Pesquisa da Unicamp descobre uso de nanopartículas de ferro para fortificar leite para recém-nascidos

leite

A notícia hoje compartilhada pode parecer estranha mas é tão impactante para as nossas vidas quanto foi a inclusão do Iodo no sal nosso de cada dia. O elemento Ferro é crítico em crianças e em mulheres durante o período gestacional e em amamentação.

Dessa forma, apesar dos “trancos e barrancos”, do que significa pesquisar em um país onde pesquisa nunca foi prioridade, observa-se que uma investigação desenvolvida pela Unicamp, em Campinas (SP), em parceria com a Universidade de Oviedo, na Espanha, encontrou uma forma de utilizar nanopartículas de ferro na fortificação de leite para recém-nascidos. A tecnologia é possível tanto para uso em fórmulas infantis como para ser somada ao leite materno.

A descoberta desse uso permite que o ferro – essencial para evitar doenças como anemia e para estimular o desenvolvimento do bebê – seja melhor absorvido pelo organismo. O teste foi feito em cobaias e o próximo passo é fazer experimentos in vitro (teste em laboratório com células intestinais).

A partir do leite materno

A nanopartícula ainda não havia sido testada como fortificante, segundo a pesquisadora. Em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, foi analisado o ferro na composição do leite materno. Já o estudo do metabolismo desse componente químico foi feito na Espanha, com tecnologia avançada.

“No Brasil não tem os equipamentos necessários para fazer as análises, então parte delas foi feita em Oviedo. Fizemos o estudo do metabolismo do ferro quando administrado sob a forma de nanopartículas. […] O estudo é inédito por conta dos métodos usados para estudar o metabolismo”, explica Rafaella.

Integram o grupo de pesquisadores a professora Solange Cadore, do departamento de química analítica do Instituto de Química, e o professor Alfredo Sanz Medel, do departamento de físico-química e analítica na Espanha, supervisor dos estudos.

No leite materno, o ferro está ligado a proteínas, é o que faz com que ele seja melhor absorvido, segundo Rafaella.

Desenvolvimento do bebê

A absorção do ferro pelo organismo, principalmente, de recém-nascidos é essencial para a prevenção de doenças como a anemia e o crescimento da criança.

Em relação aos bebês prematuros, Rafaella ressalta que muitas vezes o leite materno não está disponível, e eles têm maior necessidade de ingerir nutrientes. Nesses casos, a opção é o leite humano doado ou as fórmulas infantis.

“É aí que essa nanopartícula pode ser utilizada. Nós temos o ferro de uma maneira que ele possa ser melhor absorvido. […] Às vezes, tem bebês que nascem com enfermidades que necessitam de maior teor de ferro. Se o ferro tem maior biodisponibilidade [melhor absorção no organismo] não precisa adicionar tanto e possivelmente não tem nenhum efeito tóxico para o organismo”, diz.

Atualmente é usado sulfato ferroso nas fórmulas infantis, mas, segundo Rafaella, já se sabe que o organismo absorve pouco – em média 5% -, o que acaba fazendo com que os fabricantes adicionem mais desse “ingrediente” no leite. Segundo o estudo, em excesso, o sulfato ferroso pode causar efeitos gastrointestinais colaterais e interferir na absorção de outros nutrientes.

Metabolismo em cobaias

Em cobaias, os pesquisadores analisaram como as nanopartículas de ferro se metabolizam no organismo a partir da fórmulas de leite. Ela foi administrada em ratos e, posteriormente, o foco foi o resultado no sangue e no fígado.

Próximos passos

A pesquisadora explica que mais testes com relação ao metabolismo e a biodisponibilidade in vitro ainda estão sendo realizados.

“Em laboratório, simulamos uma camada intestinal, e isso em um método que o laboratório da professora Solange foi pioneiro no Brasil. Fazendo os testes in vitro temos a possibilidade de fazer um número maior de ensaios”, explica.

A nanopartícula de ferro já está patenteada e a pesquisa está em processo de publicação em revistas internacionais. O estudo segue em andamento e, segundo Rafaella, ainda não há uma previsão para que a novidade seja disponibilizada no mercado.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/pesquisa-da-unicamp-descobre-uso-de-nanoparticulas-de-ferro-para-fortificar-leite-de-recem-nascidos.ghtml

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Programa seleciona projetos para estágio na Suécia

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Inscrições podem ser feitas até 11 de dezembro!

O Centro de Pesquisa e Inovação Sueco Brasileiro (CISB) abriu chamada pública para seleção de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, para participar do programa de Estágio Sênior no Exterior (ESN). As propostas devem ser enviadas para o e-mail projects@cisb.org.br até o dia 11 de dezembro.

O programa é destinado a doutores com vínculo empregatício com instituição brasileira de ensino ou pesquisa, e a pesquisadores, com histórico de colaboração com indústrias e/ou com a Suécia, assim como com bom índice de produtividade científica e tecnológica.

Serão priorizados projetos nas seguintes áreas: Conceito metodológico, Design e Análises Operacionais; Design geral e integração de sistemas; Redes de comunicação, C2 / ATM e Cyber Security; HMI e Sistema Autônomo; Tomada de decisão distribuída; Sensores – Sistema e Funções; Sistemas Intensivos de Software; Aeronautical Enginering and Vehicle Systems incl. Propulsão; Materiais, Design / Instalação de Estrutura, Técnica Estrutural e Fabricação; Suporte de manutenção e logística; e Gerenciamento e Desenvolvimento Integrado de Produto (Lean, PMP, etc.).

As propostas serão avaliadas por especialistas com experiência na indústria e na academia. O resultado será divulgado no dia 20 de janeiro.

A bolsa

O CISB pretende apoiar até três bolsas. O período de implementação da bolsa será de fevereiro a agosto de 2018, e a vigência será de um mês. Entre os benefícios, os bolsistas receberão mensalidade no valor de SEK 20.780,00; auxílio instalação; seguro assistência viagem; e auxílio deslocamento para aquisição de passagens aéreas.

Acesse a página da chamada pública.

Fonte: http://www.ifes.edu.br/noticias/17668-programa-seleciona-projetos-para-estagio-na-suica

CNPq recebe inscrições para o Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica

cnpq

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Atribuído em três categorias Bolsista de Iniciação Científica, Bolsista de Iniciação Tecnológica, e Mérito Institucional, as submissões podem ser feitas até 09 de março de 2018.

O Prêmio é destinado aos bolsistas de Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq e às instituições participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic e Pibiti). O objetivo é reconhecer os bolsistas cujos relatórios finais se destacam pela relevância e qualidade, e as instituições que contribuíram para alcançar os objetivos do programa.

A inscrição é feita a partir das indicações das coordenações do Pibic e Pibiti das universidades e das instituições de pesquisa, feitas por e-mail, para concorrer à etapa nacional. Podem ser indicados até seis bolsistas de Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq (três por categoria, sendo um por cada grande área de conhecimento) que apresentaram os melhores relatórios, classificados ou premiados pelo comitê interno ou externo nas jornadas, salões ou seminários realizados nas instituições de ensino e pesquisa no 2º semestre de 2017.Podem participar bolsistas que desenvolveram projetos no período compreendido de 1º de agosto de 2016 a 31 de julho de 2017, independente da continuidade ou renovação da bolsa para o próximo período.

Os vencedores receberão R$ 7 mil em dinheiro, bolsas de mestrado ou doutorado, passagens aéreas e hospedagem para participar da próxima reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em julho de 2018.

Na categoria Mérito Institucional, podem concorrer os participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) que tenham bolsistas inscritos no Prêmio. A instituição agraciada receberá um troféu.

O resultado do prêmio será anunciado pelo CNPq até 18 de maio de 2018.

Saiba mais na página do Prêmio na internet.

Fonte: Coordenação de Comunicação Social do CNPq

Pesquisador mexicano cria cimento que gera luz

cimento luminoso

Durante a última década, o desenvolvimento de modelos inteligentes de construção, intimamente relacionados com a eficiência energética, tem implementado novos materiais que possuem uma ou mais propriedades modificadas, de maneira controlada e parcial, por estímulos externos como radiação, temperatura, pH, umidade, vento, entre outros fatores ambientais.

Como resposta aos novos modelos de construção, o Dr. em Ciências José Carlos Rubio Ávalos da UMSNH de Morelia, desenvolveu um cimento com a capacidade de absorver e irradiar a energia ilumínica, com o intuito de agregar uma maior funcionalidade e versatilidade ao concreto do ponto de vista da eficiência energética.

O novo ‘material inteligente’ desenvolvido por Rubio Ávalos foi conhecido em 20 de outubro de 2015, em um comunicado de imprensa oficial pela Agência Informativa Conacyt, na qual o pesquisador afirmou que as aplicações são muito amplas, dentro das quais as que mais se destacam são o mercado da arquitetura, fachadas, piscinas, banheiros, cozinhas, estacionamentos, entre outros. Além disso, é possível utilizá-lo na segurança viária e nas sinalizações, no setor de geração de energia, como plataformas de petróleo, e em qualquer lugar que se deseje iluminar ou marcar espaços que não tenham acesso a instalações elétricas, já que não requer um sistema de distribuição elétrica e se recarrega somente com a luz. A durabilidade do cimento emissor de luz é estimada em mais de 100 anos, por sua natureza inorgânica, sendo facilmente reciclável por seus componentes materiais.

Segundo esse mesmo comunicado, a característica essencial desse novo material é obtida mediante um processo de policondensação das matérias primas (sílica, areia de rio, resíduos industriais, álcalis e água). Esse processo, apontou o pesquisador, realiza-se na temperatura ambiente e não requer fornos ou altos consumos de energia, de modo que a poluição na sua fabricação é baixa, em comparação com outros cimentos, como Portland ou plásticos sintéticos.

“Buscamos que a luz penetre o material até certo nível. No caso do cimento convencional, o Portland, não há essa capacidade já que quando a luz chega à superfície, ela não penetra”, explicou Rubio Ávalos.

Carregar esse material com luz natural ou artificial busca oferecer novas funções ilumínicas e térmicas ao elemento construtivo mais utilizado no mundo, com o objetivo de diminuir o consumo energético gerado pelos sistemas ativos.

Espera-se que além de sua distribuição no México, investidores do Chile, Espanha, Argentina e Brasil comercializem o material em breve para sua implementação em rodovias e outros espaços urbanos.

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/802218/pesquisador-mexicano-cria-cimento-que-gera-luz

Menina de 11 anos vence prêmio com sensor que detecta chumbo na água

menina

Aqui está a importância de se investir em pesquisa o quanto antes e não apenas na universidade. Aliás, por falar nisso, os Institutos Federais são duramente criticados por pesquisas em Ensino Médio.

Assim, compartilho a matéria de uma menina que, com apenas 11 anos, nos brinda com algo tão relevante para quem trabalha com detectação de metais pesados, dentre eles, o chumbo.

Gitanjali Rao é uma menina de 11 anos de Colorado, cidade nos Estados Unidos, que se tornou a cientista mais jovem do país. Ela venceu o Discovery Education 3M Young Scientist Challenge por criar um dispositivo que detecta níveis de chumbo na água. A estudante da sétima série leva para casa o prêmio de US$ 25 mil (quase R$ 82 mil).

O projeto, segundo ela, foi inspirado na crise hídrica da cidade de Flint, em Michigan, entre 2014 e 2015, em que o sistema de água estava altamente contaminado por chumbo. Mais de 80 casos de contaminação foram detectados na população, principalmente em crianças, e 12 pessoas morreram.

Ela levou em consideração a quantidade de pessoas que tinham sido afetadas e que o problema não era apenas em Flint. Mais de 5.300 sistemas de águas nos Estados Unidos sofrem com isso, de acordo com dados de 2016.

“A ideia veio assim que meus pais fizeram o teste de chumbo na nossa água”, contou Gitanjali ao Business Insider. “Eu pensei: ‘bem, esse não é um processo confiável e eu tenho de fazer algo para mudar isso'”, disse.

Há dois métodos para descobrir se a água está contaminada: usar tiras de teste de chumbo – processo rápido, mas não muito preciso – ou enviar uma amostra da água para análise, que leva tempo e requer equipamentos caros. A menina queria uma solução mais efetiva.

Assim, trabalhando com cientistas da 3M (companhia de tecnologia que atua em diversas áreas), Gitanjali criou o dispositivo que usa nanotubos de carbono programados para detectar a presença de chumbo na água. O aparelho está conectado a um aplicativo de celular que mostra o status do líquido. O processo leva de 10 a 15 segundos, ela diz.

O dispositivo recebeu o nome de Tethys, deus grego da água, e demorou cinco meses para ficar pronto. Agora, ela pretende aprimorá-lo e, eventualmente, vendê-lo para qualquer pessoa que more em uma região que enfrenta o problema da contaminação.

Quando crescer, Gitanjali quer ser geneticista ou epidemiologista, áreas que podem trabalhar com casos assim. “Se você toma banho com água contaminada, pode ter irritação na pele e isso pode ser facilmente estudado por um epidemiologista. E se alguém bebe água com chumbo, os filhos dela podem ter complicações”, diz.

“Eu estudei um pouco desses temas desde que fiquei interessada na área e então vim com esse dispositivo para ajudar a salvar vidas”, declara a menina.

Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/menina-de-11-anos-vence-pr%C3%AAmio-com-sensor-que-detecta-chumbo-na-%C3%A1gua/ar-AAujMC6

BNDES LANÇA PRÊMIO PARA VALORIZAR PRÁTICAS AGRÍCOLAS TRADICIONAIS DO BRASIL

BNDES

Objetivo é ajudar os sistemas agrícolas tradicionais brasileiros a concorrerem a título internacional de reconhecimento da FAO

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou no último dia 12, uma iniciativa que irá contribuir para que as práticas de agricultura tradicional do Brasil concorram, pela primeira vez, a um importante reconhecimento internacional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Em parceria com a FAO, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), será anunciado, em cerimônia no 6º Congresso Latino-Americano de Agroecologia (Agroecologia 2017), em Brasília, o Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais.

Até quinze Sistemas Agrícolas Tradicionais (SATs) brasileiros receberão prêmios em dinheiro, capacitação da Embrapa e orientação para se candidatarem a receber o título de “Sistema Agrícola Tradicional Globalmente Importante” (Globally Important Agricultural Heritage System, GIAHS).

A FAO já concedeu o título de GIAHS a 36 sistemas agrícolas históricos de 17 países, mas o Brasil ainda não foi contemplado. Os países que já têm GIAHS são Chile, Peru, México, Argélia, Irã, Marrocos, Tunísia, Emirados Árabes Unidos, Egito, Quênia, Tanzânia, Filipinas, China, Bangladesh, Índia, Japão e Coreia do Sul.

Um Sistema Agrícola Tradicional é definido como um conjunto de elementos que inclui saberes, mitos, formas de organização social, práticas, produtos, técnicas/artefatos e outras manifestações associadas. Eles formam sistemas culturais que envolvem espaços, práticas alimentares e agroecossistemas manejados por povos e comunidades tradicionais e por agricultores familiares. Os SATs integram o patrimônio cultural imaterial das comunidades que os praticam.

Para essa iniciativa, o BNDES disponibilizará recursos de seu Fundo Social para dar prêmios de R$ 70 mil a 5 SATs, e R$ 50 mil a outros 10 SATs. Além disso, todos os premiados receberão uma ajuda de R$ 5 mil para participar cerimônia de premiação, que contará com um Evento de Capacitação da Embrapa, para ajudar as comunidades a manter suas tradições agrícolas.

De acordo com o Relatório sobre o Estado dos Recursos Genéticos de Plantas do Mundo, apresentado durante a 4ª Conferência Técnica Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos, realizada em 1996 em Leipzig, na Alemanha, nos últimos 100 anos agricultores de todo o mundo perderam entre 90% e 95% de suas variedades e práticas agrícolas.

Veja as regras do Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais.

Fonte: https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/imprensa/noticias/conteudo/bndes-lan-a-pr-mio-para-valorizar-pr-ticas-agr-colas-tradicionais-do-brasil

BRASIL CONSTRÓI SUA 1ª CIDADE 100% INTELIGENTE E SUSTENTÁVEL (IDEALIZADA PARA A POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA)

Croatá

Parece uma notícia fake mas não é! o Jornal Comunicação e Informação da FAO, Número 204,  28 de Agosto a 01 de Setembro de 2017 (http://boaspraticas.org.br/index.php/pt/informativo-fao-brasil) nos brinda com essa boa matéria.

Ela está chegando e já tem até nome: Croatá Laguna EcoPark. Trata-se da primeira cidade 100% inteligente e sustentável a ser construída no Brasil, com apoio das companhias italianas Planeta Idea e SocialFare e da StarTAU, nome do Centro de Empreendedorismo da Universidade de Tel Aviv, em Israel.

As três empresas israelenses que participarão são Magos, fabricante de radares para segurança, GreenIQ​­, sistema que controla a irrigação com base na previsão do tempo, economizando até 50% de água, e Pixtier, plataforma em nuvem que fornece mapas em 3D, permitindo planejamento e gerenciamento eficientes das cidades.

A ideia da smart city social insere-se em um contexto internacional que identifica, sobretudo nos países emergentes, dois fenômenos: 1) os fluxos migratórios dos campos levarão a população que vive nas cidades dos atuais 50% a um percentual de 80% nos próximos 25 anos; 2) 27% da população mundial têm menos de 15 anos. Isso quer dizer que, nos próximos anos, essas pessoas entrarão para o mercado de trabalho e precisarão de casas e serviços. “Essa tipologia de cidade nasce para gerir de forma ordenada tais fluxos com serviços inovadores”, disse Gianni Savio, diretor geral da Planet Idea, à revista Comunità Italiana.

O empreendimento está sendo erguido no Ceará e deve se tornar referência para outros municípios do Brasil, assim que for inaugurado (ainda em 2017, segundo prometem os envolvidos no projeto).

Em sua primeira fase, a cidade contará com espaço residencial para 150 casas, além de um porto (que até 2025 deve ser o segundo maior do Brasil!) e áreas destinadas ao lazer, comércio, serviços públicos e indústria. Entre outros benefícios, o empreendimento terá: corredores verdes ao longo de toda a cidade, ciclovias de ponta a ponta do município, tratamento de águas residuais, aproveitamento de águas pluviais, coleta inteligente de resíduos, produção de energia solar e eólicapraças com equipamentos esportivos que geram energia por meio dos movimentos dos cidadãos; monitoramento da qualidade do ar e da água; redes inteligentes de eletricidade e água; iluminação pública inteligente; aplicativos para serviços de mobilidade compartilhada, como carros, motos e bikes; hortas compartilhadas espalhadas por toda a cidade; infraestrutura digital com wi-fi grátis para todos os moradores.

E mais: a população poderá saber tudo o que acontece na cidade, em tempo real, por meio de aplicativo, que funciona como uma espécie de painel de controle do Croatá Laguna EcoPark.

Uma casa por lá custará cerca de R$ 24.300, segundo os idealizadores, que podem ser pagos em até 120 vezes, exatamente para ser uma alternativa à população de baixa renda. 

FonteDébora Spitzcovsky / Mundo

Fontehttp://www.conib.org.br/noticias/3222/israelenses-ajudam-a-construir-no-cear-a-primeira-cidade-inteligente-para-populao-de-baixa-renda