RE-NATURALIZANDO AS CIDADES

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Experts britânicos e brasileiros reuniram-se em Goiânia (GO)

Replico aqui a matéria escrita pelo professor e amigo Fábio Angeoletto, sobre a sua experiência vivida no Re-Naturing Cities, junto com outras autoridades mundiais no assunto.

As Universidades de Portsmouth e Federal de Goiás, com financiamento do British Council, do Newton Fund e da Fapeg, promoveram no início do mês de julho a oficina internacional “Re-Naturing Cities: Theories, Strategies and Methodologies”.

Centenas de profissionais britânicos e brasileiros candidataram-se as 40 vagas oferecidas a experts em ecologia e planejamento urbano. Vinte doutores de cada nação foram selecionados, e viajaram a Goiânia com todas as despesas pagas. O objetivo principal da oficina – plenamente atingido – foi a criação de redes de pesquisa binacionais, para estudos conjuntos objetivando a “re-naturalização” das cidades.

Angeoletto foi um dos brasileiros selecionados pela organização do evento, e durante os quatro dias da oficina, apresentou os resultados do projeto “Biodiversidade Urbana de Rondonópolis”, além de assistir a dezenas de apresentações mui interessantes. Por exemplo, Fabiano Lemes defendeu a ideia das “cunhas verdes”, que são dutos de espaços verdes que se originam no campo e convergem para o centro das cidades. Daniela Perrotti explanou sobre a metodologia para o cálculo do metabolismo urbano, e de como essas mensurações podem ser aplicadas no planejamento. Heather Rumble apresentou o resultados de suas pesquisas sobre telhados verdes.

Também merecem destaque cientistas como Silvio Caputo, o qual demonstrou técnicas alternativas para práticas de agricultura urbana, como canteiros sobre rodas. Mark Goddard apresentou alguns resultados de pesquisas da UrBioNet, uma rede global de ecólogos urbanos cujo objetivo é promover estudos sobre biodiversidade urbana. Stuart Connop apresentou resultados do Projeto TURAS, acrônimo para “Transição para a Resiliência Urbana e a Sustentabilidade”. Jamie Anderson e Lynette Robertson demonstraram a importância das infraestruturas verdes urbanas para a promoção da saúde humana (inclusive a saúde mental). Caroline Nash dissertou sobre o conceito de Ecomímica: a criação de habitats urbanos que mimetizem aqueles presentes em ambientes prístinos, atraindo a fauna.

O evento congregou profissionais das mais diversas formações: biólogos, geógrafos, arquitetos, sociólogos, economistas, urbanistas e cientistas ambientais. Os organizadores pretenderam, e alcançaram a realização de um evento interdisciplinar. E não poderia ser diferente: a cidade, fenômeno multifatorial e extremamente complexo, precisa aglutinar diferentes habilidades e saberes, para o equacionamento dos seus múltiplos desafios ambientais. É uma lástima que nas universidades brasileiras a interdisciplinaridade seja apenas um discurso politicamente correto. Ao contrário: os departamentos não interagem entre si, principalmente aqueles dominados por uma velha guarda mofada, que se debruça sobre o mundo de hoje com a mentalidade de professores do século 19. Eventos como o “Re-Naturing Cities” deveriam ser a norma no cotidiano universitário.

A expressão “Re-Naturing Cities” é na verdade um convite à reflexão. De fato, as cidades não são a antítese da natureza. O filósofo britânico John N. Gray resumiu com maestria o lugar das cidades na biosfera, ao defini-las como “não mais artificiais do que colmeias de abelhas.” Sem embargo, o caráter ecossistêmico heterotrófico das cidades é uma evidência óbvia de como precisamos de categorias de gestão ambiental e planejamento inovadoras. Precisamos preparar as cidades para eventos climáticos extremos. Precisamos de mais cobertura arbórea nas cidades. Precisamos cultivar alimentos nos muitos espaços urbanos disponíveis. Precisamos planejar a flora urbana para o incremento da fauna silvestre. Precisamos democratizar as árvores. A realidade cinzenta de bairros pobres com poucas árvores, quando comparadas aos bairros de classe alta, é internacional.

Fonte: http://www.atribunamt.com.br/2017/07/experts-britanicos-e-brasileiros-reunem-se-em-goiania/

Primeira calçada “smart street” do mundo transforma os passos dos pedestres em energia

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No dia 27/03/2017 publiquei uma matéria informando com que a França inaugurava sua primeira rodovia solar para gerar energia para uma cidade à medida que os carros transitavam por ela (https://blogdoprofessorfred.wordpress.com/2017/03/27/franca-inaugura-sua-primeira-rodovia-solar-que-gera-energia-para-uma-cidade/). Hoje compartilho uma das matérias que mais me impressionou quanto a mobilização urbana e geração de energia: “calçadas” que geram energia à medida que pedestres caminham sobre ela.

A empresa de tecnologia Pavegen divulgou a primeira “Smart Street” do mundo, localizada em West End, Londres, que utiliza painéis cinéticos de pavimentação para gerar energia a partir dos passos dos pedestres. Mas ao contrário das iniciativas anteriores da Pavegen, implantadas em cidades como Washington DC e Rio de Janeiro (que usa os painéis como base para um campo de futebol), a Smart Street de Londres vem com seu próprio aplicativo – oferecendo aos pedestres informações precisas sobre a quantidade de energia que estão gerando.

A pavimentação de 107 metros quadrados está instalada ao longo da Bird Street, onde produz energia para lâmpadas de rua próximas, transmissores Bluetooth e alto-falantes ocultos que emitem sons de pássaros para criar um ambiente mais tranquilo.

Laurence Kemball-Cook, CEO da Pavegen , disse em um comunicado: “Com instalações em Washington, D.C. e em importantes centros de transporte, incluindo o aeroporto Heathrow, ter a chance de demonstrar como nossa tecnologia pode trazer à vida a experiência de caminhar é um passo muito importante para nós.”

Desde 2009, a Pavegen já completou mais de 150 projetos ao redor do mundo. Para criar energia, o sistema usa geradores de indução eletromagnética – ao passo que a pavimentação é empurrada para baixo com o peso de uma pessoa, os volante de armazenamento de energia giram para converter a energia cinética em energia elétrica. Essa energia pode então ser usada para abastecer a iluminação pública ou outros equipamentos.

Saiba mais sobre o sistema Pavegenaqui.

Via Construction DiveBuzzfeed

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/876391/primeira-smart-street-do-mundo-transforma-os-passos-dos-pedestres-em-energia?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil

Para o estudo da Física: A quem interessar possa!

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Há alguns dias, publiquei um artigo sobre a produção científica no mundo (Estranho mapa do mundo baseado na produção científica – blogdoprofessorfred.wordpress.com/2017/07/18/estranho-mapa-do-mundo-baseado-na-producao-cientifica/). Era um “mapa”, na verdade uma anamorfose cartográfica, totalmente fora do convencional caracterizando o tamanho do país proporcionalmente ao número de artigos em Ciência publicados.

O retrato brasileiro não foi nada animador e já mostrei isso numa outra oportunidade aqui no blog.

Uma das coisas que me chamou atenção, enquanto refletia sobre esses assuntos, foi o fato de existirem alguns menos famosos heróis da Ciência, se assim os podemos chamar, os quais, a despeito de todas as dificuldades e falta de recursos e investimento, levam, com amor ao conhecimento, a bandeira de difundir Ciência às mentes dos jovens.

Além da preocupação com uma produção científica relevante, esses guerreiros têm em mente um Ensino relevante em Física, Matemática, Química, Biologia e correlatas. São mestres, muitas vezes sem título formal, que desdobram horas para montar um material de qualidade; investem o que tem para atrair alunos ao ramo tão desprezado na escolha de uma profissão; tomam a faixa de capitão, batem no peito e assumem o papel de líderes para que os estudantes com vocação em Tecnologia e Ciências Naturais, tão carentes no País, escolham o caminho árduo, mas gratificante, nessas áreas ao invés de dar ouvidos a outras profissões igualmente nobres só pelo dinheiro.

Inclusive, um desses invisíveis compartilhou uma publicação minha na sua página no Facebook e fui dar uma olhada no trabalho. É iniciante, mas creio que tem um enorme potencial. Além da Página, achei o canal no YouTube onde vi alguns vídeos muito bons para quem quer aprender Física muito além de reproduzir conhecimento numa prova de vestibular ou simplesmente para passar de ano: o projeto consiste em colocar a Física num local de onde ela nunca deveria ter saído, a saber, um dos pilares da cultura da humanidade.

Dessa forma, compartilho aqui os canais do Professor Casanova e apoio essa ideia por se tratar de um jovem incentivador a jovens cientistas e convido a que faça o mesmo, se o nobre leitor for adepto da ideia de propagar o ensino científico. Acesse o canal www.youtube.com/professorcasanova e se inscreva.

Quanto mais iniciativas assim, quem sabe num futuro próximo o “mapa” do Brasil não venha a ter a configuração que o conhecemos como em área territorial, proporcional as publicações e pesquisas científicas?

PlantMed – Aplicativo para smartphones criado por alunas do curso de Agente Comunitário de Saúde de Capanema (PR)

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Alunas do curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde na modalidade EAD do IFPR realizaram como Trabalho de Conclusão de Curso, um projeto de pesquisa sobre Plantas Medicinais. Essa pesquisa, inovadora na região, foi realizada com idosos da cidade de Planalto (PR) para verificar quais eram as plantas medicinais que possuíam em suas residências e dessas, quais mais utilizavam como tratamento ou prevenção a doenças. Com os dados dessa pesquisa foram definidas as 30 plantas mais utilizadas.

As alunas cultivaram mudas de todas as 30 plantas medicinais e, paralelamente, foi pesquisado o nome científico dessas plantas, bem como suas indicações, contraindicações, modo de preparo e modo de cultivo de futuras mudas.

No dia 20/06 foram realizados seminários sobre os projetos das ACS e na apresentação do projeto em questão as alunas distribuíram para a plateia 05 saches de cada planta medicinal, totalizando 150 saches, onde havia as informações as mesmas.

Como parte do projeto, coordenado na época pelo prof. Cleber Serafin, foi finalizado um aplicativo para smartphones com sistema Android, chamado PlantMed. A versão atual informa sobre plantas medicinais para todos os sistemas do corpo humano. Nas próximas atualizações apresentará também a forma de preparo das plantas.

O coordenador do Núcleo de Tecnologia em EAD, prof. Edimaldo Oliveira, conseguiu um espaço no campus para o cultivo das mudas e assim, em breve, o campus terá uma horta com plantas medicinais.

Com certeza novos projetos surgirão sobre esse tema.

Boeing desenvolve o metal mais leve do mundo

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Uma micro-retícula metálica desenvolvida por Boeing e HRL Laboratories acaba de ser considerada, pelo Livro dos Recordes, como o metal mais leve do mundo.

Feito de níquel fósforo, a micro-retícula emula a estrutura celular humana, atingindo uma densidade e área de superfície semelhante ao tecido pulmonar. Tão leve que pode ser equilibrada sobre um dente-de-leão, o material pesa aproximadamente 100 vezes menos do que o isopor.

“O objetivo de alcançar o recorde como metal mais leve foi mostrar a flexibilidade do processo de fabricação”, disse Bill Carter, diretor do Laboratório de Sensores e Materiais da HRL. “Com o mesmo processo podemos produzir um material forte e útil que pode ser feito com a densidade de um alumínio, ou bem abaixo da densidade do ar (excluindo o ar interior). Atingir uma densidade em qualquer ponto entre esses dois requer apenas uma pequena mudança no processo de criação, que pode ser feita de forma rápida, relativamente barata e sob medida”.

Para construir a micro-retícula, um modelo personalizável de polímero é construído através de um “processo de ondas de fotopolímeros autoformante” e depois é galvanizado com uma camada de níquel-fósforo com uma espessura de aproximadamente 80 nanômetros, cerca de 1.000 vezes mais fino do que a largura de um fio de cabelo humano. O polímero é, então, removido usando um processo químico.

O produto resultante é um material ultrafino e capaz de absorver grandes quantidades de energia em toda a sua estrutura.

O processo de fabricação é rápido e escalável, levando a HRL a antecipar que a micro-retícula poderia ser viável para aplicações como isolamento, dispositivos de troca de calor, conversores catalíticos, asas de avião, capacetes militares, proteção de explosão de veículos e, até mesmo, para desenvolver um pulmão artificial.

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/799332/boeing-desenvolve-o-metal-mais-leve-do-mundo?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil 

Notícia via HRL Laboratories, H/T Interesting Engineering.

V Curso de Análise de Minerais/Minérios pelas Técnicas de DRX e FRX

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Caros leitores desse blog, recebo do colega, professor titular da UFCE, Sasaki (Dr. Jose Marcos Sasaki), a proposta de compartilhar esse importante evento.

V Curso de Análise de Minerais/Minérios pelas Técnicas de DRX e FRX
DATA: 5 a 9 de Dezembro de 2016

LOCAL: Fortaleza – CE

Pré-Inscrição (término 6/11/2016)http://goo.gl/forms/UrIa1Q29U7f4lI4z1

Inscrição (término 20/11/2016)http://www.astef.ufc.br