

Croatá

Parece uma notícia fake mas não é! o Jornal Comunicação e Informação da FAO, Número 204,  28 de Agosto a 01 de Setembro de 2017 (http://boaspraticas.org.br/index.php/pt/informativo-fao-brasil) nos brinda com essa boa matéria.

Ela está chegando e já tem até nome: Croatá Laguna EcoPark. Trata-se da primeira cidade 100% inteligente e sustentável a ser construída no Brasil, com apoio das companhias italianas Planeta Idea e SocialFare e da StarTAU, nome do Centro de Empreendedorismo da Universidade de Tel Aviv, em Israel.

As três empresas israelenses que participarão são Magos, fabricante de radares para segurança, GreenIQ​­, sistema que controla a irrigação com base na previsão do tempo, economizando até 50% de água, e Pixtier, plataforma em nuvem que fornece mapas em 3D, permitindo planejamento e gerenciamento eficientes das cidades.

A ideia da smart city social insere-se em um contexto internacional que identifica, sobretudo nos países emergentes, dois fenômenos: 1) os fluxos migratórios dos campos levarão a população que vive nas cidades dos atuais 50% a um percentual de 80% nos próximos 25 anos; 2) 27% da população mundial têm menos de 15 anos. Isso quer dizer que, nos próximos anos, essas pessoas entrarão para o mercado de trabalho e precisarão de casas e serviços. “Essa tipologia de cidade nasce para gerir de forma ordenada tais fluxos com serviços inovadores”, disse Gianni Savio, diretor geral da Planet Idea, à revista Comunità Italiana.

O empreendimento está sendo erguido no Ceará e deve se tornar referência para outros municípios do Brasil, assim que for inaugurado (ainda em 2017, segundo prometem os envolvidos no projeto).

Em sua primeira fase, a cidade contará com espaço residencial para 150 casas, além de um porto (que até 2025 deve ser o segundo maior do Brasil!) e áreas destinadas ao lazer, comércio, serviços públicos e indústria. Entre outros benefícios, o empreendimento terá: corredores verdes ao longo de toda a cidade, ciclovias de ponta a ponta do município, tratamento de águas residuais, aproveitamento de águas pluviais, coleta inteligente de resíduos, produção de energia solar e eólicapraças com equipamentos esportivos que geram energia por meio dos movimentos dos cidadãos; monitoramento da qualidade do ar e da água; redes inteligentes de eletricidade e água; iluminação pública inteligente; aplicativos para serviços de mobilidade compartilhada, como carros, motos e bikes; hortas compartilhadas espalhadas por toda a cidade; infraestrutura digital com wi-fi grátis para todos os moradores.

E mais: a população poderá saber tudo o que acontece na cidade, em tempo real, por meio de aplicativo, que funciona como uma espécie de painel de controle do Croatá Laguna EcoPark.

Uma casa por lá custará cerca de R$ 24.300, segundo os idealizadores, que podem ser pagos em até 120 vezes, exatamente para ser uma alternativa à população de baixa renda. 

FonteDébora Spitzcovsky / Mundo

Fontehttp://www.conib.org.br/noticias/3222/israelenses-ajudam-a-construir-no-cear-a-primeira-cidade-inteligente-para-populao-de-baixa-renda

Cientistas descobrem o segredo por trás da resistência do concreto romano (How seawater strengthens ancient Roman concrete)

concreto romano

To Read in English type: https://unews.utah.edu/roman-concrete/ : How seawater strengthens ancient Roman concrete)

Olha só que interessante: Mais de dois mil anos atrás, o Império Romano inventou um tipo único de concreto que permitiu a construção de estruturas enormes e duráveis – mesmo debaixo d’água. Por incrível que pareça, as propriedades químicas exatas desta mistura de concreto não haviam sido identificadas por cientistas até o dia de hoje – mas agora, pesquisadores da Universidade de Utah acreditam que podem finalmente ter encontrado as informações que faltavam.

De acordo com as descobertas na revista American Mineralogist, o segredo reside nas propriedades químicas de dois dos componentes da mistura: cal e cinzas vulcânicas, que continham um mineral raro conhecido como tobermorite de alumínio. Quando exposta à água do mar, a substância se cristalizava na cal enquanto curava. Em vez de ser corroída pela água, sua presença dava mais resistência ao material.

Usando um microscópio eletrônico, microdiferação de raios X e espectroscopia Raman, os pesquisadores conseguiram mapear a distribuição de elementos nas obras arquitetônicas romanas remanescentes. O que eles encontraram foram quantidades significativas de sedimentos de tobermorite na composição do concreto e um mineral poroso e semelhante chamado phillipsite. Através da contínua exposição à água do mar, os cientistas supõem que o composto conseguiu continuar se cristalizando ao longo do tempo, reforçando o concreto e evitando a formação de rachaduras.

“Ao contrário dos princípios do concreto moderno à base de cimento”, disse a autora principal, Marie Jackson, “os romanos criaram um concreto parecido com uma rocha que melhora ao passo que permanece em troca química aberta com água do mar. É algo muito raro no mundo“.

Os cientistas esperam que as descobertas possam ser usadas para melhorar as técnicas modernas do concreto – resultando em um material duradouro e mais sustentável para o meio ambiente.

“Acredito que a pesquisa abre uma perspectiva completamente nova sobre como o concreto pode ser feito – que o que consideramos processos de corrosão pode realmente produzir cimento mineral extremamente benéfico e levar a uma resiliência contínua, de fato, melhorou talvez a resiliência ao longo do tempo”, afirmou Jackson.

Um projeto atual que seria ideal para a experimentação com concreto romano é o dique para a lagoa de Swansea no País de Gales.

“Há muitas aplicações, mas é necessário trabalhar mais para criar essas misturas. Começamos, mas há muitos ajustes que precisam ser feitos”, disse Jackson. “O desafio é desenvolver métodos que usem produtos vulcânicos comuns – e isso é exatamente o que estamos fazendo agora”.

Saiba mais sobre a pesquisa, aqui.

Via the GuardianBBC.

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/875474/cientistas-descobrem-o-segredo-por-tras-da-resistencia-do-concreto-romano?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil

Edital lança R$ 10 milhões para compostagem

compostagem

O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e o Fundo Socioambiental (FSA) da Caixa lançaram, nesta terça-feira (12/09), edital de apoio a projetos de compostagem em municípios ou consórcios públicos intermunicipais que atuem na gestão de resíduos sólidos. No total, serão R$ 10 milhões para projetos no valor mínimo R$ 500 mil e máximo de até R$ 1 milhão.

“Pela primeira vez, teremos um edital específico para os municípios tratarem a fração orgânica dos resíduos, alinhados com a Política Nacional de Resíduos Sólidos”, destacou o secretário-executivo do MMA, Marcelo Cruz. Segundo o secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do ministério, Jair Tannús, o principal parceiro do FNMA é o Fundo Socioambiental da Caixa. “O compromisso da Caixa com a sustentabilidade já rendeu investimentos de R$ 54 milhões em projetos ambientais com o MMA”, afirmou Osvaldo Bruno Cavalcante, diretor-executivo da Caixa.

As propostas poderão ser apresentadas, até o dia 11 de outubro, por municípios ou consórcios públicos intermunicipais em todo o território nacional que atuem na gestão de resíduos sólidos. Interessados podem participar de evento de capacitação de proponentes que será oferecido pela FSA da Caixa em parceria com o FNMA no dia 27 de setembro, das 9h às 18h. Poderão participar até dois representantes por instituição. Para se inscrever, basta enviar um e-mail para o endereço eletrônico fnma@mma.gov.br com o assunto: Capacitação Edital 01/2017. O curso será no Edifício Marie Prendi, na 505 Norte, em Brasília.

Compostagem – A compostagem é uma alternativa tecnológica de reciclagem de resíduos orgânicos ainda pouco explorada no Brasil. Por ser um processo relativamente simples e com vasta gama de aplicações, desde a escala domiciliar até a escala industrial, são diversas as possibilidades de políticas públicas que promovam esta prática e reduzam a quantidade de resíduos orgânicos enviados para disposição final.

A segregação na fonte dos resíduos em três frações (orgânicos, recicláveis secos e rejeitos) tem se mostrado uma prática de gestão muito eficiente e salutar para garantir a produção de composto de boa qualidade, boa aceitação por agricultores e baixíssimo risco de contaminação. A associação da prática de compostagem com a promoção do uso do composto, em projetos de agricultura urbana e periurbana ou de apoio à agricultura familiar, também é exemplo de sucesso na garantia da continuidade desta prática, fechando o ciclo da gestão dos resíduos orgânicos.

Fonte: MMA // http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2017/09/13/138668-edital-lanca-r-10-milhoes-para-compostagem.html

USP produz plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria

Produto é barato, não compete com mercado de alimentos e contém antioxidantes, permitindo acondicionar hortifrútis.

plástico

Pesquisas da USP em Ribeirão Preto avançam na busca de plástico 100% biodegradável e competitivo com o plástico comum. Testes que reúnem na fórmula resíduos agroindustriais resultaram num produto com qualidades técnicas e econômicas promissoras.

A boa nova saiu dos laboratórios do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. A química Bianca Chieregato Maniglia desenvolveu filmes plásticos biodegradáveis a partir de matrizes de amido presentes em resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum.

O fato do novo material ser totalmente desenvolvido a partir de descartes da agroindústria faz toda diferença. Ao mesmo tempo, recicla resíduos; é biodegradável; é produzido com fontes renováveis que não se esgotam como o petróleo (de onde sai o plástico comum) e cultivadas em qualquer lugar do mundo. Bianca lembra de mais predicados de seu produto: matéria-prima barata, que não compete com o mercado alimentício e ainda “contém composição interessante com a presença de ativos antioxidantes”.

Essa fórmula com compostos antioxidantes, lembra a pesquisadora, pode ser ainda mais interessante no desenvolvimento de “embalagens ativas”.

Os estudos parecem indicar o caminho certo para a obtenção de um plástico, ou pelo menos um filme plástico, totalmente biodegradável. Os pesquisadores da FFCLRP conseguiram produzir filmes plásticos com boa aparência, boas propriedades mecânicas, funcionais e ativas, o que os torna mais eficientes na conservação de hortifrútis. O grupo de pesquisa também tem trabalhado com a aplicação de aditivos como a palha de soja tratada, outro resíduo agroindustrial, para melhorar as propriedades destes filmes. A meta é o ganho de maior resistência mecânica e menor capacidade de absorver e reter água.

Bianca, porém, acredita que ainda demande mais pesquisa e teste para os 100% biodegradáveis chegarem ao mercado. Em perspectiva mais recente, comenta, “esse tipo de plástico deve atuar como alternativa ao comum”. Apesar de não substituir o tipo comum, pode ser aplicado a diversos tipos do produto, como já ocorre nas misturas de matérias-primas renováveis com polímeros não renováveis, formando as chamadas “blendas”. “Temos as boas propriedades dos plásticos comuns com parcial biodegradabilidade”, comenta.

Plásticos (não tão) “verdes”

O plástico comum, que é produzido com derivado do petróleo (matéria-prima não renovável, cuja composição não é metabolizada por microrganismos), leva até 500 anos para desaparecer.

Já o plástico biodegradável desenvolvido na USP é feito de material biológico, e por isso é atacado, na natureza, por outros agentes biológicos – bactérias, fungos e algas – e se transformam em água, CO2 e matéria orgânica. Ele se degrada em no máximo 120 dias.

Atualmente, existem no mercado outros tipos de plástico biodegradável. São feitos a partir de fontes renováveis – milho, mandioca, beterraba e cana-de-açúcar. Porém, estas fontes servem como matérias-primas para produzir um composto (ácido láctico) do qual se pode sintetizar o polímero (PLA – ácido polilático). “Devido ao fato destes plásticos não serem produzidos com polímeros naturais, como proteína e carboidratos, por exemplo, o material apresenta estrutura mais complexa e só se biodegrada corretamente em usinas de compostagem, onde há condições adequadas de luz, umidade e temperatura, além da quantidade correta de microrganismos”, lembra Bianca.

Além de caros, os plásticos produzidos por fontes renováveis hoje comercializados ainda deixam a desejar em relação a algumas propriedades mecânicas e funcionais se comparados aos plásticos produzidos com fontes não renováveis, e também demandam outros custos para não poluírem o meio ambiente.

Outro plástico muito divulgado na busca por maior sustentabilidade é o “plástico verde”. No entanto, a pesquisadora faz um alerta sobre este tipo de plástico. É feito de cana-de-açúcar, mas não é biodegradável. A partir da cana, é produzido o polietileno igual ao obtido do petróleo, assim o tempo de decomposição do plástico verde é o mesmo do plástico comum. “Vai continuar a causar problemas nas cidades e na natureza.”

Bianca defende que a aceitação e demanda por plásticos biodegradáveis dependam mais de consciência ambiental, legislação e vontade política que de fatores econômicos. Avalia que, em perspectiva global, quando se incluem custos indiretos, como geração de lixo, poluição e outros impactos à saúde e meio ambiente, “os biodegradáveis assumem posições economicamente mais favoráveis”.

Falando em economia, os custos de produção desses materiais podem ficar bem menores que os atuais. E isso se deve à utilização dos resíduos agroindustriais, como o produto agora desenvolvido na USP, cujos componentes não competem no mercado com a indústria de alimentos.

Os resultados desse estudo foram apresentados em março de 2017 à FFCLRP na tese de doutorado de Bianca, que trabalhou sob orientação da professora Delia Rita Tapia Blácido.


Fontes: Rita Stella e Paulo Henrique Moreno, do Jornal da USP // 

Pesquisa da USP descobre como é reação química que transforma açúcar em energia

energia

Mecanismo era mistério há mais de 50 anos. Estudo inédito realizado em São Carlos foi capa de uma das revistas mais respeitadas do mundo na área química.

Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), em São Carlos, descobriram como é a reação química que transforma o açúcar em energia elétrica. O mecanismo de reação era um mistério para a comunidade científica há mais de 50 anos. A pesquisa inédita é capa deste mês da Royal Society of Chemistry, uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo na área química.

A pesquisa

Foram cinco anos de estudo até o resultado inédito. Primeiro, os cientistas colocaram fermento biológico, o mesmo usado para fazer pão, no açúcar refinado. Com a fermentação, o açúcar vira álcool.

Os pesquisadores acrescentaram um eletrodo com uma proteína chamada ADH ou álcool desidrogenase, que é uma enzima encontrada no corpo humano e em alimentos como o tomate.

“A proteína é capaz de extrair os elétrons – que são partículas carregadas – do etanol, gerando então eletricidade. E esse processo é bem rápido. Em cerca de 10 minutos nós já temos corrente elétrica”, disse a doutoranda de química Graziela Sedenho.

Desvendando o mistério

O equipamento mede a intensidade da corrente elétrica. A experiência brasileira desvenda um mistério. Há mais de 50 anos, pesquisadores do mundo inteiro tentavam descobrir de que forma a proteína agia quando entrava em contato com o álcool. Pela primeira vez, os cientistas conseguiram comprovar como é essa reação química, que transforma o açúcar em energia elétrica.

A ação da enzima para produzir energia não é a única descoberta. “A outra novidade foi que no mesmo sistema nós conseguimos realizar duas reações ao mesmo tempo, ou seja, tanto o fungo quanto a proteína atuavam ao mesmo tempo pra gerar o etanol e gerar a eletricidade, o que nunca tinha sido comprovado anteriormente”, disse o professor do Instituto de Química Frank Crespilho.

Meio ambiente

A experiência pode trazer vantagens para o meio ambiente.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/pesquisa-da-usp-descobre-como-e-reacao-quimica-que-transforma-acucar-em-energia.ghtml

Cientistas desvendam mistério matemático em tábua da Babilônia

tábua

O compartilhar da matéria de hoje é por demais atrativa. Trata-se de um olhar para o passado e revelar que no “antes de ontem” já se fazia matemática melhor do que o “ontem”.

Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, descobriram que um objeto de argila de 3.700 anos é, na verdade, uma tábua trigonométrica, a mais antiga escritura matemática para calcular como construir palácios, templos e canais.

A nova pesquisa publicada no último dia 24 (de agosto) mostra que os babilônios foram mais rápidos que os gregos para a invenção da trigonometria (estudo dos triângulos). Eles teriam chegado mil anos mais cedo, de acordo com os cientistas, o que revela uma antiga sofisticação matemática escondida até agora.

Conhecida como Plimptom 322, a pequena tábua foi descoberta no início do século XX no sul do Iraque pelo arqueólogo Edgar Banks – ele inspirou o personagem do cinema Indiana Jones. A relíquia tem quatro colunas e 15 linhas de números.

“Plimpton 322 confundiu os matemáticos durante mais de 70 anos, já que contém um padrão especial de números chamados de triplos pitagóricos”, disse Daniel Mansfield, do Curso de Matemática e Estatística da Faculdade de Ciências da Universidade de Nova Gales do Sul.

“O grande mistério, até agora, era o seu propósito – por que os escritores antigos realizavam a tarefa complexa de gerar e classificar os números na tabela”, completou.

Uma tabela trigonométrica permite descobrir o tamanho dos lados de um triângulo retângulo (com um ângulo de 90º) por meio de cálculos e regras. O astrônomo grego Hiparco, que viveu cerca de 120 a.C., é considerado o pai desta área.

“A Plimptom 233 existiu antes de Hiparco em mais de mil anos”, disse Norman Wildberger, professor associado a Mansfield. “Isso abre novas possibilidades não apenas para a pesquisa matemática moderna, mas também para a educação matemática”.

Fonte: G1 / http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2017/08/25/138401-cientistas-desvendam-misterio-matematico-em-tabua-da-babilonia.html